<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875</id><updated>2011-12-21T15:11:12.800-02:00</updated><category term='Orientalismo'/><category term='Hinduísmo'/><category term='Grécia Antiga'/><category term='Paganismo'/><category term='Origens'/><category term='Judaísmo'/><category term='Filosofia'/><category term='Zoroastrismo'/><category term='Budismo'/><category term='Yoga'/><category term='Cabala'/><category term='Profetas'/><category term='Egito Antigo'/><category term='Perigos da Religião'/><category term='O Tao'/><category term='Cristianismo'/><title type='text'>Enciclopédia das Religiões</title><subtitle type='html'>&lt;strong&gt;De "a Arte das artes": conheça as muitas formas da Arte&lt;/strong&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://allreligo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-2207233477741856584</id><published>2010-04-15T00:28:00.003-03:00</published><updated>2010-10-20T10:48:22.748-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>História do Cristianismo - prólogo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303386458056545186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZlp4pMT06I/AAAAAAAADjM/ukKO7UkfFb4/s400/Cross_Fish.jpg" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Agora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que a história de Jesus chamado Cristo foi contada, vamos embarcar numa reflexão profunda sobre a trajetória fascinante e, como não dizer, intrigante, do Cristianismo. Como foi que uma seita judaica relativamente pequena, nascida no interior da Palestina, veio a se tornar a maior religião do mundo?..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos conhecer um pouco melhor essa grande jornada, que passa pela força da pregação de homens como Pedro e Paulo, verdadeiros heróis da fé e pilares do Cristianismo, desde as suas origens até a forma que conhecemos hoje. Vamos entender como a nova religião, já emancipada do Judaísmo, ganhou novo impulso com a conversão de Constantino, e afinal ganhou status oficial depois ser mortalmente perseguida pelo Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso estudo não vai deixar de englobar um assunto controvertido: os evangelhos apócrifos (ocultos, escondidos). Até que ponto são válidos para se conhecer a realidade sobre a vida de Jesus? O que têm para nos dizer sobre a história do começo do Cristianismo? Qual a sua origem? Por que não estão na Bíblia? Qual o seu valor histórico e quais as suas origens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos mergulhar numa análise realista dos fenômenos religiosos que ocorreram na controvertida Idade Média. - Sem parcialidades. - Sem defender e nem atacar. Aqui você não vai encontrar tentativas de justificar o injustificável e nem os ataques caluniosos que está acostumado a ver em outros lugares. Aqui não. Bem à maneira do &lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a Arte das artes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, vamos buscar, expor e analisar a &lt;u&gt;verdade dos fatos&lt;/u&gt;, à luz da pesquisa histórica pura e simples. Quando houverem opiniões divergentes importantes a respeito de qualquer assunto relevante, todas serão mostradas, e a conclusão ficará ao encargo da sua consciência, leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos entender o primeiro Cisma, que deu origem às igrejas conhecidas atualmente como ortodoxas. Você vai conhecer a importância de Francisco de Assis para a história do Cristianismo, e o quanto a obra desse gigante da fé foi importante e quanto influiu no modo de pensar dos cristãos de hoje, de todas as igrejas, já que na época em que ele viveu havia uma coesão difícil de imaginar hoje. Para todo homem e para toda mulher ocidental da época de Francisco, ser cristão era pertencer a uma Igreja una.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos entender juntos como Carlos Magno reforçou o poder da Igreja e como o Cristianismo conquistou a Europa e posteriormente veio a se militarizar para combater os muçulmanos no período das Cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; WIDTH: 222px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303395365714175442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZlx_IzYpdI/AAAAAAAADjc/sjbpfc762u4/s320/old_book_.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos estudar o descontentamento que gerou o movimento protestante e a chamada ‘Reforma’, que veio a mudar a face daquilo que entendemos por Cristianismo. Vai conhecer a história de Lutero, Calvino e outros precursores desse movimento, e também as transformações que vieram com o passar dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai saber como o catolicismo ganhou um novo fôlego com a chegada dos jesuítas, responsáveis pela expansão para os quatro cantos do mundo, e como, a partir daí, a Igreja precisou enfrentar os desafios trazidos pela modernidade, como o Iluminismo e a implantação do Estado laico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vamos aprender como a nova reforma produzida pelo Concílio Vaticano II, já em meados do século passado, representou (e representa) uma tentativa de modernização para os novos tempos, e vamos conhecer as lideranças recentes da Igreja, que combinaram a vocação religiosa com o engajamento social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que esta é uma história sem ponto final. João Paulo II e agora Bento XVI levaram o catolicismo a retomar um caminho mais conservador. Enquanto isso, no protestantismo, não cessam de proliferar as novas igrejas e denominações, quase todos os dias, muitas vezes com novas e polêmicas interpretações da Bíblia e dos Evangelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por religião e História caminharem tão próximas é que se torna fundamental conhecer essa longa peregrinação que já dura mais de 20 séculos. Mas os que preferem ler sobre outros assuntos não precisam se preocupar, pois outras postagens, sobre outros temas, continuarão sendo publicadas por aqui, intercaladamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve!..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;Comentar este post&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-2207233477741856584?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/2207233477741856584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/2207233477741856584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2010/04/historia-do-cristianismo-prologo.html' title='História do Cristianismo - prólogo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZlp4pMT06I/AAAAAAAADjM/ukKO7UkfFb4/s72-c/Cross_Fish.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-711235681766850756</id><published>2010-04-14T23:54:00.007-03:00</published><updated>2010-10-20T08:16:06.161-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>A surpreendente história de Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301860337921785058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZP94wqPfOI/AAAAAAAADio/WXtwbC_VuxE/s320/Jesus_sorrindo.jpg" /&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Claro que sorria! Ou você acha que ele&lt;br /&gt;ficava sisudo nas festas que frequentava?&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; os cristãos, Jesus Cristo não é meramente uma pessoa importante que viveu e morreu há muito tempo. De acordo com as "Boas Novas" (Evangelhos), em especial o Evangelho segundo João, ele é o próprio Deus Criador, &lt;em&gt;"sem o qual nada do que foi feito se fez”&lt;/em&gt; (João 1); que encarnou como homem comum (ou quase) e viveu nesta Terra para nos ensinar quanto ao Caminho da Vida e, principalmente, ao final desta vida terrena, derramar o seu sangue para nos dar a vida eterna, resgatando a humanidade sofredora do poder do pecado, de Satanás e da morte. Ele está vivo hoje, agora, e é a nossa única possibilidade de alcançar a vida verdadeira: a santificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo essa visão, aceitar ou rejeitar Jesus Cristo é simplesmente uma questão de vida ou morte. &lt;em&gt;“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus &lt;u&gt;não&lt;/u&gt; tem a vida”&lt;/em&gt; (1 João 5,12). E não estamos falando &lt;em&gt;desta&lt;/em&gt; vida &lt;em&gt;neste&lt;/em&gt; mundo, apenas. Estamos falando da vida eterna de nossa alma imortal. Não há salvação por nenhum outro meio; porque &lt;em&gt;“debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual sejamos salvos”&lt;/em&gt; (Atos 4,12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a mesma perspectiva, Jesus é o Cristo que preexistia antes de todas as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo &lt;u&gt;era&lt;/u&gt; Deus. Ele estava no princípio com Deus.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 1,1-3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Pois, nele, foram criadas todas as coisas....Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele &lt;u&gt;é&lt;/u&gt; antes de todas as coisas...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Colossenses 1:16, 17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 8:58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E os Profetas predisseram a sua vinda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará 'Deus Conosco'.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Isaías 7:14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Miquéias 5:2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, &lt;u&gt;Deus Forte&lt;/u&gt;, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim....”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Isaías 9:6, 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer....Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi trespassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Isaías 53:3, 4, 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas independentemente de quaisquer das questões subjetivas da fé, é um fato que a ideia do Deus todo-poderoso, distante e abstrato do judaísmo, comum também a outras religiões ancestrais, foi definitivamente substituída pela do Pai Amoroso, bem real, próximo e presente, a partir da surpreendente vida de Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Biografia do personagem histórico Jesus, chamado Cristo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Judeu da Galiléia, nascido em Belém, cidade da Judéia meridional, nos últimos anos do reinado de Herodes o Grande, quando Roma dominava a Palestina e Augusto era o imperador. Independente da ótica religiosa, ele produziu uma das mais profundas alterações na história das civilizações, seja por meio da sua imagem mística de “Filho de Deus” ou como profeta, moralista, revolucionário ou outra das muitas facetas a ela atribuídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Problemas de datação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aparente paradoxo sobre o ano de seu nascimento deve-se a um erro de datação creditado a um monge romano. - No ano 531 da nossa era, um abade romano chamado Dionísio Exíguo, ‘o Pequeno’, escreveu uma carta a um certo bispo Petrônio, reclamando do calendário usado para registrar as datas calculadas para a Páscoa. O ano era '&lt;em&gt;247 anno Diocletiani'&lt;/em&gt; (ano de Diocleciano), e lembrava a morte dos mártires cristãos perseguidos pelo imperador romano Diocleciano. Dionísio argumentou que tal calendário lembrava um imperador famoso pela perseguição dos cristãos, e que seria preferível &lt;em&gt;"contar os anos a partir da Encarnação de Nosso Senhor"&lt;/em&gt;. Dionísio então calculou que o nascimento de Jesus Cristo acontecera exatamente 531 anos antes. A esse ano ele chamou de 'ano I', ou &lt;em&gt;“Il anno Domini nostri Jesu Christi”&lt;/em&gt; - Ano de Nosso Senhor Jesus Cristo. - A carta, assinada em 531 aD ('&lt;em&gt;anno Domini'&lt;/em&gt;: 'Ano do Senhor') ou dC ('depois de Cristo'), iniciou a contagem de anos que até hoje utilizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, os cálculos de Dionísio estavam errados... A precisa data real do nascimento de Cristo é, até hoje, desconhecida. Os evangelistas não datavam as suas obras e as únicas referências disponíveis são os fatos históricos relatados e datados pelos romanos, que utilizavam o calendário estabelecido por Júlio César em 46 aC. - O calendário romano começava em 753 aC, data da suposta fundação de Roma. - Para os romanos, o ano 1 dC era 753 A.U.C. (&lt;em&gt;'Anno Urbis Conditae'&lt;/em&gt; - ano da fundação da cidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Mateus afirma que Jesus nasceu na época de Herodes, o Grande, que segundo os registros históricos romanos morreu em 749 A.U.C., ou seja, 4 aC. Isto quer dizer que Cristo nasceu pelo menos 4 anos “antes de Cristo”, isto é, a partir de 4 aC. - Para muitos estudiosos, o nascimento ocorreu entre 5 e 4 aC. Assim, o ano 2.000 do nosso calendário, contado a partir do que seria o verdadeiro ano do Senhor, já se passou, e ocorreu provavelmente entre 1996/97.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao 25 de Dezembro, este só foi fixado como a data de celebração do nascimento de Cristo quando já eram passados mais de quatro séculos da nossa era, - em 440 dC, - numa medida para converter ao cristianismo a festa pagã que se realizava naquele dia. - O objetivo da Igreja era fazer com que os romanos abandonassem os festejos em honra ao deus Mitra, o &lt;em&gt;‘Sol Invictus’&lt;/em&gt;, para celebrar o nascimento de Jesus, a um só tempo Filho de Deus e único Deus verdadeiro: trocar a celebração de um ídolo pela celebração do nascimento do Filho do Deus Vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado curioso: o episódio bíblico da visita dos magos teria ocorrido cerca de 8 meses depois do nascimento de Jesus, ou precisamente em 19/12/06 aC. Essa data exata justificaria inclusive a menção à ‘Estrela Guia’, por uma conjunção planetária identificada em estudos astronômicos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Os Evangelhos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O principal testemunho sobre a vida e a doutrina de Jesus está contido nos quatro evangelhos denominados canônicos, que constituem a base da fé cristã. Ali estão relatadas as suas palavras e atos, e também as reações do povo ao que ele dizia e fazia. Aceita-se que tenham sido escritos originalmente em grego, se bem que existam sólidas evidências de que o de Mateus possa provir de um texto aramaico anterior. Há muita controvérsia com relação à época em que foram escritos os Evangelhos, e nós voltaremos a este assunto: muitos pesquisadores respeitados consideram o de Marcos anterior ao ano 80, outros o encaixam num período entre 20 e 25. - Mas entre os especialistas há também aqueles que consideram os Evangelhos como registros quase jornalísticos, produzidos como uma espécie de diário &lt;em&gt;'online'&lt;/em&gt; da vida de Jesus, tendo sido escritos enquanto os fatos aconteciam. – Embora a maioria dos estudiosos rejeite essa última tese, existem evidências bem interessantes nesse sentido, como o célebre “Papiro de Jesus”, descoberto por um pesquisador inglês no século 19. - Esta é uma outra história a ser contada. Para os interessados no assunto, há &lt;a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/589/176055" target="_blank"&gt;um documentário&lt;/a&gt; bem detalhado do Discovery Channel à venda no &lt;a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/589/176055" target="_blank"&gt;Americanas.Com&lt;/a&gt;. - Já o Evangelho segundo João, denominado o Evangelho gnóstico, que traz muitas diferenças com relação aos outros três, este foi muito provavelmente escrito no final do século I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 480px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301604985992596690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZMVpUmHTNI/AAAAAAAADig/kMyXAiyy54g/s400/Jesus_Batista_blog.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatos dos quatro Evangelhos coincidem entre si no conteúdo principal, mas existem diferenças entre um e outro, embora nenhuma delas esteja diretamente relacionada a conceitos essenciais. Há coincidências importantes, também, entre os Evangelhos e os relatos de historiadores da época, como Flávio Josefo, - correspondente judeu da corte de Domiciano e o maior dos historiadores romanos, e também Tácito, para ficar nos exemplos mais óbvios. Eu falei mais sobre esse assunto &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/09/fato-histrico-ou-mito.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de José, um carpinteiro de Nazaré da Galiléia, e sua esposa Maria, Jesus nasceu quando seus pais estavam em Belém por causa de um recenseamento. Como corria a notícia de que tinha nascido aquele que se tornaria o 'Rei dos Judeus', e como não se sabiam maiores detalhes a respeito, Herodes ordenou a matança de todas os meninos de Belém até dois anos de idade. Jesus, porém, escapou da matança porque seus pais conseguiram fugir para o Egito. Ali permaneceram até a morte de Herodes, alguns meses depois, quando José decidiu regressar com sua família, e estabeleceu-se em Nazaré, onde Jesus provavelmente passou a maior parte da sua vida, trabalhando com o pai nas tarefas de carpintaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lucas, sua primeira aparição pública se deu aos 12 anos, quando a 'Sagrada Família' visitava Jerusalém: seus pais o encontraram entre os doutores do Templo, ouvindo-os e interrogando-os, e consta que já demonstrava assombrosa sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a tradição cristã, após a morte de José, Jesus compreendeu que estava na hora de começar a cumprir sua missão divina. Aos trinta anos encontrou-se, na Judéia, com seu primo João Batista, filho de Zacarias, famoso na região do Jordão por pregar o batismo para o perdão dos pecados. Ali, também Jesus foi por João batizado, e a partir desse momento iniciou o anúncio das 'Boas Novas', - &lt;em&gt;‘Evangelho’&lt;/em&gt; no grego, - ou seja, a realização das profecias sobre o Messias e a instauração do Reino de Deus no mundo, a partir de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se então uma série acontecimentos absolutamente incomuns em sua vida, a começar pelo jejum de quarenta dias no deserto e o episódio miraculoso da conversão da água em vinho nas bodas de Caná, primeira manifestação do seu poder divino. - Iniciou a sua pregação e realizou inúmeros milagres, de Samaria à Galiléia. Foi rejeitado em Nazaré, quando declarou que &lt;em&gt;“Um profeta não fica sem honra, a não ser na sua terra, entre os seus parentes, e na sua. própria casa."&lt;/em&gt; (Marcos 6, 1-6) – Afirmação que deu origem ao dito popular &lt;em&gt;“Santo de casa não faz milagre”&lt;/em&gt;. Em Cafarnaum, às margens do lago Tiberíades ou mar da Galiléia, aconteceu o episódio da pesca milagrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 31 anos completou a escolha dos seus 12 apóstolos diretos, todos eles galileus, para segui-lo de perto e aprender os mistérios do Reino do Céu, além de, posteriormente, receber dele a autoridade sobre a sua doutrina e a Igreja nascente. Os doze foram estes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Simão Pedro, o &lt;em&gt;“Príncipe dos Apóstolos”&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; André, o primeiro &lt;em&gt;“pescador de homens”&lt;/em&gt; e irmão de Pedro;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; João, o &lt;em&gt;“Discípulo Amado”&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt; Tiago o Maior, filho de Zebedeu e irmão de João;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5)&lt;/strong&gt; Felipe, o místico helenita;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6)&lt;/strong&gt; Bartolomeu Natanael, o Viajante;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7)&lt;/strong&gt; Tomé, o Ascético;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8)&lt;/strong&gt; Mateus Levi, o publicano;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9)&lt;/strong&gt; Tiago Menor, filho de Alfeu;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10)&lt;/strong&gt; Judas Tadeu, primo do Cristo;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11)&lt;/strong&gt; Simão Zelote, o cananeu;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12)&lt;/strong&gt; Judas Iscariotes, o traidor, que viria a ser substituído por Matias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também aos 31 anos que Jesus realizou o famoso Sermão da Montanha e pregou suas mais notáveis parábolas, através das quais transmitia sua doutrina ao povo, aos sacerdotes e especialmente aos seus seguidores. No período de seus 32 anos aconteceu a morte de João Batista por ordem de Herodes Antipas, e dois grandes milagres: a multiplicação dos pães e dos peixes e a ressurreição de Lázaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nesse período Jesus ensinou no templo de Jerusalém, estabeleceu o primado de Simão, a quem chamou 'Pedro' ('pedra', 'rocha'). Foi em presença deste, e também de Tiago e de João, que Jesus realizou o prodígio da Transfiguração, quando, no topo de um alto monte &lt;em&gt;“foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”&lt;/em&gt;. Logo depois, &lt;em&gt;“uma nuvem luminosa os envolveu; e eis que, vindo da nuvem, uma Voz dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi'”&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, Jesus entrou triunfante em Jerusalém. - À época de seu nascimento, a Galiléia era um conhecido foco da resistência judia contra Roma. O povo judaico esperava por um salvador revolucionário e libertador que recuperasse a sua independência política perdida desde o exílio da Babilônia, no fim do século VI aC; depois de dominados por outros povos, tinham passado ao poder de Roma (63 aC). A pregação de Jesus, portanto, para muitos judeus estava longe de ser coerente com a missão de ser apenas o “rei dos judeus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 33 anos Jesus foi considerado blasfemo e acusado de conspirar contra o César, quando Tibério era imperador de Roma. Aprisionado no horto de Getsêmani, foi levado até ao pontífice Anás. Ante Caifás, príncipe dos sacerdotes, com quem haviam se reunido os escribas e os anciãos, foi submetido a um processo político/religioso. Depois foi conduzido à residência do procurador romano da Judéia, Pôncio Pilatos, que, sem entender a revolta da população, o enviou a Herodes Antipas. Por um gesto político de Herodes, foi devolvido a Pilatos, que não achou delito naquele homem, mas diante da pressão dos chefes de Israel e de uma multidão incitada por eles, propôs uma permuta de prisioneiros. A maior parte da multidão, porém, optou pela soltura do prisioneiro político Barrabás quando da opção de troca proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301860956669005858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZP-cxrE0CI/AAAAAAAADiw/yiYJmr-gyfY/s320/Quaresma_Cristo_pb.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilatos então pronunciou a sentença da condenação de Jesus à morte na cruz, considerada uma das penas mais cruéis de todos os tempos, depois de declarar-se &lt;em&gt;“inocente do seu sangue”&lt;/em&gt;. De acordo com as leis romanas, foi barbaramente flagelado e teve que carregar sua cruz até a colina do Calvário, no monte chamado 'Gólgota' ('Caveira'). Ali foi crucificado junto com dois malfeitores comuns, - segundo cálculos de estudiosos, historiadores e astrônomos, isso aconteceu no dia 7 de abril, dez dias antes de completar 33 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Observações:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A paixão de Jesus, desde a última ceia até a sua crucifixão e morte, é mais ou menos minuciosamente relatada pelos quatro evangelistas, porém não se pode afirmar com certeza absoluta o lugar exato em que se cumpriu a sentença, pois a destruição de Jerusalém no ano 70 arrasou todos os possíveis vestígios, restando apenas os relatos populares e a tradição. Cinquenta dias após a sua morte, durante a festa de Pentecostes, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus, entre seus muitos discípulos para divulgar o Evangelho ao mundo, anunciaram a sua ressurreição, e que haviam sido enviados a pregar a todo o mundo a Boa Nova da Salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 18:37&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 7:37-39&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 6:51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 10:9, 11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a Luz da Vida."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 8:12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - João 11:25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;A tradução da Bíblia Sagrada utilizada é a da 'Almeida Text' (Revista e Atualizada-2a Edição, © 1993 Sociedade Biblica do Brasil).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Comentar este post&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-711235681766850756?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allreligo.blogspot.com/feeds/711235681766850756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2481235213226168875&amp;postID=711235681766850756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/711235681766850756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/711235681766850756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2010/04/historia-do-cristianismo.html' title='A surpreendente história de Jesus Cristo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZP94wqPfOI/AAAAAAAADio/WXtwbC_VuxE/s72-c/Jesus_sorrindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-7413307959667393652</id><published>2010-04-08T12:38:00.005-03:00</published><updated>2010-10-20T08:16:33.360-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>O Caminho Místico</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232618707630325378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJ3-_bFefoI/AAAAAAAACCY/yTuZF2aNZi4/s400/Angel_I.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Nos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; dias de hoje, quando se fala em espiritualidade, muitos pensam logo na espiritualidade mística. Esta é uma tendência mundial atual, acho que tem a ver com uma certa mudança sutil que anda em curso no Inconsciente Coletivo e acho também que seria adequado iniciarmos essa postagem com algumas definições anônimas diversas a respeito da Mística: o que é a Mística?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "É a insistência de que tudo o que é... não é tudo!"&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "É o engajamento na busca do Deus-Mistério"&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "É a experiência de Deus"&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "Místico é tudo aquilo ou aquele(a) que, mediante a contemplação espiritual, procura atingir o estado de êxtase de união direta com a divindade"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "O místico é alguém que vive do encontro pessoal com Deus"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;#&lt;/span&gt; "O místico é aquele que aspira a uma União pessoal ou à Unidade com o Absoluto, que ele pode chamar de Deus, Cósmico, Mente Universal, Ser Supremo, etc.'&lt;/em&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço questão de não citar as fontes dessas definições curtas, porque quando se trata de entender o que é a Mística, não há o que se explicar, não interessa o nome de quem falou, onde está escrito... tudo que nos interessa, nesse caso, é a idéia em si e por si mesma. De qualquer modo, percebemos que as principais interpretações do termo não se excluem, não se anulam entre si, mas se complementam ou se aperfeiçoam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A via mística está muito em voga nos dias de hoje, e a grande maioria logo pensa em procurá-la no Budismo, no Hinduísmo ou no Sufismo, entre outras tradições orientais. - Eu fui um desses. - Os que anseiam por uma espiritualidade mística, via de regra, nem sequer cogitam buscá-la no Cristianismo, e a “culpa” desse fenômeno, ao meu ver, é em grande parte das próprias igrejas, o que já é uma outra longa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que a tradição cristã sempre foi caracterizada por fortes correntes místicas. - A Mística estava presente na mensagem do Cristo desde o princípio. - O alemão &lt;a href="http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia/noticia.asp?cod_noticia=853&amp;amp;cod_canal=36" target="_blank"&gt;Karl Rahner&lt;/a&gt;, um dos mais importantes teólogos do século XX, proferiu a famosa frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"O cristão do futuro será um místico, ou não existirá mais."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rahner entende "um místico" como alguém que não apenas "ouviu falar" de Deus ou leu a seu respeito em algum lugar, mas o &lt;strong&gt;experienciou&lt;/strong&gt;, e o percebe, vivenciando-o. Essa é uma bela definição do ser místico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acentuamos o Caminho Místico no Cristianismo, criamos, ao mesmo tempo, uma ligação com os místicos das outras religiões; pois os representantes da Mística, desde que estejam nesse caminho com uma real disposição e empenhados verdadeiramente na Busca, passam por experiências semelhantes entre si... Esses buscadores, independente da religião que professem, não apenas se respeitam como também se estimam uns aos outros, e não pensam em “converter-se” mutuamente. - E assim interpretam suas experiências cada um a sua maneira. - Há interpretações de fato bem diferentes de uma mesma realidade na Mística cristã, na hinduísta, na budista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que hoje há tão pouca clareza no uso da palavra “Mística” quanto no entendimento do conceito de “espiritualidade”. É muito fácil perceber que não são poucos os que se definem como "místicos" sem saber exatamente o que isso quer dizer. Mas os representantes da verdadeira Mística, em qualquer religião, sempre foram cautelosos quanto a se chamarem a si mesmos de místicos. Relataram suas experiências e o caminho da meditação ou da oração contemplativa, mas nunca sucumbiram ao perigo de se identificar com a imagem arquetípica do "místico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.osa.org.br/osa/stoagostinho/vida.html" target="_blank"&gt;Agostinho&lt;/a&gt;, assim como &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/06/carl-gustav-jung.html" target="_blank"&gt;C. G. Jung&lt;/a&gt;, sempre vê na identificação com uma imagem arquetípica o perigo da vaidade. Ele entendeu que, quando não levamos em conta as nossas reais necessidades, nós as vivemos inconscientemente com maior intensidade. Segundo esses mestres, quando alguém se identifica com a imagem do "místico", vive a sua necessidade de ser alguém especial, importante, e muitas vezes o que está por trás desse desejo é a ânsia de ser notado e de se colocar acima dos outros: &lt;em&gt;“Como uma ‘pessoa mística’, me torno mais interessante”&lt;/em&gt;... - Este não é um sentimento espiritual saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Infelizmente, vejo essa tendência hoje, em muitos que se afirmam místicos. Por isso, sempre tomo cuidado quando alguém me pergunta se sou 'um místico'. Estimo o caminho místico e realmente procuro segui-lo; todavia, nunca me chamarei ‘místico’.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/05/o-senhor-me-fez-maravilhoso.html" target="_blank"&gt;Anselm Grün&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Mística Cristã há, sobretudo, duas tendências: a &lt;strong&gt;Mística da União&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;Mística do Amor&lt;/strong&gt;. Sem dúvida, não se podem separar nitidamente uma da outra; pois a Mística da União está compenetrada de Amor, e na Mística do Amor trata-se da União com o Bem-amado Cósmico. Mas nas duas tendências podemos distinguir alguns acentos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Mística da União visa-se a experiência do ser puro. Em silêncio, uno-me com Deus. Em silêncio, torno-me Um com Deus e, ao mesmo tempo, um com o momento atual, um comigo mesmo e com tudo que existe. Nessa experiência de União, que na tradição se chama Comunhão, Deus não é mais experimentado como estando diante de nós, mas como fundamento de todo o ser. No Cristianismo, Deus é sempre ao mesmo tempo pessoal e suprapessoal. Não é eliminada a lembrança de Deus como “Vós”, mas ela fica em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233228763708434450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SKAp1XEyqBI/AAAAAAAACCg/oMymQ7FFj1E/s400/Angel_1.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mística grega antiga era, sobretudo, uma Mística de União. O que aí se busca são experiências da Grande Presença. Enquanto estou totalmente neste momento, - o Agora, - totalmente unido com tudo o que existe, experimento, afinal, também a base de todo o ser: Deus, que me compenetra como sendo o Ser verdadeiro e Único. Para muitos que têm dificuldades com o Cristianismo, a Mística da União seria um bom caminho para entrarem novamente em contato com a sua própria base divina e, desse modo, se tornarem abertos para aquele Deus totalmente diferente e ao mesmo tempo tão igual, que não podemos compreender, mas sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Mística do Amor trata-se, de um modo bastante feminino, do Amor a Deus que se aproxima da humanidade. A mística do Amor, praticada pelas &lt;a href="http://viagem.uol.com.br/ultnot/2008/07/28/ult4466u361.jhtm" target="_blank"&gt;“beguinas”&lt;/a&gt;, - mulheres que, sem pronunciar votos, viviam livremente em grupos espalhados pelos países baixos e Bélgica, na Idade Média (séculos XIII e XIV), - era sobretudo uma mística nupcial. Para elas, Jesus era o "noivo" que abraça a alma mística. Essas místicas falavam sobre suas experiências numa linguagem quase erótica, e nesse processo era muito apreciada a interpretação do "Cântico dos cânticos", livro do Antigo Testamento. - Esses cânticos são utilizados para se expressar o Amor de Deus, e as místicas falam sobre o "namoro divino", em que podiam alegrar-se da proximidade de seu sublime "noivo". &lt;a href="http://www.fembio.org/english/biography.php/woman/biography/mechthild-von-magdeburg/" target="_blank"&gt;Mechthild von Magdeburg&lt;/a&gt; refere-se até ao "Leito do Amor", em que ela podia descansar com seu Bem-amado. Nem preciso mencionar o alto grau de intimidade com o Divino que precisamos sentir para exercer uma tal espiritualidade em nossas vidas. - Mas a Mística do Amor também sempre se refere a um “Vós”; a União com o Amado nunca é entendida como "ser a mesma coisa que" ou "ser igual" a Ele. Ser um com Deus é estar nEle, ter o "eu" dissolvido nEle, é estar liberto do ego, dos apegos, das mesquinharias, do medo... em perfeita Harmonia e Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.bibliapage.com/concilio.html" target="_blank"&gt;Concílio de Calcedônia&lt;/a&gt;, no ano de 451 de nossa era, definiu a União do ser humano com Deus, na experiência mística, como &lt;i&gt;“sem mistura e sem separação”&lt;/i&gt;. – Na experiência da União, estamos totalmente unidos com Deus. - Somos uma só realidade com Deus, mas ao mesmo, esse Deus continua impossível de ser conquistado. Não podemos dominá-lo ou tê-lo completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a Mística da União como a Mística do Amor ensinam que a perfeita União com Deus, neste nosso mundo, ainda não pode ser perene ou permanente. Ela dura um momento e se dissolve. Depois disso, vive-se novamente o estar separado de Deus. Místicos vivem sempre a tensão entre o estar unido e o estar separado, entre integração e dilaceramento. Essa é a razão primeira de existirem as formas religiosas, as práticas, a oração, a liturgia, a meditação... todos esses são elementos do chamado Caminho de Volta, a eterna saga do Filho Pródigo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros monges ascetas sempre se esforçaram por realizar a exortação da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses: &lt;i&gt;“Orai continuamente”&lt;/i&gt;, - I Ts 5:17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração foi e continua sendo para os monges cristãos um caminho concreto para buscar a desejada sintonia divina permanente. A oração era associada com a pulsação do coração, que é sempre contínua, enquanto estivermos vivos. Para eles, mesmo quando a pessoa não está orando conscientemente, é preciso conduzir a vida como se fosse uma grande oração, em todos os seus atos, pensamentos, intenções... Para Agostinho, a "Saudade" era o caminho perfeito para essa oração sem interrupção. Não podemos falar sempre com Deus, nem levantar sempre as mão e nem ficar sempre ajoelhados. Mas a "Saudade" de Deus deveria estar sempre em nós. Orar, para Agostinho, é a arte do despertar em nós a Saudade divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Se não quiseres interromper a oração, então não interrompas a Saudade de Deus. A tua ininterrupta Saudade é a tua voz de oração ininterrupta.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Sto. Agostinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos em contato com essa sublime Saudade, então nosso coração está com Deus. Na Saudade, Deus gravou o seu vestígio dentro dos nossos corações. Para Agostinho, a mística consiste em manter “acordada” e sempre viva a Saudade de Deus, na qual Ele se mantém presente no coração humano. Quando percebemos em nós essa Saudade, já alcançamos, para além deste mundo, o Mundo de Deus. Assim, temos dentro da nossa alma uma âncora, que nos mantém firmes e nos faz &lt;em&gt;“penetrar além do véu”&lt;/em&gt; (Hebreus 6:19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é que, séculos depois de Agostinho, Friedrich Nietzsche, um dos maiores inimigos declarados do Cristianismo e da religião, no seu tempo, surpreendentemente colocou de maneira muito similar a relação entre saudade e Mística. Ele declarou que &lt;i&gt;“onde a saudade e o desespero se acasalam, há mística”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mística não é uma espécie de posse, da qual possamos nos orgulhar, ou algo que nos envaideça por essa nossa suposta qualidade de “pessoa mística”. - A verdadeira Mística nasce exatamente no lugar do nosso desespero. Sim. Lá, onde nos desesperamos de nós mesmos, porque nada nos sustenta mais e percebemos que nossa a existência não tem fundamento por si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se não nos deixamos afundar no desespero, mas o combinamos com a Saudade, aí acontece o “salto” para dentro de Deus: aquele Deus totalmente diferente, no qual não conseguimos ainda nos organizar ou nos acomodar confortavelmente, mas que nos recolhe enquanto, no meio do desespero dessa insaciável Saudade santa, tivermos confiança nEle, entregando-nos ao inalcansável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche inadvertidamente entendeu algo da Mística Cristã, ao combinar saudade com desespero. A Mística não é algo que podemos exigir de nós mesmos. A Mística é, antes, sempre esse salto, do desespero do próprio eu para dentro do Mistério inalcansável e Infinito, que nos acolhe, conforta e ilumina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;b&gt;Fonte e bibliografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem contém trechos da obra:&lt;br /&gt;JOHNSON, Paul. &lt;em&gt;História do Cristianismo&lt;/em&gt;, Rio de Janeiro: Imago, 2001, pp 11-14. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;Comentar este post&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-7413307959667393652?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allreligo.blogspot.com/feeds/7413307959667393652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2481235213226168875&amp;postID=7413307959667393652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7413307959667393652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7413307959667393652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2010/04/o-caminho-mistico.html' title='O Caminho Místico'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJ3-_bFefoI/AAAAAAAACCY/yTuZF2aNZi4/s72-c/Angel_I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-6630310522107907278</id><published>2009-02-26T19:29:00.008-03:00</published><updated>2010-10-20T08:29:52.572-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Um ponto importante sobre Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; de abraçar a dura tarefa de começar a contar a história de Jesus por aqui, com algumas "novidades" históricas e certas particularidades que acho que serão interessantes para todos, acho importantíssimo abordar um tema muito em moda ultimamente, diretamente relacionado com o tópico. Se eu não falar antes sobre esse assunto, na verdade qualquer coisa que eu vier a falar sobre Jesus vai ficar um pouco sem razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando da nova "modinha" vigente nos meios céticos: afirmar que toda a história que conhecemos a respeito de Jesus não passa de mito. Bem, a verdade é que por muito tempo os ateus ativistas tentaram nos convencer (e se convencer a si próprios, creio eu) que Jesus nunca existiu. - Mas como isso era uma missão realmente inglória (pra não dizer impossível), já que praticamente a totalidade dos historiadores e pesquisadores mais conceituados do nosso planeta reconhece Jesus como um personagem histórico e real (leia a respeito &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/09/fato-histrico-ou-mito.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), de uns tempos para cá acharam de dizer que ele existiu sim, mas que a história da sua vida, conforme contada nos Evangelhos, não passa de uma coleção de lendas e fantasias copiadas dos mitos antigos. Existe um filminho colocado no Youtube a esse respeito, intitulado "Zeitgeist", que virou uma espécie de &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt; cético. Filme esse que ilustra à perfeição os principais argumentos que tentam provar que a história de Jesus não passa de mito. Nele, são feitas várias alegações que, à primeira vista, e principalmente para aqueles que não possuem grande conhecimento de causa (a grande maioria), impressionam. Para quem quiser conhecer o tal filme, aí vai a primeira parte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed height="350" type="application/x-shockwave-flash" width="425" src="http://www.youtube.com/v/LbiO_fBeg3I&amp;amp;hl=" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, adoro essas inciativas dos céticos, porque eles são, ao menos em sua maioria, gente inteligente, acima da média, que se importa em tentar provar os seus pontos de vista com embasamento. - O que é importante e louvável, desde que feito com seriedade e honestidade, virtudes ausentes nesse caso em particular. - Assim, constantemente me trazem desafios novos e interessantes, e acabam me dando motivos para me estabilizar cada vez mais e melhor na minha fé. A cada nova refutação, que eu procuro conhecer a fundo e de fato, para saber se são verdadeiras ou não, acabo descobrindo que não passa de mais um pouco de fumaça, e mais eu confirmo o que já sabia antes. Acho uma delícia prosseguir cada vez mais fundo nessa busca e descobrir sempre a mesma coisa: que quanto mais se tenta derrubar a Verdade, mais sólida ela se mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os argumentos ateus presentes no filme, dentre os mitos que mais teriam influenciado os evangelistas do Novo Testamento estaria o de Hórus, de 3.000 aC, o deus egípcio do Sol e da Lua, soberano do céu. O filme, pretendendo provar a influência mítica na história que conhecemos de Jesus, registra um resumo (resumido demais, na verdade) da história de Hórus, nos seguintes termos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;"Nasceu a 25 de Dezembro, da virgem Ísis. Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Leste, seguida por 3 reis em busca do salvador recém-nascido. Era um prodígio quando criança. Aos 30, foi batizado por uma figura chamada Anup e assim começou o seu reinado. Tinha doze discípulos, curou enfermos e andou sobre a água. Era conhecido por vários nomes, como 'Verdade', 'Luz', 'Filho Adorado de Deus', 'Bom Pastor' e 'Cordeiro de Deus'. Traído por Tifão, foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... E há também menções ao deus Átis, da Frígia, a Krishna, Dionísio e Mithra, o deus persa que foi adotado pelos romanos e convertido em deus-Sol. O autor do filme traça similaridades entre todos estes e Jesus, comparando suas histórias e salientando que &lt;em&gt;"todos eram filhos de virgens que nasceram a 25 de Dezembro, morreram e ressuscitaram e tiveram 12 seguidores"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Já sei. Depois de ler isso, muita gente deve estar pensando: &lt;em&gt;"Ooohhhh!.. Eu estava tão enganado(a) esse tempo todo!.."&lt;/em&gt;... - Reação que eu até acho perfeitamente normal, já que o texto impressiona, sim. À primeira vista. Mas, me responda: você acredita em tudo que lê ou assiste, na TV, na internet, ou mesmo nos livros, sem questionar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como meus leitores já sabem, eu gosto de questionamento. Muito. Se todos os buscadores questionassem sempre, não teriam acontecido tantas barbaridades ao longo da nossa História, em nome da religião e de Deus, e não haveria tanto charlatanismo e falsos profetas prosperando em nosso mundo, neste exato momento. Curiosamente, os que mais furiosamente questionam o Cristianismo são os mesmos que docilmente aceitam o tipo de bobagem exposto nesse filme como verdade irrefutável... Como se fosse uma "grande revelação", uma "prova" de que todas as convicções religiosas do Ocidente nos últimos séculos não passa de mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é exatamente para os questionadores que esse blog foi feito. Mas os questionadores de verdade, os que vão fundo, porque esse tipo de mensagem, a do filme, até se parece com um questionamento válido. - Como eu disse, à primeira vista. - Mas não é. Por quê? Simplesmente porque traz informações propositalmente desvirtuadas, e exatamente por isso não pode ser considerado questionamento válido. Questionar não tem nada a ver com má intenção. E mentir ou distorcer a verdade tentando provar um ponto de vista só pode partir de mentes mal intencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vejamos essas alegações todas um pouco mais a fundo, à luz da verdade dos &lt;strong&gt;fatos&lt;/strong&gt;, como convém aos bons buscadores e como é a cara do Arte das artes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Agora, os fatos&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começarei a minha análise pelo que foi dito a respeito do mito do deus Hórus, que segundo essas argumentações é o que mais traz semelhanças com a história de Jesus e o que teria mais fortemente influenciado o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, segundo a mitologia egípcia legítima, Hórus &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; nasceu de uma virgem. Nada disso. No antigo Egito o sexo era considerado algo muito positivo e até sagrado. Ísis era a esposa de Osíris (cuja história eu já contei &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/09/religio-do-antigo-egito-2-lenda-de.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), e os dois mantinham uma vida sexual bem ativa até ele ser assassinado e cortado em pedaços por Seth. Ela começou então uma peregrinação em busca dos pedaços escondidos do corpo de Osíris, episódio conhecido como "Lamentação de Ísis". Por fim conseguiu achá-lo, mas não trazê-lo à vida. Mesmo assim eles tiveram uma união mística e Hórus foi concebido. Ele surge, portanto, como um deus, filho de um casal de deuses, como no conceito pagão clássico, completamente divergente da narrativa evangélica a respeito de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Osíris volta á vida com a ajuda de outro deus, Anúbis, que fez do seu corpo a primeira múmia. - É exatamente daí que, segundo a lenda, provém o antigo costume egípcio da mumificação. Convenhamos que isso não se parece nem um pouco com o que os Evangelhos falam a respeito da Ressurreição... - Mas então Osíris vai para o mundo dos mortos, onde passa a reinar, - o que também não tem absolutamente &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; a ver com a concepção do "Reino de Deus" trazida por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às datas do nascimento coincidentes, não há coincidência nenhuma. Ocorre que nos dias 24 e 25 de Dezembro era comemorado, em várias civilizações antigas, o "Solstício de Inverno" no Hemisfério Norte. O solstício anunciava o nascimento do Sol como o "deus-criança", o sol que estava fraco e nessa época do ano crescia, assim como um bebê, trazendo de volta a primavera e o verão. A civilização celta, por exemplo, festejava esse dia, que chamavam &lt;em&gt;"Yule",&lt;/em&gt; com a "árvore mágica de Yule" - um pinheiro enfeitado com os símbolos da primavera, que pode muito bem ser a origem da atual árvore de Natal. Mas não há nada de espantoso nisso, já que o Cristianismo, deliberadamente (e isso não é nenhum segredo escondido), se apropriou dessa data mitológica para a comemoração do nascimento de Jesus, como um recurso para converter os pagãos e fazê-los aceitar com mais facilidade a nova religião. Cai por terra, portanto, o principal trunfo do filme, que coloca as coincidências envolvendo a data de 25 de Dezembro como a grande prova dos seus argumentos. - Até (e principalmente) porque a Bíblia, em momento algum, menciona 25 de Dezembro como a data de nascimento do Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe importante é que os Evangelhos também &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; mencionam a presença de "três reis" vindo visitar Jesus, como sugere o filme, tentando forçar uma similaridade, que não existe, com o mito de Hórus. - Os célebres "três reis magos" fazem parte do imaginário popular e foram acréscimos posteriores na tradição cristã. - O texto bíblico diz apenas que &lt;em&gt;"alguns magos"&lt;/em&gt; vieram visitar Jesus quando recém-nascido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;"Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, &lt;b&gt;alguns magos&lt;/b&gt; do oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: 'Onde está o recém-nascido rei dos judeus?'"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;- Matheus, 2:1-2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo não há como se fazer nenhuma relação com os "três reis" da história de Hórus. Ou será que &lt;strong&gt;"alguns magos"&lt;/strong&gt; é a mesma coisa que &lt;strong&gt;"três reis"&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a ser "um prodígio na infância" e "curar enfermos"... Pense um pouco e responda: seria razoável esperar que qualquer deus fosse descrito como um estúpido na sua infância? E a qual deus mítico "do bem" da Antiguidade não se creditava o poder de curar doenças e proporcionar coisas boas aos seus adoradores? - O poder de cura era algo comum, atribuído a praticamente todas as divindades do panteão pagão. - Se assim não fosse, para quê alguém iria querer adorá-los? Então, por favor, alguém me responda: Porque essa obsessão em querer comparar tudo com a história de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as "forçações de barra" do filme não acabam aí: Hórus foi um grande e poderoso rei. - Jesus viveu sua vida na Terra como um peregrino, em absoluta humildade: &lt;em&gt;"As raposas têm covis, e as aves do céu têm seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça"&lt;/em&gt; (Matheus, 8:20). Afirmou também que o seu Reino não era deste mundo (João 18:36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a concepção dos discípulos como seguidores, esta é exclusivamente cristã. E no caso de Hórus, o deus-sol, é mais do que sabido que a menção aos "doze discípulos" é uma analogia direta às doze constelações do zodíaco, conhecidas dos egípcios e de diversos outros povos da Antiguidade. - Aliás, é por isso mesmo que o número 12 aparece constantemente nos mitos de diversas culturas antigas, o que não pode ser aplicado à história de Jesus, em que a relação declarada é com o número das tribos de Israel, que também eram doze: 1-Dã, 2-Aser, 3-Naftali, 4-Manassés, 5-Efraim, 6-Rubem, 7-Judá, 8-Benjamim, 9-Simeão, 10-Issacar, 11-Zebulão, 12-Gade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Obs.: A 13ª tribo era a de Levi, sacerdotal e que não tinha direito a terra; eram os responsáveis pelos serviços do Tabernáculo e depois do Templo, mas não eram contados como Tribo, por isso se diz que eram 12 tribos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: Hórus não se parecia nem um pouco com o Messias da concepção judaica, sobre a qual falei &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/07/o-palco-montado.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;; ele era um deus, no sentido pagão clássico... Por fim, como já visto, a concepção de "ressurreição" dos egípcios, que no estudo histórico é mais comumente chamado de "reviver", é completamente diferente da cristã, em praticamente todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302459570064457474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZYe4qWP_wI/AAAAAAAADi4/cU2V3N3gCKQ/s400/zodiac-cross.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, ao analisarmos um pouquinho mais de perto as "sensacionais provas" de que a vida de Jesus contada nos Evangelhos não passa de mito, percebemos que essas provas estão bem mais para... digamos... Equívocos? Enganos? Distorções mal-intencionadas? Viagem na maionese? Ânsia de provar ao mundo que &lt;em&gt;"religião é veneno"&lt;/em&gt;? Escolha a sua opção. A verdade pode ser qualquer uma delas ou todas juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que desmistificamos a desmistificação (socorro!) de Jesus proposta pelos ateus, no que se refere ao deus Hórus, fica bem mais fácil concluir esta análise, quanto às comparações com os outros deuses míticos da Antiguidade citados no filme. Muitos dos argumentos usados para tentar demonstrar essas supostas semelhanças são exatamente os mesmos, e tão falsos quanto. Como o próprio filme diz, os pontos chave de semelhança são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;O nascimento de uma virgem em 25 de Dezembro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Aí, logo de cara, como visto, a história de Jesus "está fora", porque ela não afirma que ele nasceu em 25 de Dezembro. Quanto à questão do nascimento de uma virgem, trata-se de algo bem mais simples do que parece: no mundo antigo, para muitas culturas, a virgindade era sinônimo de pureza. Nada mais natural que os mitos dos deuses "bons" e/ou "luminosos" muitas vezes envolvessem nascimentos livres de envolvimento carnal. Nada de extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Morte e ressurreição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; - Como visto, os conceitos de ressurreição entre as diferentes culturas são muito diferentes entre si, e a comparação não cabe. Toda a mitologia está repleta de deuses que morrem e voltam a viver, deixam este mundo e voltam a ele, etc... Mas qualquer estudante realmente sério do assunto, mesmo os mais leigos, percebem logo de cara que os conceitos são completamente diversos do que aquilo que se diz a respeito do Cristo nos livros do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Doze discípulos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; - Sobre essa eu já falei acima, e o próprio documentário o esclarece, sem perceber. Ocorre que todos os povos antigos estavam muito atentos à observação das estrelas e o seu movimento, porque estes formavam padrões que lhes permitiam reconhecer e antecipar eventos que ocorriam de tempos em tempos, como eclipses, as mudanças da Lua e outros. Praticamente todas as civilizações antigas conheciam o que chamamos de "doze casas zodiacais". - Os povos antigos catalogaram os grupos celestiais, naquilo que hoje conhecemos como constelações. - A "Cruz do Zodíaco", que, como o filme reconhece, figura entre as mais antigas representações gravadas em imagens da humanidade, representa o trajeto do Sol através das doze constelações conhecidas até então, e também representava os doze meses do ano. Está aí o porquê da repetição constante do número doze nas histórias míticas. O que, como eu também disse acima, não se aplica ao caso de Jesus, pois a Bíblia e todos os documentos judaicos antigos se referem às doze tribos sagradas de Israel; - e o Novo Testamento deixa claro que foi por essa razão que Jesus escolheu seus doze discípulos mais próximos, cada um representando uma dessas tribos, além dos seus muitos seguidores. Essas doze tribos ou casas de Israel poderiam ou não estar relacionadas, em algum nível, às constelações, intencionalmente ou não... Mas isso é uma outra história, a respeito da qual nada sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante do filme é uma série de especulações, todas extremamente forçadas, que tentam relacionar mito, astrologia e História, insistindo sempre na questão dos "Três Reis Magos" e na data de 25 de Dezembro, que como vimos &lt;strong&gt;não têm relação alguma&lt;/strong&gt; com a narrativa dos Evangelhos a respeito da vida do Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, a constatação mais do que óbvia é que o autor do filme usa de um subterfúgio bastante comum para tentar provar suas teorias: &lt;strong&gt;resumir um tema complexo para adequá-lo ao seu ponto de vista&lt;/strong&gt;. Explico: quando você fala assim, resumidamente, genericamente, que, por exemplo, tanto Hórus quanto Jesus "curaram enfermos", isto a ouvidos desavisados pode soar como um paralelo entre ambos. Mas observe que aqui, como em toda a sua argumentação, o autor do filme faz questão de não entrar em pormenores a respeito das questões de semelhança; - isso porque as curas de Hórus, se vistas de perto, não têm absolutamente nenhuma semelhança com as que são atribuídas ao Cristo. Mas, falando assim, "por cima", dá a impressão de que se tratam de coisas parecidas. - Como eu disse, &lt;strong&gt;resumir para adequar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo melhor: se eu quisesse convencer a alguém que não conhece nada de História, que Hitler era parecido com Gandhi, e que a história de vida dos dois é praticamente idêntica, eu poderia dizer que tanto um quanto outro eram grandes patriotas, ambos amantes das artes, que eram místicos, que gostavam de animais e de crianças, que foram grandes líderes, que tiveram uma forte influência na história do mundo e que deram a vida por suas pátrias. Falando assim, resumidadamente, sem mentir eu poderia afirmar tudo isso! Nos aspectos citados, fora do devido contexto, realmente eles eram bem parecidos! E essa pessoa sem nenhum conhecimento em História provavelmente acreditaria que foram duas histórias muito semelhantes. Mas quem conhece &lt;strong&gt;objetivamente&lt;/strong&gt; a história de vida de um e de outro sabe muito bem que, apesar dessas semelhanças superficiais, um não tinha nada a ver com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se eu quiser confundir, tudo que tenho a fazer é resumir a história ao máximo, não entrando em detalhes e me atendo aos pontos do meu interesse, os que confirmem a mensagem que eu quero passar.&lt;/strong&gt; Agindo assim eu posso comparar qualquer pessoa com qualquer outra, e sempre vou encontrar supostas grandes similaridades; basta não me ater aos detalhes e ficar só na superfície...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero encerrar deixando claro que eu não afirmo que não existam mitos envolvendo a história de Jesus. É bem provável que sim. Não creio que tudo que os Evangelhos narram deva ser tomado literalmente. Os textos bíblicos podem contar acréscimos, pequenos erros de interpretação e até mesmo alguns aspectos mitológicos, sim. Mas não em essência. A base da narrativa evangélica está confirmada através de documentos extra-bíblicos, como demonstrei &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/09/fato-histrico-ou-mito.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. A história de Jesus Cristo &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; é, como tenta fazer parecer esse pseudodocumentário, uma simples coletânea de mitos ancestrais, isso é uma certeza: não minha, mas acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;No mundo de hoje muitos vêem toda a sublime história do Cristo como não muito mais que um mito. &lt;i&gt;"Criamos um deus à nossa imagem"&lt;/i&gt;, insistem alguns sociólogos da religião, e Jesus seria a nossa maior chave para o entendimento desse deus com quem podemos nos identificar. Uma chave falsa e ilusória, mas útil. A história da Encarnação, isto é, da manifestação de Deus em forma de homem, argumentam eles, já foi narrada muitas vezes antes, ora de um jeito, ora de outro, nas tradições religiosas antigas, exatamente o argumento (nada novo), que acaba de trazer à tona aquele filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cslewisbr.org/" target="_blank"&gt;C. S. Lewis&lt;/a&gt; já falava dessa questão de Deus e do mito, um século atrás. De fato, seu constante amor pela mitologia antiga lhe proporcionou percepções da fé cristã bem diferenciadas, que o ajudaram a remover esse empecilho, para crentes e também não-crentes. Em seu ensaio &lt;em&gt;“O Mito Tornou-se Fato”&lt;/em&gt;, ele tomou exatamente as objeções atiradas contra o Cristianismo e as transformou em mais provas que o sustentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração do Cristianismo é um mito que é também um fato! O velho mito do "Deus Que Morre", sem deixar de ser um mito, desce do céu da lenda e da imaginação para a terra da História real! Ele acontece numa data determinada, num lugar determinado, &lt;strong&gt;seguido de conseqüências históricas definíveis&lt;/strong&gt;. Passamos de um Hórus ou de um Mitra, que morrem ninguém sabe onde nem quando, para uma pessoa &lt;strong&gt;histórica&lt;/strong&gt; que é crucificada sob Pôncio Pilatos, procurador da Judéia, personagem histórico bem documentado. Hórus foi batizado por Anup, um deus de fantasia esquecido nas brumas do tempo. Jesus por João Batista, personagem histórico cujas evidências multiplicam-se todos os dias (senão, vejamos... &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI364069-EI295,00.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://ok.objectis.net/noticias/descobertas-arqueologicas-relacionaas-a-joao-batista-na-cidade-de-samaria" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornando-se fato, o mito não deixa de ser mito: eis o Milagre! Deus é mais do que um deus, não menos. Cristo é mais do que Hórus, não menos, nem igual. Nós, pessoas de fé, não devemos nos envergonhar da auréola mítica presente em nossa teologia, seja você cristão ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Não devemos ficar nervosos com 'paralelos' e 'Cristos pagãos': eles precisam estar ali. - Seria um empecilho se não estivessem."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;- C. S. Lewis, autor de "As Crônicas de Nárnia", nascido em 1928&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;BUDGE, E. A Wallis. &lt;em&gt;A Religião Egípcia&lt;/em&gt;, São Pauo: Cultrix;&lt;br /&gt;TUCKER, Ruth. &lt;em&gt;Fé e Descrença&lt;/em&gt;, São Paulo: Mundo Cristão, 2008;&lt;br /&gt;BAVINCK, J. H. &lt;em&gt;Faith and Its Difficulties&lt;/em&gt;, p. 9;&lt;br /&gt;LEWIS, C. S. - &lt;em&gt;Myth Became Fact&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;God in the Dock: Essays on Theology and Ethics&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artedartes.blogspot.com/"&gt;Comentar este post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-6630310522107907278?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://allreligo.blogspot.com/feeds/6630310522107907278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2481235213226168875&amp;postID=6630310522107907278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6630310522107907278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6630310522107907278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2009/02/um-ponto-importante-sobre-jesus-cristo.html' title='Um ponto importante sobre Jesus Cristo'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SZYe4qWP_wI/AAAAAAAADi4/cU2V3N3gCKQ/s72-c/zodiac-cross.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-7786161431423088993</id><published>2008-07-31T08:40:00.006-03:00</published><updated>2010-10-20T08:32:01.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Quem é esse homem, afinal?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; há história mais contada, de geração em geração, nem mais dissecada nos livros de toda espécie; desde os históricos até os místicos, passando pelos acadêmicos, os fantasiosos, os clássicos, os céticos, os contestadores... Não há história mais reprisada nos filmes, nas séries de TV, direta ou indiretamente, nem mais retratada nas pinturas, nas esculturas, na música e em toda espécie de artes plásticas... Não há personagem que tenha gerado mais paixão, mais devoção, mais curiosidade. Não há mestre mais citado, não há personalidade mais ardentemente amada pelos devotos nem mais cegamente odiada pelos céticos. Ele se tornou sinônimo de religião e religiosidade; de fé, crença e espiritualidade para bilhões. Reina soberano no Inconsciente Coletivo de toda a humanidade, com tudo que isso possa envolver de fácil e de (muito) complicado. Não há nada que se possa comparar, em termos de popularidade e influência universal, com a história de Jesus Cristo, nos últimos 2.000 anos de nossa História. E esse interesse e essa atração não demonstram nenhum sinal de que vão acabar tão cedo, ao contrário: as últimas décadas têm nos trazido um renascimento constante e crescente do interesse histórico e religioso pela sua figura: Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O polêmico. O rebelde. O agitador. O mais amado pelos crentes e mais odiado pelos céticos. O Mestre por excelência. Em nome dele, guerras se fizeram; as mais sublimes obras humanas se produziram; universidades foram construídas... O bem e o mal se multiplicaram em torna da sua memória, exatamente como ele havia previsto há dois milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228840490714059842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJCSuQQw1EI/AAAAAAAACAY/JIO2eVK52xM/s400/Redentor.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos propomos a estudar a história do Cristianismo, com todas as suas muitíssimas variantes, por vezes nos sentimos como que perdidos numa densa floresta, ou no meio de um deserto cáustico que parece não ter fim; e sem bússola. A documentação histórica é cheia de furos, os relatos bíblicos e os não bíblicos são confusos, as zonas de sombra se sucedem, existem contradições... Mas há também uma boa notícia: nos últimos anos, têm-se registrado um notável progresso nas pesquisas sobre Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de qualquer coisa, é preciso deixar um ponto muito claro: embora nos últimos tempos você possa ter lido e ouvido falar o contrário centenas de vezes, o fato é que o Jesus que nasceu, viveu e morreu na Palestina, concretamente, num determinado período histórico, e o Jesus da fé, &lt;strong&gt;são uma só e a mesma pessoa&lt;/strong&gt;. - Sim; nós poderíamos discutir, por exemplo, o que significavam os milagres e maravilhas que ele produzia. Podemos ponderar sobre a natureza desses milagres, se ocorreram literalmente como nos contam os livros do Novo Testamento da Bíblia (e também os apócrifos), de que maneira, o que significavam... Mas é praticamente impossível a qualquer pesquisador de bom senso simplesmente negar que Jesus fazia milagres, porque eles são uma parte essencial daquilo que o tornou tão especial; - tanto ou mais, até, do que a sua própria doutrina. - Querer separar, como pretenderam alguns, o discurso e os ensinamentos de Jesus das maravilhas que ele realizava, suas "obras" palpáveis, seria o mesmo que tentar entender um &lt;a href="http://musicaclassica.folha.com.br/cds/17/biografia.html" target="_blank"&gt;Bach&lt;/a&gt; apenas estudando suas partituras, sem nunca ouvir a sua música. Como disse o próprio Jesus Cristo: &lt;em&gt;"acreditai em mim, ao menos, pelas minhas obras" &lt;/em&gt;(João 14:11)&lt;em&gt;...&lt;/em&gt; Muitos mestres trouxeram belas palavras, antes e depois de Jesus, mas houve só um Jesus Cristo. Descartar parte da sua história, não considerar a sua obra como um todo, é descartar o que ele trouxe de comprobatório da sua condição especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esse único Jesus, escreveu o alemão &lt;a href="http://www.metodistavilaisabel.org.br/docs/TCC-do-Nilo-Duarte.pdf" target="_blank"&gt;Rudolf Bultmann&lt;/a&gt;, um dos grandes estudiosos do Novo Testamento do século passado, nos anos 20: &lt;em&gt;"...já não podemos conhecer qualquer coisa sobre a vida e a personalidade de Jesus, uma vez que as primitivas fontes cristãs não demonstram interesse por qualquer das duas coisas, sendo além disso fragmentárias e muitas vezes lendárias, e não existem outras fontes"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bultmann era pessimista, como se vê, a ponto de depor as armas, no que se refere à pesquisa histórica de Jesus. Compare-se agora sua afirmação com outra mais recente, formulada em 1985 pelo respeitado especialista irlandês &lt;a href="http://www.philosophyandscripture.org/Issue2-2/Sanders/Sanders.html" target="_blank"&gt;E.P. Sanders&lt;/a&gt;: &lt;em&gt;"A opinião predominante em nossos dias parece consistir em que podemos conhecer muito bem o que Jesus queria dizer, que podemos saber muito sobre o que ele realmente disse..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve, entre os anos 20 e os 80, que aumentou assim a confiança nas pesquisas? Muita coisa importante aconteceu nesse curto intervalo de tempo: descobertas de manuscritos e sítios arqueológicos, uma nova mentalidade na abordagem do assunto, um rigor crescente. O otimismo que passou a contagiar os especialistas é ilustrado pelo fato de ser farta (e crescente) a produção intelectual no setor. A bibliografia é imensa. Este post se baseia em livros recentes, um desses é &lt;a href="http://www.tradepar.com.br/detalhes/charlesworth-james-h--jesus-dentro-do-judaismo-8531202558-333.html" target="_blank"&gt;"Jesus dentro do Judaísmo"&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://www.ptsem.edu/PTS_people/Faculty01/charlesworth.htm" target="_blank"&gt;James H. Charlesworth&lt;/a&gt;, professor da Universidade de Princeton e &lt;a href="http://www.allbookstores.com/author/James_H_Charlesworth.html" target="_blank"&gt;autor de diversas obras&lt;/a&gt; sobre o tema. Depois de citar as opiniões acima transcritas, de Bultmann e Sanders, Charlesworth acrescenta, a respeito do avanço das pesquisas: &lt;em&gt;"... o fugidio pano de fundo da vida de Jesus está agora muito mais claro do que era, mesmo há vinte anos"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos agora vivendo num mundo de alta erudição. Há gente capaz de mergulhar num papiro em hebraico ou grego antigo e voltar à tona misturando o resultado com os recursos da moderna antropologia. Poderia-se até dizer que estamos num mundo de obcecados, de estudiosos que consagram suas vidas inteiras a estudar um só assunto, e dos quais se exige, entre outros talentos, a perspicácia de um Sherlock Holmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo para ilustrar o que estou dizendo é o caso da análise do professor &lt;a href="http://www.bestwebbuys.com/Joel_B_Green-mcid_2232420.html?isrc=b-authorsearch" target="_blank"&gt;Joel B. Green&lt;/a&gt; de um versículo que aparece em Matheus e também no pseudo-&lt;a href="http://www.mucheroni.hpg.com.br/religiao/96/index_int_10.html" target="_blank"&gt;Evangelho de Pedro&lt;/a&gt;, um dos vários evangelhos apócrifos, de confecção considerada tardia, já muito distanciada da morte de Jesus e não reconhecidos pela Igreja. - O versículo refere-se ao momento em que, com Jesus já morto e sepultado, os sacerdotes dizem a Pilatos: &lt;em&gt;"Ordena pois que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que os discípulos não venham roubá-lo e depois digam ao povo: Ele ressuscitou dos mortos"&lt;/em&gt; (Mt 27:64). Mais especificamente, a questão envolve um trecho que aparece absolutamente idêntico em Matheus e em Pedro: &lt;em&gt;"...para que os discípulos não venham roubá-lo..."&lt;/em&gt; - A questão aí é: quem copiou quem? Matheus copiou Pedro ou Pedro copiou Matheus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, a dúvida só surgiu por conta de certos especialistas que passaram a sustentar a tese de que, ao contrário de se tratar de um texto tardio, ou seja, já do segundo século depois de Cristo, como em geral ocorre com os apócrifos, o Evangelho de Pedro seria um documento de alto valor, cronologicamente situado talvez ainda à frente dos quatro Evangelhos oficiais ou canônicos, considerados os escritos mais antigos, do início do século I. - Isso poderia significar uma pequena revolução acerca de tudo que conhecemos sobre a história de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então o professor Green pegou aquele fiapo de frase, &lt;em&gt;"para que os discípulos não venham roubá-lo"&lt;/em&gt;, e se pôs ao trabalho. Descobriu que a palavra "discípulo" é comum em Matheus, que a usa 73 vezes, mais do que qualquer outro dos três evangelistas canônicos. Já no evangelho de Pedro ela não aparece nenhuma outra vez. O verbo "roubar" ('klepto', no original grego) aparece quatro vezes em Mateus e, de novo, nenhuma em Pedro. Enfim, a preposição "para", no sentido de "a fim de" ('mepote', em grego), aparece sete outras vezes em Matheus, e apenas uma outra em Pedro. &lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;: Bingo! O estilo literário do trecho, é, sem dúvida, de Matheus; é ele a matriz. Pedro copiou-o. Portanto, o Evangelho de Matheus é anterior e mais digno de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228859581381227378" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJCkFeigM3I/AAAAAAAACAo/18y87K4eJLQ/s400/Padres_chineses.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separar entre a documentação antiga o que tem valor e o que não tem é um dos trabalhos mais difíceis dos pesquisadores. O público leigo em geral têm fascinação pelos evangelhos apócrifos - a fascinação de entrar num território proibido (uuuhh!)... - E eles são fascinantes mesmo, até pelas extravagâncias que, muitas vezes, chegam a conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos apócrifos, Jesus é retratado em sua infância como uma espécie de "menino mágico" que faz passarinhos de barro e, depois de bater palmas, põe-nos a voar(!). Em um outro, Jesus, também quando menino, roga uma maldição e faz cair morta uma criança que o perseguia. Outra cena de infância de Jesus contida nos apócrifos é mais formidável ainda: Jesus quer brincar com um grupo de crianças, mas elas fogem dele e se refugiam numa casa. Jesus chega e pergunta à dona da casa onde estão as crianças. A dona da casa, para protegê-las, diz que ali não tem crianças. - Já que é assim, Jesus ordena então: &lt;em&gt;"Deixa os bodes saírem"&lt;/em&gt;. A mulher vai abrir a porta do cômodo e descobre o quê? Bodes... Jesus transformara seus desafetos em bodes, para horror da mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma ou outra exceção, os apócrifos são fáceis de descartar. Tratam-se de coletâneas de histórias inventadas, algumas em meios populares onde a religião ainda mal começava a se separar da feitiçaria. Tarefa muito mais complicada, a que todos os pesquisadores históricos se dão, é tentar discernir, nos Evangelhos Canônicos, o que pode ser considerado realmente testemunho de Jesus e as possíveis elaborações posterioriores. Os canônicos foram escritos a uma distância provavelmente a partir de quarenta anos da morte de Jesus por autores que possivelmente foram testemunhas oculares de sua vida. Como saber o que é histórico em seus relatos? Além da autoridade óbvia de documentaristas contemporâneos dos fatos que estão narrando, os pesquisadores de hoje utilizam-se de variados critérios. Um deles, óbvio, é o da "múltipla atestação". Quanto mais um episódio ou dito de Jesus for repetido pelos diferentes evangelistas, mais chance de ser verdadeiro. Outro, mais refinado, é o do "embaraço". Se um determinado episódio era embaraçoso para as elucubrações teológicas dos primeiros cristãos, e mesmo assim foi conservado nos Evangelhos, é porque deve ser verdadeiro. Um bom exemplo é o caso do batismo de Jesus por João Batista. - Foi muito difícil explicar às primeiras comunidades cristãs por que o Superior, isto é, Jesus, havia se deixado batizar pelo inferior, isto é, o Batista. - Se apesar da dificuldade teológica em explicar um fato, ele foi conservado nos textos, o episódio é considerado verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo lingüístico, que se viu na comparação entre os textos de Matheus e o Evangelho de Pedro, é outro dos grandes instrumentos que temos para a pesquisa sobre Jesus. Outro são as descobertas arqueológicas. E entre elas nenhuma se iguala, em qualidade e fartura, aos chamados &lt;a href="http://www.ipiageteditora.com/catalogo/detalhes_produto.php?id=2232" target="_blank"&gt;"Manuscritos do Mar Morto"&lt;/a&gt;, um conjunto de papiros achado a partir de 1947 nas cavernas da região de Qumram, no moderno Israel, e que só há pouco tempo foram completamente restaurados e decifrados. Os Manuscritos do Mar Morto têm servido para muita coisa, nos últimos quarenta anos, inclusive para explorações sensacionalistas. Na verdade, sabe-se hoje bem o que eles são: uma antiga e importante biblioteca. No início dos anos 50, depois da descoberta dos manuscritos, escavações realizadas nas proximidades pelo padre francês Roland de Vaux trouxeram à luz uma construção que, destruída e queimada no ano 68 dC, concluiu-se que se tratava de um antigo convento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí formou-se consenso entre os especialistas - nas cavernas, os membros da seita de Qumram esconderam a biblioteca do convento. - Viviam-se os dias tempestuosos da revolta judaica contra o domínio romano que resultaria, no ano 70 da nossa era, na destruição de Jerusalém. Esconder os manuscritos, acondicionados em jarras, na iminência de um ataque romano que realmente viria a varrê-los do mapa, foi a maneira que os membros da seita encontraram de preservar seus documentos para a posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seita em questão muito provavelmente é a dos essênios, cujo rastro encontra-se em muitos outros textos da antiguidade. Na biblioteca que eles esconderam nas cavernas há desde livros do Velho Testamento a documentos específicos da seita, como o "Manual de Disciplina", que era seguido por seus membros. Os documentos foram datados de um período que vai do ano 200 aC até 67 dC. Ou seja: muitos deles são até contemporâneos de Jesus. Há centenas de textos completos e milhares de fragmentos, que foram pacientemente remontados por uma comissão na qual se misturaram especialistas judeus e cristãos, sob a supervisão do governo israelense. Decepção: apesar de serem documentos da mesma época, não há nenhuma menção a Jesus. Isso não invalida, no entanto, o imenso valor dos textos de Qumram para o conhecimento da época e do ambiente que circundava Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Penetrar no mundo dos Manuscritos do Mar Morto equivale a mergulhar no tempo e no ambiente ideológico de Jesus"&lt;/em&gt;, escreve &lt;a href="http://www.theology.edu/revappen.htm"&gt;James H. Charlesworth &lt;/a&gt;(autor citado acima). Os textos de Qumram revelam idéias muito próximas às de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia entre os membros da seita uma acentuada escatologia, por exemplo - isto é, um alerta permanente contra o fim dos tempos, que se considerava iminente. Havia também prescrições para uma total entrega a Deus. Esses e outros traços comuns configuram uma espécie de elo perdido do pensamento judaico entre os tempos do Velho Testamento e o advento da Era Cristã, e sugerem, entre um e outro, uma certa transição. A seita de Qumram também escancara a realidade do judaísmo vibrante e variado dos tempos de Jesus; tão pouco unitário que alguns autores hoje preferem falar em "judaísmos", e não num judaísmo só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entusiasmo das primeiras descobertas chegou-se a imaginar um Jesus fortemente influenciado pela doutrina dos essênios, quando não um membro da seita. - Mas na verdade, tanto quanto semelhanças, há diferenças entre um e outro, e a mais gritante é a atitude perante as regras rituais judaicas de conduta. Os essênios são ainda mais fanáticos que os fariseus na sua observância. E Jesus, como se sabe, disse que o &lt;em&gt;"sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado"&lt;/em&gt;. - Ele dava pouca importância ao rigor imobilista com que os ortodoxos mandavam guardar o dia santo, como de resto a todas as outras proibições e imposições rituais. Ou melhor: ele estava aí era para subvertê-las mesmo, num contínuo chamamento para a superioridade da pureza e da devoção interiores, não exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228840498792830018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJCSuuW5FEI/AAAAAAAACAg/4ja-TeuygOc/s400/Serm%C3%A3o_montanha.bmp" /&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;"O Sermão da Montanha", pintura do dinamarquês Carl Heinrich Bloch&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra importante descoberta de manuscritos, feita um pouco antes, em 1945, ocorreu no Egito, na região de Nag Hammadi. Entre os 53 documentos ali encontrados, todos em copta, língua falada no Egito nos primeiros anos da cristandade, inclui-se o chamado "Evangelho de Tomé" (assunto a que voltaremos neste blog), uma coleção de 114 ditos de Jesus, enfileirados um atrás do outro, em que alguns vêem a tradução de um original semita talvez muito antigo, embora não haja consenso a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor das ruínas desenterradas ultimamente, é importante citar a "Casa de Cafarnaum", que Charlesworth, entre outros especialistas, está convencido tratar-se da casa de São Pedro referida nos Evangelhos. Além de uma série de coerências históricas e de localização, foram encontrados anzóis num dos seus compartimentos, exatamente um dos instrumentos de trabalho de seu presumível proprietário. &lt;em&gt;"A descoberta é virtualmente inacreditável e sensacional"&lt;/em&gt;, observa Charlesworth. Nessa casa Jesus hospedou-se e operou milagres, segundo os Evangelhos. Charlesworth enfatiza, extasiado, que com a descoberta da "casa de Pedro" temos &lt;em&gt;"o mais antigo santuário cristão já desenterrado em qualquer parte do mundo"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico por aqui, embora houvesse ainda muito a ser dito em matéria de descobertas como essas. Acrescento apenas que a elas juntou-se, nos últimos anos, uma nova e muito produtiva mentalidade: a de analisar Jesus à luz do ambiente, dos documentos e da cultura judaica em que, naturalmente, estava imerso. Algo que, por mais óbvio que fosse, antes não se fazia, por preconceito ou rivalidade religiosa. A soma de tudo isso é promissora. O escritor inglês &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A._N._Wilson" target="_blank"&gt;A. N. Wilson&lt;/a&gt;, autor de várias obras relacionadas, chega a afirmar: &lt;em&gt;"O mundo de Jesus tem sido colocado num foco mais preciso por nossa geração do que por qualquer outra geração anterior, desde o ano de 70 da Era Cristã"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano 70 dC é o da arrasadora repressão promovida pelos romanos contra os judeus. De alguma forma, fisicamente, o mundo em que Jesus viveu acabou ali. Ao mesmo tempo, segundo prossegue Wilson, a fé católica enveredou por um caminho curioso, caracterizado por muito &lt;em&gt;"pouco interesse nas origens semitas de Jesus e ainda menor no conhecimento destas"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quem era Jesus? E por que incomodava tanto a ponto de ser condenado a morrer na cruz? Continue no Arte das artes!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Arquivo revista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://vejaonline.abril.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;;&lt;br /&gt;CHARLESWORTH, James H - "Jesus dentro do Judaísmo", Imago, RJ, 1992;&lt;br /&gt;GREEN, Joel B. - Dictionary of Jesus and the Gospels, Scot McKnight Editor, 1992;&lt;br /&gt;SANDERS, E. P. - "Jesus and Judaism", London: SCM, 1990;&lt;br /&gt;PAUL, Andre - "Os Manuscritos do Mar Morto", Piaget, 2006;&lt;br /&gt;WILSON, A. N. - "Jesus, um Retrato do Homem", Ediouro, 2000;&lt;br /&gt;Website Mucheroni.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Comentar este post&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-7786161431423088993?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7786161431423088993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7786161431423088993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/quem-esse-homem-afinal.html' title='Quem é esse homem, afinal?'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SJCSuQQw1EI/AAAAAAAACAY/JIO2eVK52xM/s72-c/Redentor.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-4859682276444997264</id><published>2008-07-31T08:38:00.005-03:00</published><updated>2010-10-20T08:34:54.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristianismo: fontes documentais - conclusão</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228192059185636658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SI5E-klHJTI/AAAAAAAACAI/LOjycfAowD4/s400/Jer%C3%B4nimo.bmp" /&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;São Jerônimo&lt;/em&gt; - pintura de Caravaggio&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; entender o intrincado universo das fontes documentais do Cristianismo, há a necessidade de se conhecer a origem e a natureza dos erros de transcrição dos textos do Novo Testamento. Nos interessa saber como e porque ocorreram pequenas alterações no conteúdo desses escritos essenciais... Os tipos de variantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As alterações acidentais &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existiram &lt;strong&gt;equívocos visuais&lt;/strong&gt; - alguns erros foram cometidos quando o copista confundiu certas letras com outras de grafia semelhante. Um tipo de equívoco visual é chamado &lt;strong&gt;"parablepse"&lt;/strong&gt;. Esse nome complicado significa pular de uma palavra, frase ou parágrafo para outro, devido a começos ou términos semelhantes, com a omissão de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também a classe de equívocos chamados &lt;strong&gt;"ditografia"&lt;/strong&gt;, que são a repetição de uma sílaba, frase ou parte de uma frase; e a "metátese", que é a transposição de fonemas no interior de um mesmo vocábulo ou a transposição de vocábulos numa mesma frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Equívoco auditivo&lt;/strong&gt; é quando certas vogais e ditongos gregos vieram a ser pronunciados de maneira praticamente idêntica, fenômeno conhecido como &lt;strong&gt;"iotacismo"&lt;/strong&gt;, comum no grego moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Equívoco de memória&lt;/strong&gt; - poderiam variar desde a substituição de sinônimos à inversão na seqüência de palavras, quando a mente traía o copista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Equívoco de julgamento&lt;/strong&gt; - Quando um copista se deparava com comentários diversos anotados na margem do manuscrito que lhe estivesse servindo de modelo e não dispusesse de outras cópias para efeito de comparação, poderia incluí-lo no texto julgando que de fato devessem estar ali. Por exemplo, num manuscrito do século XIV há um exemplo de erro de julgamento. O modelo do qual foi copiado o Evangelho de Lucas deveria trazer a genealogia de Jesus (3:3-28) em duas colunas paralelas de 28 linhas cada. Todavia, ao copiar o texto seguindo a ordem das colunas, o escriba o fez seguindo a ordem das linhas, passando de uma coluna para outra. Como resultado, praticamente todos os filhos tiveram seus pais trocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alterações intencionais&lt;/b&gt; - Harmonização textual e litúrgica - o copista se sentia tentado a harmonizar os livros que apresentassem passagens paralelas, um pouco divergentes. Principalmente nos evangelhos sinóticos, com muitos textos sendo alterados para uma narrativa mais unificada possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que muitas citações do Antigo Testamento eram feitas sem muito rigor pelos apóstolos, e copistas procuravam adaptar à Septuaginta (LXX - tradução do Antigo Testamento para o grego, feita por hebreus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns textos eram adaptados para ser lidos publicamente nos serviços de culto, e tais arranjos influenciaram a própria transmissão do texto. O exemplo mais claro é o da Oração do Senhor (Mateus 6. 9-13), cuja doxologia &lt;em&gt;“pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre; Amém”&lt;/em&gt;, foi acrescentada para uso litúrgico, e acabou sendo incorporada no texto de muitos manuscritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Correção ortográfica, gramatical e estilística&lt;/strong&gt; - A maioria das alterações ortográficas nos manuscritos bíblicos ocorreu devido à falta de qualquer padronização oficial e à influência de vários dialetos. Assim, inúmeros termos gregos acabaram tendo formas diversas na soletração, principalmente os nomes próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Correção histórica e geográfica&lt;/strong&gt; - Alguns escribas tentaram harmonizar o relato do Evangelho de João da cronologia da Paixão de Cristo com a de Marcos, mudando a &lt;em&gt;“hora sexta”&lt;/em&gt; (João 19:14) para a &lt;em&gt;“hora terceira”&lt;/em&gt; (Marcos 15:25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Correção exegética e doutrinária&lt;/strong&gt; - Algumas vezes o copista se deparava com uma passagem de difícil interpretação, assim alguns tentaram completar-lhe o sentido, tornando-a mais exata, menos ofensiva ou obscura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Interpolação de notas marginais, complementos naturais e tradições&lt;/strong&gt; &amp;shy;- A inclusão de textos marginais ao corpo textual como apontamentos, correções, interpretações, reações pessoais e mesmo informações gerais quanto ao texto era comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que certas palavras ou expressões que aparecem juntas no texto bíblico ou no uso habitual da Igreja, e a falta de uma delas numa ou noutra passagem levava o copista a acrescentá-la. Estes são os chamados "complementos naturais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já foi dito, os críticos especializados têm demonstrado que as variantes têm pouca ou nenhuma importância para o sentido dos textos em si, ao contrário do que pretendem certos editores de obras sensacionalistas em busca de lucro fácil. Os fatos do Novo Testamento que dizem respeito à fé e moral são expressos em muitos lugares, e assim o fundo doutrinário permanece intocado pelas passagens criticamente incertas, nem um pouco alterado em sua essência. Podemos afirmar com toda a certeza científica que o texto dos cristãos, se não criticamente, doutrinariamente foi conservado incorrupto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O texto impresso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entre os séculos XV e XVI, entramos numa nova fase na história do Novo Testamento. Primeiramente a Imprensa tornou os trabalhos de reprodução mais rápidos e baratos, além de acabar de uma vez com a multiplicação dos erros de transcrição. Assim, as cópias passaram a ser feitas com muito mais agilidade e precisão, exatamente como haviam sido escritas, salvo raras exceções, a maioria das quais de erros tipográficos de menor importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo fator que ajudou a levar o texto neotestamentário a essa nova fase de desenvolvimento e sistematização foi o movimento renascentista, com sua ênfase nos valores artísticos e literários do homem, que acabou fazendo despertar na Europa um grande interesse pela cultura grega clássica. Conseqüentemente os estudiosos cristãos também começaram a valorizar os manuscritos gregos do Novo Testamento, revisando a Vulgata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228193755808090082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SI5GhU_bR-I/AAAAAAAACAQ/f5AOrCYTyEI/s400/Jeronimo_DaVinci.bmp" /&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;São Jerônimo no deserto&lt;/em&gt; - pintura de Leonardo Da Vinci&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Primeiras edições&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Apesar da impressa, a publicação do Novo Testamento em grego não saiu imediatamente. O primeiro produto representativo da tipografia foi justamente a Bíblia, a Vulgata de Jerônimo, em dois volumes, entre os anos de 1450 e 1455. Nos 50 anos seguintes, pelo menos cem edições da Vulgata ainda foram preparadas por várias casas editoriais da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a língua portuguesa, temos em 1495, em Saragoza, a publicação das epístolas paulinas e dos Evangelhos. Naquele ano, em Lisboa, foi publicada, em quatro volumes, uma harmonia dos Evangelhos. - O Novo Testamento completo saiu em 1681, em Amsterdã, já na antológica versão de Pe. João Ferreira de Almeida. A Bíblia completa em português foi publicada em 1753, na Holanda, depois de Jacó den Akker haver terminado a tradução do Antigo Testamento, parada com a morte de Almeida, em 1691, no texto de Ezequiel 48:12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cardeal e arcebispo de Toledo, Francisco Ximenes de Cisceros (1437-1517), foi o responsável de promover e organizar a primeira impressão do texto grego do Novo Testamento, como parte da chamada Bíblia Poliglota Complutense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo de Roterdã (1469-1536), escritor e humanista holandês, produziu, em 1516, o primeiro Novo Testamento grego que chegou ao domínio público, sendo beneficiado com o atraso na divulgação da obra de Ximenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O "Texto Recebido" &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando o Novo Testamento grego de Erasmo chegou ao público ocorreram diversas reações. De um lado houve ampla aceitação, tanto que ele preparou uma nova edição, e a tiragem total das edições de 1516 e 1519 alcançou 3.300 exemplares. A segunda edição, agora intitulada &lt;em&gt;"Novum Testamentum"&lt;/em&gt;, foi a que serviu de base da tradução alemã de Martinho Lutero. De outro lado, a obra foi recebida com grande preconceito e até com hostilidade. Três fatores contribuíram para isso: &lt;strong&gt;1) &lt;/strong&gt;As diferenças que havia entre sua nova tradução latina e a consagrada Vulgata; &lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; As longas anotações para justificar sua tradução e &lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; A inclusão, entre as notas, de comentários sobre a vida desregrada e corrupta de certos sacerdotes. Clérigos protestaram fazendo uso dos púlpitos; conseqüentemente Universidades como as de Cambridge e Oxford proibiram seus alunos de lerem os escritos de Erasmo, e os livreiros de os venderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as críticas levantadas contra Erasmo, uma das mais sérias veio da parte de Lopes de Stunica, um dos editores da Poliglota Complutense, que o acusou de não incluir no texto de 1 João 5:7-8 a "Coma Joanina". Erasmo replicou que não havia encontrado nenhum manuscrito grego que a contivesse, e prometeu que a incluiria em suas próximas edições se apenas um único manuscrito grego trouxesse a passagem. Um manuscrito foi-lhe trazido, e Erasmo cumpriu sua promessa na terceira edição, de 1522. Todavia numa longa nota marginal, ele suspeita do manuscrito como sendo preparado para confundi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Edições Intermediárias &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, temos a preocupação em reunir variantes textuais e estabelecer os princípios de um trabalho textual mais científico, baseado em pesquisas progressivas dos manuscritos gregos, das versões e da literatura patrística. O contexto agora era outro, os estudiosos tinham que lutar contra o movimento racionalista, que encontrara no deísmo sua expressão religiosa. Defendendo a existência de uma religião natural, onde a Verdade só podia ser alcançada pela razão e pelo método científico, o deísmo encarava as Escrituras como um simples manual ético de origem humana, e colaborou, entre outras coisas, para que sua pureza textual fosse questionada. Os pesquisadores cristãos surgiram nos principais países europeus em defesa do Cristianismo histórico e da integridade textual da Bíblia. E, no esforço de provar que o Novo Testamento que dispunham era exatamente aquilo que os autores originais haviam escrito, tiveram também de defrontar-se com o chamado "Texto Recebido", no qual os problemas tornaram-se ainda mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos, por dois séculos, vasculharam bibliotecas e mosteiros na Europa e em todo o mundo mediterrâneo procurando material que pudesse ser útil. Todavia, continuaram a publicar o Texto Recebido, submetendo-se a ele. Ele era um texto já tradicional e reverenciado por todos, e ninguém se aventuravam a modificá-lo, sob o risco de censura ou até de disciplina eclesiástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse período não ocorreu qualquer progresso real no texto grego do Novo Testamento que estava sendo publicado. Todavia, as muitas variantes que se tornaram conhecidas mediante o progressivo e acurado exame dos manuscritos, o início de sua classificação de acordo com as famílias textuais e o desenvolvimento das teorias críticas ofereceram a base necessária para que tal progresso se concretizasse no período seguinte. Nos confrontos entre os partidários do Texto Recebido e os que acreditavam na superioridade dos manuscritos mais antigos, a vitória dos últimos estava garantida. As evidências acumuladas tornavam evidente que o texto precisava ser corrigido, para o próprio bem do cristianismo histórico, principalmente por causa dos ataques racionalistas. O reinado do Texto Recebido estava chegando ao fim. Os princípios que permitiriam essa conquista já estavam praticamente estabelecidos e necessitavam apenas ser aprimorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Edições Modernas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No século XIX, a predominância do Texto Recebido foi finalmente interrompida. Os esforços dos pesquisadores nos dois séculos anteriores fizeram com que a crítica textual se tornasse uma ciência de fato. - A distribuição dos manuscritos nos diferentes grupos permitiu que os muitos documentos começassem a ser organizados e que a história da tradição manuscrita fosse reconstruída, levando ao desenvolvimento sistemático de metodologias e ao tratamento mais científico das inúmeras variantes. Apesar dos críticos ainda divergirem com relação às teorias, todos buscavam um texto que estivesse o mais próximo possível do original e, nesse novo período, rompendo com o Texto Recebido. Surgindo o texto crítico e, com ele, o período moderno da crítica textual do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase 500 anos de história do texto do Novo Testamento e das mais de mil edições surgidas desde século XV com Erasmo, dos vários estudos, os editores críticos de um modo geral concordam com o texto crítico moderno e apenas um grupo bem pequeno de variantes sem muita importância é contestada. E mesmo que surja uma edição nova com muitas variantes, já está mais ou menos claro que o Novo Testamento grego está muito próximo dos textos primitivos originais. O chamado Texto Recebido foi abandonado pela maioria dos estudiosos, que o defendiam como a forma mais próxima do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos erros dos copistas, a integridade do texto foi mantida. Sua coerência interna é uma evidência muito forte. A Crítica Textual tem demonstrado que o textos cristãos essenciais (o Novo Testamento da Bíblia) fala hoje com a mesmo eloqüência que falava no período apostólico. Podemos pegar a Bíblia atual sem medo de dizer, seguramente, que é o mesmo texto denominado como "Palavra de Deus" e transmitido na sua essência através dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/"&gt;Profº Nataniel dos Santos Gomes (UNESA)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;McDOWELL, Josh. "Evidência que exige um veredicto", Volume 2. São Paulo: Candeia, 1992;&lt;br /&gt;New Testament (The). New International Version: Holman Bible Publishers, Nashville, 1988;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Novum testamentum graece et latine"&lt;/i&gt;. Aparatu critico instuctum edidit Augustinus Merk. Editio octava. Roma: Sumptibus Pontificii Instituti Biblici, 1957;&lt;br /&gt;PAROSCHI, Wilson. Crítica textual do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1993;&lt;br /&gt;Santa Biblia. Antigua versión de Casiodoro de Reina (1569), revisada por Cipriano de Valera (1602), otras revisiones: 1862, 1909 y 1960. Revisión de 1960. Sociedades bíblicas unidas: (Madrid), 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artedartes.blogspot.com/"&gt;Comentar este post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-4859682276444997264?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4859682276444997264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4859682276444997264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-documentais.html' title='Cristianismo: fontes documentais - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SI5E-klHJTI/AAAAAAAACAI/LOjycfAowD4/s72-c/Jer%C3%B4nimo.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-1089820211833901657</id><published>2008-07-31T08:34:00.004-03:00</published><updated>2010-10-20T08:34:35.820-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristianismo: fontes documentais #4</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIX2V26kJDI/AAAAAAAAB_A/M8fCreWgkRk/s1600-h/2402.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225853798012167218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIX2V26kJDI/AAAAAAAAB_A/M8fCreWgkRk/s400/2402.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;A história do texto escrito&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Agora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; entramos no núcleo do problema do Novo Testamento: a tentativa de explicar o surgimento das primeiras leituras divergentes e a influência que elas exerceram em toda a transmissão do texto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Cristianismo estava sob intensa oposição judaica e romana, as cópias dos livros do Novo Testamento nem sempre podiam ser preparadas sob as melhores circunstâncias. A exceção é Lucas, que era médico e provavelmente conseguiu recursos financeiros com Teófilo, para quem o seu Evangelho e o Livro de Atos são dedicados. Este mostra um grande cuidado no preparo dos seus textos. - É bem possível que Teófilo tenha financiado as primeiras cópias e influenciado a audiência seleta e mais numerosa dos livros. Todavia parece que nenhum outro escritor apostólico pôde dispor de tantos recursos em seus trabalhos literários. Paulo também era erudito, mas, além de parecer sofrer de deficiência visual, algumas epístolas ainda tiveram de ser escritas enquanto era prisioneiro, o que em certo sentido também aconteceu com João em relação ao Apocalipse. É óbvio, nessas circunstâncias, tanto Paulo quanto João, além de Pedro, utilizavam-se de assistentes. Contudo é bem pouco provável que fossem redatores profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente as primeiras cópias passaram pelo mesmo problema, já que as cartas apostólicas eram enviadas a uma congregação ou a um individuo, e os Evangelhos foram escritos para serem entendidos por um público leitor em particular; - os autógrafos estavam separados e espalhados entre as várias comunidades cristãs e, ao serem copiados, não tiveram a oportunidade de receber um tratamento profissional. Por causa da situação financeira e da necessidade de reproduzir os textos, que tinham pouca durabilidade, além da rápida expansão do Cristianismo, as comunidades utilizavam copistas amadores e pessoas bem intencionadas. Paulo cita em sua Epistola aos Colossenses (4:16) uma carta à igreja de Laodicéia, da qual não temos nenhuma cópia. O texto parece indicar que havia troca de correspondências entre as várias igrejas ainda no período apostólico, mediante a elaboração e o envio de cópias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os originais começaram a ser reproduzidos dentro do chamado período apostólico, e as primeiras pequenas variantes começaram por causa da falta de um revisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma outra fonte de variantes era o próprio descuido na exatidão literal. Os cristãos não tinham a mesma preocupação que os judeus ao citarem o Antigo Testamento, estavam mais interessados no sentido do que no texto propriamente dito. Por isso, os Pais da Igreja citam muitas vezes o texto de maneira inexata, valendo-se de alusões e da memória. Que são, na realidade, variantes intencionais, a maior parte das variantes do texto sagrado dos cristãos. São correções com base na preferência pessoal, na tradição ou em algum relato paralelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que os cristãos não considerassem o Novo Testamento como “Escritura Sagrada”. - Vemos que tanto o Novo quanto o Antigo Testamento são colocados no mesmo patamar de importância. - O apóstolo e primeiro grande líder da Igreja, Pedro, classifica alguns textos do apóstolo Paulo como &lt;em&gt;“Escritura”&lt;/em&gt;. Possivelmente a primeira coleção de textos paulinos foi feita na Ásia Menor, no período apostólico. Na Epistola de Barnabé, no Didaquê e na carta escrita à Igreja de Corinto por Clemente (todas as três obras pós-apostólicas de regiões distintas, que eram antigos centros do Cristianismo) encontramos citações aos Evangelhos sinóticos, além de ao livro de Atos, e algumas Epístolas. Paulo escreve a Timóteo (5. 18) e cita o Evangelho de Lucas (10.7) e o livro do Deuteronômio (25.4), conferindo a mesma autoridade de Escritura a ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais provável é que a maioria destas pequenas alterações tenha surgido como tentativas dos escribas em melhorar o texto, fazendo correções ortográficas, gramaticais, estilísticas e até mesmo exegéticas. Num período em que pipocavam muitas heresias por todo lado, certas palavras poderiam gerar má interpretação. Exatamente como ocorre hoje, seguidores de várias seitas buscavam enxergar na Bílbia afirmações que nunca estiveram ali, separando trechos do texto de seu contexto original. Assim, os copistas, salvaguardando a essência original do texto, faziam alterações de certas palavras ou expressões, mas nunca objetivando mudar o sentido. São Jerônimo, porém, chega a reclamar que as mudanças que os copistas realizavam, acabavam gerando mais erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Textos locais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a expansão do Cristianismo, várias cópias foram levadas a diversas regiões, cada uma com as suas próprias variantes, e ao passarem pelo processo de cópia mantinham as variantes e ainda se adicionavam outras. Desse modo, os manuscritos que circulavam numa localidade tendiam a assemelhar-se mais entre si que os de outras localidades. - Mesmo na mesma região era praticamente impossível que houvesse dois textos exatamente iguais. Todavia, certos grupos de manuscritos poderiam assemelhar-se uns aos outros mais intimamente que a outros grupos do mesmo texto local. Alguns textos poderiam se tornar mistos, quando os manuscritos podiam ser comparados a outras cópias de outros lugares, e corrigidos por elas. A tendência era de não misturar os textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto Alexandrino &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alexandria superou Atenas, no período helenístico, tornando-se o centro mais importante de cultura do Mediterrâneo. Quem nunca ouviu falar na Biblioteca de Alexandria, com seus 700.000 volumes? Foi lá que os textos de Homero passaram pela primeira tentativa de edição crítica. Zenódoto de Éfeseo, primeiro diretor da biblioteca, comparou diversos manuscritos da Ilíada e da Odisséia, em 274 aC, tentando restaurar o texto original. Sem dúvida esse cuidado pode ter acabado por influenciar os cristãos da região, fazendo com que eles procurassem a excelência em seus textos. Faltavam, na região, as reminiscências pessoais e a tradição oral, o que teria aumentado a exigência quanto a exatidão do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o texto alexandrino é considerado o melhor texto, com pouquíssimas modificações gramaticais ou estilísticas, cerca de 2% ou 3% apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto ocidental &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas regiões dominadas por Roma, desenvolveu-se outro tipo de texto, o chamado texto ocidental, bem diferente nos Evangelhos e principalmente em Atos, onde é quase 10% mais longo que a forma original, o que já faz supor a existência de duas edições desse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal característica é o uso da paráfrase. Observa-se que palavras, frases e até pequenos trechos inteiros foram modificados. O motivo disso parece ter sido a harmonização, principalmente no caso dos Evangelhos sinóticos, ou mesmo o enriquecimento da narrativa com a inclusão de alguma tradição. Isso envolve, no entanto, apenas algumas poucas declarações e incidentes da vida de Jesus e dos apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Textos de Cesaréia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente tem origem no Egito, assim como o texto alexandrino, de onde teria sido levado para Cesaréia por Orígenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto Bizantino &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, resultado da revisão de antigos textos locais feita por Luciano de Antioquia, pouco antes de seu martírio no ano de 312.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIS0pXYPpQI/AAAAAAAAB-E/nst7Y6dn7E8/s1600-h/Vulgata_m.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225500090399958274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIS0pXYPpQI/AAAAAAAAB-E/nst7Y6dn7E8/s400/Vulgata_m.jpg" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Unificação textual &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a conversão de Constantino, em 312, entramos numa nova fase na história do Novo Testamento, principalmente com o Édito de Milão no ano seguinte, colocando o Cristianismo no mesmo patamar que qualquer outra religião do Império Romano (e não como a &lt;em&gt;única&lt;/em&gt; religião do Império, como popularmente se acredita), ordenando que as propriedades confiscadas da Igreja fossem devolvidas. Com isso, houve um aumento considerável na circulação de textos sagrados, que não mais corriam o risco de apreensão e destruição em praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que a partir daí uma maior integração dos cristãos possibilitou a comparação de manuscritos e a obtenção de um tipo de texto que não tivesse tantas variantes. E os textos locais foram pouco a pouco cedendo lugar a um único texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, o primeiro tipo de texto a circular em Constantinopla talvez não tenha sido o bizantino. Eusébio, em 331, foi encarregado por Constantino de preparar 50 cópias das Escrituras em pergaminho para as igrejas da nova capital. Eusébio usava o texto cesarense, portanto, é provável que tenha sido esse o tipo de texto primeiramente usado ali. É provável que essas cópias tenham sido submetidas a correções com base no texto luciânico, até serem finalmente substituídas por novas cópias essencialmente bizantinas, produzidas em algum escritório ou mosteiro local. Este tornou-se um procedimento comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vulgata Latina, de Jerônimo, acabou predominando na Europa Ocidental. Não significa, porém, que o texto de Luciano fosse desconhecido. Muitos manuscritos greco-latinos trazem o texto bizantino, ainda que combinado com variantes da Antiga Latina. Até a Vulgata acabou incorporando algumas formas bizantinas. No século XVI, com a invenção da Imprensa, os editores preocuparam-se com a publicação do Novo Testamento grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/"&gt;Profº Nataniel dos Santos Gomes (UNESA)&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;McDOWELL, Josh. &lt;em&gt;Evidência que exige um veredicto&lt;/em&gt;, Volume 2. São Paulo: Candeia, 1992;&lt;br /&gt;The New Testament. New International Version: Holman Bible Publishers, Nashville, 1988;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Novum testamentum graece et latine, Aparatu critico instuctum edidit Augustinus Merk.&lt;/i&gt; Editio octava. Roma: Sumptibus Pontificii Instituti Biblici, 1957&lt;br /&gt;PAROSCHI, Wilson. Crítica textual do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1993;&lt;br /&gt;Santa Biblia. Antigua versión de Casiodoro de Reina (1569), revisada por Cipriano de Valera (1602), otras revisiones: 1862, 1909 y 1960. Revisión de 1960. Sociedades bíblicas unidas: (Madrid), 1996.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-1089820211833901657?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1089820211833901657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1089820211833901657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-documentais-4.html' title='Cristianismo: fontes documentais #4'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIX2V26kJDI/AAAAAAAAB_A/M8fCreWgkRk/s72-c/2402.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-6992409710928117617</id><published>2008-07-31T08:27:00.002-03:00</published><updated>2010-10-20T08:33:16.761-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristianismo: fontes documentais #3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;As&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; fontes documentais primárias do Cristianismo dividem-se em:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Manuscritos Gregos,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; Antigas Versões,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Citações Patrísticas, feitas por autores cristãos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225503444596424802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIS3smvAAGI/AAAAAAAAB-M/pUY2mGhYMyE/s400/Patristic.bmp" border="0" /&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;"Patristic Testimony" - arte medieval&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Manuscritos gregos&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São aproximadamente 5500, classificados de acordo com o material e o estilo da escrita: &lt;em&gt;papiros&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;unciais&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;minúsculos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papiros &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conhecidos 96 papiros, escritos em uncial até o século IV. A maioria são fragmentos de códices. São os manuscritos mais antigos conhecidos do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Unciais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os manuscritos feitos em pergaminho quando o papiro caiu em desuso, no século IV, e utilizados até o século XI, ou seja, durante sete séculos. A escrita manteve o mesmo padrão dos papiros, tornando-se apenas um pouco maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minúsculos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São manuscritos que carecem de valor crítico; são importantes apenas como testemunhas da história medieval do texto do Novo Testamento. Foram documentos preparados em escrita minúscula, entre os séculos IX e XVI, quando começaram a surgir textos gregos impressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lecionários &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos herdaram uma prática comum entre os judeus: ler textos bíblicos nas reuniões de culto em unidades adequadas ao calendário anual ou à ordem eclesiástica. Nesta prática eles usavam (e ainda usam) os chamados lecionários. Alguns apresentavam lições completas para cada dia da semana, outros só para sábados, domingos e/ou dias santificados. Provavelmente os lecionários surgiram no fim do século III ou início do século IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Óstracos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Antiguidade, ainda podemos encontrar um outro tipo de material, o óstraco: fragmentos de jarro quebrado ou louça contendo frases curtas, escritas com objetos pontiagudos. Representam a literatura de uma classe que não podia comprar o papiro ou que não considerava tal escrita importante o suficiente para justificar a sua compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talismãs &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São fontes preparadas como talismãs ou amuletos, em madeira, cerâmica, papiro ou pergaminho. Contêm partes do Texto Sagrado. - Mas este parecia não ser um costume comum, pois são conhecidos apenas nove talismãs do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antigas versões&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda fonte mais importante para chegarmos à verdade última dos autores do Novo Testamento são as antigas versões. Surgidas em decorrência do crescimento do Cristianismo, que se espalhava pelo mundo grego, as versões surgem para aqueles que não dominavam a língua grega. Os manuscritos mais antigos não ultrapassem o início do século IV ou, quando muito, o final do III. O texto que evidenciam representa um estágio de desenvolvimento provavelmente anterior ao final do século II, daí o grande valor dessas versões para a crítica textual, - elas proporcionam incicações importantes a respeito do texto grego de que foram traduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Siríaca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, as primeiras traduções do Novo Testamento foram feitas em siríaco, língua falada na Mesopotâmia, na Síria e em partes da Palestina, com algumas diferenças dialetais, por volta do ano 150. A tradução surgiu da necessidade de leitura de pessoas que tinham dificuldade com o grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Latina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conhecidas duas versões: a Antiga Latina, traduções feitas até o século IV, e a Vulgata Latina, feita por São Jerônimo no final do século IV e início do V. Presume-se que as traduções latinas começaram no norte da África, em Cartago, que era um dos centros da cultura romana, provavelmente no final do século II. Outras traduções começaram a surgir em países europeus em que o grego estava em declínio, sendo superado pelo latim. Portanto, a Antiga Latina está dividida em duas famílias ou grupos de traduções: a africana, mais antiga e mais livre em relação à original, e a européia. Ambas se consistem em uma nova tradução. Alguns têm pensado numa terceira família, a italiana, provavelmente surgida no século IV para amenizar as diferenças entre as outras duas traduções. Todavia, a maioria dos críticos não aceita essa tríplice divisão, eles argumentam que a "terceira família" representa apenas uma forma da Vulgata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas traduções é inevitável um maior número de divergências textuais. Agostinho já falava nas dúvidas que as inúmeras traduções provocavam. Jerônimo foi designado pelo Papa Damaso, em 383, a rever toda a Bíblia Latina. No ano seguinte, a revisão dos Evangelhos ficou pronta, onde as variações eram maiores. Jerônimo procurou eliminar as adições e harmonizações presentes nas versões latinas e fez alterações em 3.500 lugares. Em 405, toda a Bíblia ficou pronta e só muito lentamente foi conquistando prioridade, até que nos séculos VIII e IX impôs-se de modo quase universal, embora a Antiga Latina continuasse sendo copiada e usada até por volta do século XIII. O título honorífico de “Vulgata” ('comum' ou 'de uso público') foi dado pela primeira vez no final da Idade Média. Ela acabou se oficializando como a Bíblia cristã oficial no Concílio de Trento, em 1546.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Copta &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copta significa o último estágio da língua egípcia antiga. No início do Cristianismo ela consistia em meia dúzia de dialetos e era escrita em unciais gregos com outras letras. O Cristianismo entra com facilidade nessa região graças às colônias judaicas ali existentes, principalmente em Alexandria. Portanto, foi ali, longe da influência do grego, que se fez necessária a primeira tradução copta do Novo Testamento, no início do século III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outras versões &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um número grande de outras versões antigas, como a Gótica, a Armênia, a Etíope, a Geórgica, a Nubiana, a Arábica e a Eslava, mas de menor importância para a crítica textual, por não haverem sido traduzidas diretamente do texto grego. A Armênia, conhecida como “a rainha das versões”, por sua beleza e exatidão, é que preserva o maior número delas: cerca de 1300!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Citações patrísticas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As citações patrísticas ou dos "Pais da Igreja" (antigos escritores cristãos) representam o terceiro grupo de fontes documentais para o estudo crítico do Novo Testamento: citações encontradas nos comentários, sermões, cartas e outros trabalhos dos antigos cristãos, especialmente os situados até os séculos IV ou V. É importante perceber que são tantas as citações que poderíamos reconstituir quase todo o Novo Testamento através delas, mesmo sem os manuscritos gregos e versões. Somente com Orígenes, por exemplo, isso quase já seria possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema das citações é que a maioria delas foi feita de memória; são inexatas, portanto. Contudo, são importantes por evidenciarem o texto antigo, do qual pouco testemunho de manuscrito existe, e também por demonstrar as primeiras tendências que influenciaram o desenvolvimento histórico do texto neotestamentário. Em quase todos os casos podem ser datadas e localizadas geograficamente, permitindo também que se verifique a data e a procedência geográfica dos manuscritos. As citações dos Pais da Igreja representam um auxílio valioso para a reconstituição da história primitiva do texto do Novo Testamento e, por conseguinte, de sua mais antiga forma textual acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Profº Nataniel dos Santos Gomes (UNESA)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;LÄPPLE, Alfred. As origens da Bíblia. Tradução de Belchior Cornélio da Silva. Petrópolis : Vozes, 1973;&lt;br /&gt;McDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredicto. Volume 2. São Paulo : Candeia, 1992;&lt;br /&gt;Novo Testamento: nova versão internacional. São Paulo : Sociedade Bíblica Internacional, 2000;&lt;br /&gt;Novum testamentum graece et latine. Aparatu critico instuctum edidit Augustinus Merk. Editio octava. Roma : Sumptibus Pontificii Instituti Biblici, 1957. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-6992409710928117617?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6992409710928117617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6992409710928117617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-documentais-3.html' title='Cristianismo: fontes documentais #3'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIS3smvAAGI/AAAAAAAAB-M/pUY2mGhYMyE/s72-c/Patristic.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-6261305573610371393</id><published>2008-07-30T14:35:00.002-03:00</published><updated>2010-10-20T08:35:32.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristianismo: fontes documentais #2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Conforme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; vimos no &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-primrias.html" target="_blank"&gt;post anterior&lt;/a&gt;, até o século XV os textos do Novo Testamento da Bíblia eram transmitidos a partir de cópias manuais, usando-se material rústico. O próximo passo em nosso estudo é conhecer esses tipos de materiais, as tintas usadas, a maneira como eram organizados e preservados os escritos e que forma tinham esses escritos. - Esta é uma matéria de importância fundamental para todos aqueles que se interessem por ciências da religião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Materiais &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIDbrkaoPXI/AAAAAAAAB98/wKeOuObPUso/s1600-h/Papiro.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224417109305998706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIDbrkaoPXI/AAAAAAAAB98/wKeOuObPUso/s400/Papiro.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Uma parte do papiro "Rhind" (1650 aC, aprox.), com problemas matemáticos (Museu Britânico, Londres).&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papiro - &lt;/strong&gt;O papiro foi utilizado nas primeiras cópias do Novo Testamento, já que era o principal material de escrita da Antigüidade. Trata-se de um tipo de junco, com caule triangular, com a grossura de um braço, altura que variava entre 2 e 4 metros, que crescia nas margens do Lago &lt;i&gt;Huleh&lt;/i&gt; (Fenícia), no vale do Jordão e junto ao Nilo (onde foram encontrados os mais antigos fragmentos de papiro conhecidos, que constam de 2.850 aC!). A folha era feita com a medula do caule, cortada em tiras estreitas e postas em duas camadas transversais sobre uma superfície plana. Depois eram batidas com um objeto de madeira e se colocadas para secar ao sol e alisadas, assim estavam prontas para receber a escrita. O tamanho médio de uma folha era de 18 x 25cm, mas essa medida podia variar de acordo com a finalidade. Várias podiam ser coladas pela borda para formar um rolo, que geralmente não tinha mais do que 10 metros de comprimento. O texto normalmente aparecia em colunas de 7 cm de altura, com intervalo de 1,5 cm ou 2 cm, com um pequeno espaço para correções e anotações. As margens superiores e inferiores eram maiores. A margem do começo do rolo era ainda maior. Nos rolos utilizados com maior freqüência, usava-se um bastão roliço, cujas pontas sobressaiam acima e abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como regra só se escrevia sobre um lado, exceto em caso de escassez, quando se utilizava também o verso. A tinta era feita com fuligem, goma e água, e a escrita era feita com uma cana de 15 a 40 cm de comprimento, de uma planta vinda também do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papiro foi utilizado como material para escrita até a conquista do Egito pelos árabes, em 641, quando ficou impossível importar o material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergaminho - &lt;/strong&gt;Outro material utilizado era o pergaminho, mais durável que o papiro, feito de pele de carneiro ou ovelha, submetida a um banho de cal e em seguida raspada e polida com pedra-pomes. Depois era lavada, novamente raspada e colocada para secar em molduras de madeira, a fim de evitar pregas ou rugas. No final do processo recebiam uma ou mais demãos de alvaidade. A origem do nome vem da cidade de Pérgamo, onde processo foi desenvolvido por volta do século II aC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante perceber que o seu uso já era conhecido desde o século XVIII a.C., só que bem menos utilizado do que o papiro, por causa do custo elevado. O pergaminho só conseguiu superar o papiro no século IV dC. - No final da Idade Média foi substituído pelo papel, inventado na China no começo do século I e introduzido na Europa no século XII, por comerciantes árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio escrevia-se sobre os pergaminhos com penas de bronze ou cobre, mas as penas naturais de ganso acabaram substituindo as peças metálicas. A tinta era feita a partir de substâncias vegetais ou minerais. As linhas eram marcadas por um estilete, podendo ser horizontais ou verticais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tipo de pergaminho conhecido como “palimpsesto”, aquele cuja obra havia sido raspada para receber um texto novo, já que o material era caríssimo. Mas o uso de pergaminhos bíblicos para outros propósitos foi condenado no ano de 692, pelo Concílio de Trullo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Códice - &lt;/strong&gt;Adotou-se o preguear dos manuscritos nas suas bordas e juntar uma série, formando uma espécie de caderno. Em obras maiores, faziam-se esses cadernos com um número menor de folhas, mas dobradas, como nos livros modernos. Os cadernos variavam de oito, dez ou doze folhas, todavia já foram encontrados até com cem. Surgiram os chamados códices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudiosos têm afirmado que os códices surgiram primeiramente em Roma, no início do Cristianismo. Os cristãos, por questões de praticidade, foram os responsáveis pela popularização deste sistema: porque permitia que os textos bíblicos estivessem num único livro, propiciando maior rapidez na localização de passagens; porque eram mais baratos (escritos dos dois lados da folha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, os gentios convertidos ao cristianismo parece que optaram pelo códice para diferenciar a sua Bíblia dos livros usados pelos judeus e pelos pagãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIDTzukuMPI/AAAAAAAAB90/07o1SYSS2io/s1600-h/EusÃ©bio_CesarÃ©ia.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224408453378617586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIDTzukuMPI/AAAAAAAAB90/07o1SYSS2io/s400/Eus%C3%A9bio_Cesar%C3%A9ia.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Eusébio, Bispo de Cesaréia na Palestina (314/339)&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Escrita &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A escrita mais comum nos manuscritos mais antigos do Novo Testamento era a uncial ou maiúscula. No texto sagrado ela era caracterizada por ser mais arredondada do que nos documentos literários, sem espaço entre palavras, sem pontuação e com abreviações bem definidas. - A outra forma de escrita era com letras menores ligadas, chamadas de cursivas, usada principalmente em cartas familiares, recibos, testamentos etc. Normalmente os termos ‘cursivo’ e ‘minúsculo’ são empregados sem distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século IX ocorreu uma reforma na escrita. Letras pequenas, chamadas de minúsculas, passaram a ser utilizadas na produção de livros. Mais fluidas e rápidas, demandavam menos tempo e reduziam o preço dos manuscritos, apesar da difícil leitura. A mudança foi gradual. - A partir do século XI, somente as minúsculas passaram a ser utilizadas. Muitos manuscritos, no período intermediário, foram produzidos numa forma de combinação de uncial com minúscula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abreviações - &lt;/strong&gt;O uso de abreviações já aparece nas cópias mais antigas do Novo Testamento, provavelmente com objetivo de poupar espaço. Elas eram do tipo contração, suspensão, ligaturas ou símbolos. É importante salientar que as contrações, diferentemente das outras abreviações, são utilizadas como forma de reverência ao Nome de Deus, principalmente no texto hebraico. É notório que essa prática é limitada ao texto bíblico e outras fontes cristãs, mas quando essas palavras estão sendo utilizadas em outro sentido, elas não são contraídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formato - &lt;/strong&gt;Os manuscritos eram variados em relação ao formato ou tamanho. Os menores eram de uso privado, os maiores utilizados na liturgia, costume que permanece até hoje. O menor conhecido é um do Apocalipse, do século IV, de apenas uma página, que mede 7,7 x 9,3 cm. O maior é chamado “Códice Gigante”, é do século XIII, com 49 x 89,5 cm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto não seguia nenhuma forma muito rígida na página. Os papiros possuíam dezenas de colunas, os códices eram limitados ao tamanho das páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orientações para o leitor - &lt;/strong&gt;Mesmo nos manuscritos mais antigos, encontramos freqüentemente o uso de informações auxiliares para o leitor. Exceto o Apocalipse, todos os textos do Novo Testamento trazem notas introdutórias, tratando do autor, do conteúdo e da origem do texto. Os prólogos foram preparados durante períodos de controvérsias na Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capítulos - &lt;/strong&gt;Eusébio preparou uma divisão em seções, para fins sinópticos, mas na maioria dos manuscritos encontramos outro tipo de divisão, ordenando os textos em relação ao conteúdo. Cada seção é identificada como um capítulo, levando uma inscrição. A divisão em capítulos, utilizada nas edições modernas, foi criada bem no início do século XIII, pelo arcebispo de Cantuária, Estevão Langton. Já a divisão em versículos surgiu com o editor parisiense Roberto Estáfano: o Novo Testamento em 1551 e o Antigo em 1555.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Profº Nataniel dos Santos Gomes (UNESA)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;LÄPPLE, Alfred, "As origens da Bíblia". Tradução de Belchior Cornélio da Silva. Petrópolis : Vozes, 1973; .&lt;br /&gt;PAROSCHI, Wilson, "Crítica Textual do Novo Testamento". São Paulo : Vida Nova, 1993. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-6261305573610371393?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6261305573610371393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6261305573610371393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-documentais-2.html' title='Cristianismo: fontes documentais #2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SIDbrkaoPXI/AAAAAAAAB98/wKeOuObPUso/s72-c/Papiro.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-1988032395343429203</id><published>2008-07-16T13:29:00.001-03:00</published><updated>2010-10-20T08:35:49.598-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cristianismo: fontes documentais</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4RXSR4EVI/AAAAAAAAB9U/oe9TWUMVmPo/s1600-h/Afresco_antigo.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223631709537833298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4RXSR4EVI/AAAAAAAAB9U/oe9TWUMVmPo/s400/Afresco_antigo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; falar de Cristianismo também é preciso começar do começo, e já conhecemos &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/07/o-palco-montado.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/07/muitos-candidatos-messias.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; um rápido esboço a respeito de como eram o lugar e a época em que Jesus veio ao mundo. O próximo passo é uma análise das principais fontes que temos a respeito de sua vida e obra. Não haveria como começar de outra maneira que não pelos Evangelhos e as cartas do Novo Testamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Se um autor, vindo de uma província distante perdida no meio de um continente desconhecido chegasse a um editor com um manuscrito redigido em uma língua misteriosa e anunciasse que sua obra seria traduzida em 1435 línguas e dialetos; que seria lida durante dois milênios por centenas de milhões de leitores de todos os continentes, entre todas as nações da Terra; que ela inspiraria a fundação de três religiões universais, de milhares de confissões e seitas; que provocaria revoluções e guerras, e ao mesmo tempo suscitaria, com semelhante intensidade, entregas místicas e heroísmos nunca antes vistos; que, dois ou três milênios após ter sido escrita, ela continuaria a ser vendida em todo o mercado editorial do mundo com edições de milhões de exemplares por ano; e que, enfim, uma enorme parte da humanidade veria nela um último recurso e sua única esperança de salvação, é preciso dizer como ele seria recebido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, no entanto, esta impossível aposta que a Bíblia realiza no campo do pensamento e de sua transmissão que, de fato, superou todos os limites de espaço e venceu o tempo todo. Este livro de Israel escrito em hebraico e em aramaico e, em grego - Novo Testamento, não surpreende apenas pela universidade e pela longevidade de sua carreira: o que faz mais ainda, talvez, ao falar ao homem de todas as idades, em todas as línguas, em todos os seus níveis de consciência e de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um milagre é o que torna real o impossível, estamos diante de um "milagre" no campo da comunicação universal. Ora, em plena era atômica é possível ler sob uma nova luz este documento único, escrito nas idades do bronze e do ferro."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.andrechouraqui.com/index1.htm" target="_blank"&gt;André Chouraqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando do livro que é considerado sagrado para judeus, cristãos, muçulmanos e para uma infinidade de seitas ao redor do nosso planeta. Para os cristãos, o centro absoluto deste livro sagrado é um homem, que para muitos foi bem mais do que uma homem. – Entre seus títulos bíblicos, citarei &lt;strong&gt;alguns&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Messias, o Cristo, Filho de Deus, Filho do Homem, Príncipe da Paz, Filho de Davi, Leão de Judá, Cordeiro de Deus, Bom Pastor, o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim, o Vivo, o Braço do Senhor, Autor e Consumador da Fé, Autor da Salvação, o Filho Amado, Consolador de Israel, Pedra Angular, o Conselheiro, Sol Nascente, o Libertador, A Porta, o Eleito de Deus, o Primogênito, Glória do Senhor, o Guia, o Sumo-Sacerdote, o Herdeiro, o Santo Servo, o Santo de Deus, Salvação dos Homens, o Eu Sou, Imagem de Deus, Emanuel, o Justo, o Rei dos Séculos, o Rei dos Reis, Cordeiro de Deus, Caminho, Verdade, Vida, Luz do Mundo, o Mensageiro da Aliança, o Messias, a Estrela da Manhã, o Príncipe da Vida, o Profeta, a Ressurreição e a Vida, a Rocha, Palavra de Deus, Salvador, Filho do Altíssimo, Filho da Justiça, Verdadeira Luz, a Videira Verdadeira, o Verbo, o Pão da Vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Filologia: a história manuscrita do Novo Testamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4epF5HnEI/AAAAAAAAB9c/j-svKF1lIpw/s1600-h/copista.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223646309101575234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4epF5HnEI/AAAAAAAAB9c/j-svKF1lIpw/s400/copista.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Copista medieval&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Num período de quase 1500 anos o Novo Testamento foi copiado à mão em papiro e pergaminho. Temos notícia de uns 5500 manuscritos espalhados em museus e bibliotecas pelo mundo afora. Os documentos vão desde fragmentos de papiro até Bíblias inteiras em grego, produzidas a partir da invenção da imprensa. Na idade média os livros eram escritos pelos copistas, à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um 'm' ou um 'n') que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório que nem todos os manuscritos concordam. Pequenas variações requerem uma avaliação cuidadosa para determinar o que o autor realmente escreveu. Não existindo mais nenhum manuscrito original, vamos depender tão somente de cópias dos textos-fontes de autores apostólicos. Por isso precisamos da crítica textual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quase totalidade dos pesquisadores acredita que a Bíblia é plena e verbalmente inspirada no seu original, já que, para os copistas, deturpar o sentido original da mensagem que eles consideravam sagrada seria um pecado mortal. A intenção do filólogos é a de procurar dar a maior segurança possível ao leitor quanto à fidedignidade da fonte grega de todas versões que temos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo diz em sua carta aos gálatas: &lt;em&gt;“Vede com que letras grande vos escrevi de meu próprio punho”&lt;/em&gt; (6.11). Imaginemos como seria impressionante poder ver a epístola no original, ou ver como o apóstolo assinava seus textos. Infelizmente, porém, os originais desaparecem e o confronto da cópia de um manuscrito com o original, para verificar a correspondência entre os respectivos textos e assim analisar a maior ou menor autoridade para escolha do texto exato é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante percebermos que uma das razões para o fim prematuro dos autógrafos (originais) do Novo Testamento foi a pouca durabilidade do papiro, que não durava muito mais que o nosso papel atual. É bem possível que os cristãos primitivos tenham lido e relido os originais até que se desfizeram por completo. Mas antes que os textos desaparecessem, eles foram copiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a invenção da imprensa, muitos erros foram cometidos, resultado natural da fragilidade dos copistas. E obviamente, à medida que aumentavam as cópias, mais cresciam as divergências entre elas. Afinal, cada copista acrescentava os próprios erros àqueles já cometidos pelo anterior. O objetivo da Crítica Textual tem sido o de avaliar as fontes e reconstruir o texto com a maior probabilidade possível de ser idêntico ao original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto sagrado já estava completo por volta do ano 100, sendo que a grande maioria dos livros que o compõem já exista há pelo menos 20 anos antes dessa data, alguns até 50 anos antes, e de todas as cópias manuscritas que chegaram até nós, as melhores e mais importantes são as do século IV. Isso faz com que o Novo Testamento seja a obra mais bem documentada de toda a Antigüidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4epTL3bfI/AAAAAAAAB9k/vmDSh7CoQyA/s1600-h/Frag_1000.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223646312669867506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4epTL3bfI/AAAAAAAAB9k/vmDSh7CoQyA/s400/Frag_1000.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fragmento de um texto bíblico neo-testamentário de mais de 1.00 anos&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Só para ilustrar a afirmação acima, podemos dizer que os clássicos gregos e latinos, cuja autenticidade poucas pessoas questionam, possuem um espaço muito maior entre os autógrafos e as cópias. Por exemplo, a cópia mais antiga que se conhece de Platão foi escrita 1300 anos depois de sua morte! O único clássico que se aproxima do Novo Testamento é Virgílio, falecido no ano 8 aC, de quem encontramos um manuscrito completo de suas obras no século IV dC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, a situação do Novo Testamento é bem diferente. Temos manuscritos do século IV, em pergaminho, e um número considerável de fragmentos em papiro de praticamente todos os livros que compõem o Novo Testamento, que nos levam até o século III, e alguns até o século II. - Há também uma outra prova documental que remontaria até a época da vida do próprio Jesus Cristo, que, embora polêmica, não deve ser descartada. - Você pode adquirir o documentário a respeito &lt;a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/589/176055" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um grande número de documentos disponíveis. Conforme dito no início, existem cerca de 5500 manuscritos gregos (língua do Novo Testamento) completos ou fragmentados, e aproximadamente 1300 manuscritos das versões e milhares de citações dos &lt;em&gt;Pais da Igreja&lt;/em&gt;. Ou seja, o problema não está na falta de evidências textuais, mas no excesso. Este é, porém, um problema que resulta em vantagem, afinal temos uma multiplicação de manuscritos que oferecem ensejo para a correção dos pequenos erros e muito mais elementos de comparação. Isso faz com que o texto tenha muito mais apoio crítico do que qualquer outro livro do período histórico antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo filológico envolve também um número assustador de variantes. Num processo natural de multiplicação de manuscritos, por um período de mais ou menos 1400 anos, foram surgindo inúmeras variações textuais. Variações que são de pouca importância doutrinária; por exemplo, variações na ordem de palavras, no uso de diferentes preposições e outras, o que na prática seria impossível de se representar na língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.filologia.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Profº Nataniel dos Santos Gomes (UNESA)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento 1-5. Vols. 8-12. Rio de Janeiro: JUERP, 1983-1985;&lt;br /&gt;BALLARINI, Teodorico (dir). Introdução à Bíblia. Tradução Frei Simão Voigt. Petrópolis: Vozes, 1968;&lt;br /&gt;Bíblia de Jerusalém, (A). Nova edição revista. São Paulo: Paulinas, 1986;&lt;br /&gt;Bíblia online: a maior biblioteca da Bíblia em CD-ROM no Brasil: Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil, 1998.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=25" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-1988032395343429203?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1988032395343429203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1988032395343429203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/cristianismo-fontes-primrias.html' title='Cristianismo: fontes documentais'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SH4RXSR4EVI/AAAAAAAAB9U/oe9TWUMVmPo/s72-c/Afresco_antigo.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-3918611678042668630</id><published>2008-07-16T13:26:00.001-03:00</published><updated>2010-10-20T08:38:03.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Muitos candidatos a Messias</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Continuação de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/07/o-palco-montado.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O palco é montado..."&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SGzjRK48baI/AAAAAAAAB8c/EOawod78Ywc/s1600-h/Palestina.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218795952336039330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SGzjRK48baI/AAAAAAAAB8c/EOawod78Ywc/s400/Palestina.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Os&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; judeus da Terra Santa, à época de Cristo, estavam divididos em várias seitas e subseitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia os &lt;b&gt;saduceus&lt;/b&gt;, uma classe de abastados proprietários de terras, que, para desprazer de seus compatriotas, colaboravam de forma insidiosa com os romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia os &lt;b&gt;fariseus&lt;/b&gt;, um grupo progressista que introduziu muitas reformas no judaísmo e que, apesar de seu retrato nos Evangelhos, se colocava em uma posição teimosa, embora passiva, a Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia os &lt;b&gt;essênios&lt;/b&gt;, uma seita austera, misticamente orientada, cujos ensinamentos eram mais prevalentes e influentes do que é geralmente admitido ou suposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses, entre as seitas e subseitas menos conhecidas, havia os &lt;b&gt;nazoritas&lt;/b&gt;, dos quais Sansão, séculos antes, tinha sido membro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;b&gt;nazorianos&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;nazarenos&lt;/b&gt;, um termo que parece ter sido aplicado a Jesus e seus seguidores. - Realmente, a versão original grega do Novo Testamento se refere a Jesus, como &lt;i&gt;"O Nazareno"&lt;/i&gt;, expressão muitas vezes traduzida como &lt;em&gt;"Jesus de Nazaré".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grupos mais influentes era o dos &lt;b&gt;zelotes&lt;/b&gt;, uma organização revolucionária altamente militante, criada em 6 dC por um rabino fariseu conhecido como &lt;i&gt;Judas da Galiléia&lt;/i&gt;. Esse grupo surgiu no momento em que Roma assumiu o controle direto da Judéia. - O grupo Zelote era composto, ao que parece, também por fasiseus e essênios. - Os zelotes não eram propriamente uma seita. Eram membros atuantes de um movimento com afiliados de várias seitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;A vida de Jesus se passou nos primeiros 35 anos de um turbilhão social, religioso e político que se estendeu por 140 anos. Toda essa tribulação e sofrimento geraram no povo judeu expectativas utópicas e inevitáveis. A principal delas era a esperança de um Messias que libertasse o seu povo do terrível jugo romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SGzjnOeppmI/AAAAAAAAB8k/IDhcs1XDuJA/s1600-h/fariseus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 5px 10px 0px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218796331256620642" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SGzjnOeppmI/AAAAAAAAB8k/IDhcs1XDuJA/s400/fariseus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O termo "Messias", que, como visto significa "abençoado" comumente se referia a um rei. Quando Davi foi abençoado e ungido como rei, no período do Antigo testamento, ele se tornou um "Messias". E todos os reis judeus subsequentes, da casa de Davi, eram conhecidos pelo mesmo título. - Mesmo durante a ocupação romana da Judéia, o alto sacerdote nomeado por Roma era conhecido como "Sacerdote Messias" ou "Rei-Sacerdote" (Maccoby, 'Revolution in Judaea', p.99). Todavia, para os Zelotes e também para outros oponentes de Roma, este sacerdote marionete era, necessariamente, um falso Messias. Para eles, o verdadeiro Messias significava algo muito diferente: o legítimo Rei perdido, o descendente desconhecido da casa de Davi que libertaria seu povo da tirania romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do nascimento de Jesus de Nazaré essa espera era intensa, tinha enorme importância, e como sabemos continuou após sua morte. - A revolta de Masada em 66 dC (sobre a qual pretendo voltar a falar) foi instigada pela propaganda feita pelos Zelotes, em nome de um Messias cujo advento seria iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança na vinda do Messias representava tanto o anseio de um povo sofrido por um grande e verdadeiro "Rei Ungido" que traria a de volta a união perdida e governaria com justiça, quanto pelo grande "O Libertador". - No inconsciente popular da época, o termo "Messias" trazia uma forte conotação política. Essa percepção quase que essencialmente mundana foi usada para Jesus, chamado "O Messias", no grego &lt;em&gt;"Jesus, o Cristo"&lt;/em&gt;; que mais tarde se tornaria o &lt;em&gt;"Jesus Cristo"&lt;/em&gt;, - que, no imaginário popular acabou se distorcendo para nome próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Não faltavam candidatos a Messias na época de Cristo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judas Galileu foi crucificado por encabeçar uma revolta contra o pagamento de impostos, segundo o historiador &lt;a href="http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=4547907128459717" target="_blank"&gt;Gabriele Cornelli&lt;/a&gt;, da Universidade Metodista de São Paulo. Não era para menos: os camponeses formavam 90% da população e eram semi-escravos. Do que produzissem, 60% virava tributo para sustentar as elites romana e judaica. Eventuais faltas de pagamento fizeram com que cidades fossem incendiadas e seus habitantes crucificados ou vendidos como escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta falta de perspectiva distanciava o povo dos sacerdotes. Abria-se espaço para as seitas chamadas apocalípticas, alicerçadas na esperança do cumprimento das profecias dos antigos Profetas, que apostavam que Deus viria para acertar as contas, pessoalmente ou na pessoa do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro homem, conhecido só como &lt;i&gt;"O Egípcio"&lt;/i&gt;, juntou uma horda de para marchar desarmada sobre Jerusalém, convencendo seus homens de que Deus os faria vencer. Foram massacrados. Mais eficientes eram os &lt;b&gt;sicários&lt;/b&gt;, salteadores que se infiltravam nas multidões e esfaqueavam romanos e colaboradores do regime. O auge dessas rebeliões armadas foi entre 66 e 70 dC, com a primeira guerra entre judeus e romanos, mas elas continuaram mesmo depois disso. - O líder, na época aclamado como Messias, se chamava Bar Kokhba. Mas esse "messias" também fracassou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;CHOURAQUI, Andre. "A Bíblia: O Evangelho Segundo Marcos". São Paulo: Imago, 1996. Sessões "Ler a Bíblia Hoje" - "Limiar Para um Novo Pacto" - "Limiar Para Marcos";&lt;br /&gt;"Gnostic Documents of Scribid", revisado;&lt;br /&gt;Superinteressante, edição 199 - revisado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=25" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-3918611678042668630?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3918611678042668630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3918611678042668630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/muitos-candidatos-messias.html' title='Muitos candidatos a Messias'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SGzjRK48baI/AAAAAAAAB8c/EOawod78Ywc/s72-c/Palestina.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-3472183964252935070</id><published>2008-07-03T10:16:00.001-03:00</published><updated>2010-10-20T08:36:32.099-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Origens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>O palco é montado...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A &lt;em&gt;Enciclopédia das Religiões do Arte das artes&lt;/em&gt;, seguindo a cronologia histórica, neste momento abraça a santa e insana tarefa de abordar o seu próximo conteúdo: a história da nova religião que mudaria para sempre e como nenhuma outra os destinos da humanidade. Como sempre, começando pelo começo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkgxiJJIsI/AAAAAAAAB6E/3w-dZuhLK7U/s1600-h/Desert.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213234079008891586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkgxiJJIsI/AAAAAAAAB6E/3w-dZuhLK7U/s400/Desert.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;O povo que legou ao mundo a concepção do Deus Único e UNO espera pelo Salvador da humanidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Vinde Messias Libertador, de Israel e do mundo..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "Messias", do hebreu Masîah, Mashíach, Mashíyach ou Hammasiah, significa "O Consagrado" ou "O Ungido". A forma asquenazi é "Moshiach" e a forma aramaica é "Mesiha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Messias que o povo opresso e sofredor espera é o Escolhido. O Ungido que, um dia, segundo a Vontade do Eterno, iria surgir &lt;em&gt;"com poder e grande glória"&lt;/em&gt; para acabar com a injustiça, a miséria, a dor e o sofrimento no mundo. Esta é a promessa do Todo Poderoso, esta é a esperança trazida pelos Profetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles sabem é que o Salvador viria como homem, descendente do grande Rei David, que reconstruiria o Templo de Jerusalém, redimiria a nação de Israel e instauraria o Reino dos Céus, trazendo dessa forma a paz ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por séculos os judeus rezaram, em meio à sua história de sofrimentos, para que isso acontecesse logo, repetindo a oração/mantra &lt;i&gt;"Maranata, Maranata..."&lt;/i&gt; - Vinde, Senhor!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso parece que não estava funcionando, já que o sofrimento e as injustiças continuavam neste mundo, e cada vez piores, especialmente para o lado do povo eleito. Por razões que pareciam misteriosas, Deus não mostrava compaixão e empatia para com o seu povo, e não mandava o Messias tão esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;Tempo e Lugar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro século, a Palestina se via varrida por desavenças dinásticas, conflitos destruidores e guerras. Por volta de 63 aC, a terra encontrava-se mergulhada em grande turbulência, pronta para ser conquistada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo judeu conheceu uma sequência ininterrupta de exílios e dominações estrangeiras: A dos babilônios, dos persas e dos helenos (587-323 aC), dos lígidas (323-198 aC), dos selêucidas (198-129 aC)... Depois, ao final do período de independência da Judéia dos asmoneus (129-63 aC) veio enfim a terrível dominação dos romanos, que naquele período parecia fatal para o povo e para a nação como um todo: a todos os espíritos e mentes parecia que o fim de Israel e do culto ao Deus UNO havia chegado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkiXJ5qtdI/AAAAAAAAB6M/3tST3MWYCwk/s1600-h/Imperio_romano.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 7px 10px 0px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213235824848188882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkiXJ5qtdI/AAAAAAAAB6M/3tST3MWYCwk/s400/Imperio_romano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em torno de 25 anos antes do nascimento de Jesus, a Palestina caiu sob o exército de Pompeu e o terrível jugo romano foi imposto. Os domínios romanos, na época, eram muitíssimo extensos e, por isso, Roma estava preocupada demais com os seus próprios negócios para ali instalar o necessário aparelho administrativo e um governo direto e competente. Assim, criou uma linha de reis marionetes - a dos herodianos - para governar sob seu controle. Não eram judeus, mas árabes: &lt;strong&gt;Herodes Antípater&lt;/strong&gt; (63 a 37 aC), - &lt;strong&gt;Herodes, o Grande&lt;/strong&gt; (37 a 4 aC) - &lt;strong&gt;e Herodes Antipas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo dominado por Roma podia manter a sua própria religião e seus costumes. Mas a autoridade final era Roma, e sempre reforçada pelo truculento exército romano. No ano 6, o país foi dividido em duas províncias: Judéia e Galiléia. Herodes Antipas tornou-se o rei da Galiléia. Mas a Judéia - capital espiritual e secular - ficou sujeita a norma romana direta, administrada por um procurador romano baseado em Cesarea. O regime era brutal e autocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao assumir o controle direto da Judéia, Herodes fez com que mais de dois mil rebeldes fossem crucificados. O Templo de Jerusalém, extremamente sagrado para os judeus e objeto máximo de sua devoção, foi saqueado e destruído. Impostos pesadíssimos foram criados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse estado de coisas não foi melhorado por Pôncio Pilatos, procurador da Judéia de 26 até 36 dC. Os registros históricos preservados indicam que Pilatos era um homem corrupto e cruel, que não só perpetuou, mas também intensificou os abusos de seu predecessor. Pelo menos à primeira vista, é surpreendente que os Evangelhos da Bíblia contenham poucas críticas a Roma e ao jugo romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época de Cristo, nada é mais contrário à verdade histórica do que imaginar que existia um meio hebraico homogêneo, na Judéia ou na Galiléia. Jamais o judaísmo foi a única religião da Palestina. A complexidade dos regimes e das dominações que passaram, deixaram suas marcas na região, superpondo-se múltiplas divindades pagãs a disputar os favores do povo; insurgindo-se unânimes, contra a inédita e totalmente incomum pretensão de YHWH de ser o único digno de adoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ídolos adorados nos templos, geralmente suntuosos, formavam uma legião: a Bíblia, as literaturas contemporâneas, os sítios arqueológicos. às vezes simples pedaços de cerâmica nos revelam os nomes destes deuses, algumas vezes parentes próximos do Elohims dos hebreus: &lt;em&gt;El&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Eloah&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Ella&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Allah&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Baal&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Adoni&lt;/em&gt; (e sua forma helenizada Adônis), &lt;em&gt;Reshef, Mekal&lt;/em&gt;, o deus de &lt;em&gt;Beit-Shean&lt;/em&gt;, cujo verdadeiro nome era talvez &lt;em&gt;Zan&lt;/em&gt;, como o &lt;em&gt;Zeus&lt;/em&gt; de Creta... Os deuses egípcios também não são esquecidos, aqueles cujo culto a filha do faraó havia introduzido oficialmente na corte do seu esposo &lt;em&gt;Shelomo&lt;/em&gt; (o rei Salomão): &lt;em&gt;Ra&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Hórus&lt;/em&gt;, o deus-falcão, &lt;em&gt;Bastet&lt;/em&gt;, a deusa-gata, &lt;em&gt;Babum&lt;/em&gt;, o deus-cão... E ainda havia cultos aos soberanos divinizados e adorados em altares, com &lt;em&gt;Ptá&lt;/em&gt;, "rei do universo", assistido por uma série inumerável de divindades de deuses-reis... Toda a idolatria e zoolatria que haviam provocado a ira e o desprezo dos profetas de Israel no passado, permaneciam vivas no espírito de um grande número de contemporâneos de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkkpkNCXKI/AAAAAAAAB6U/Z9UbMVsM7rQ/s1600-h/Dionysos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213238340169653410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkkpkNCXKI/AAAAAAAAB6U/Z9UbMVsM7rQ/s400/Dionysos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Dionísio - Louvre, Paris&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;E além dos ídolos do Oriente próximo e do Egito, também as divindades adoradas no mundo helenístico e romano ganhavam importância crescente. Após a ocupação da região pelos exércitos gregos, depois romanos, os deuses adorados na Acrópole de Atenas e no Palatino de Toma tiveram "direito de cidadania" em Jerusalém. Para se ter uma idéia, Antíoco Epífanes introduziu a imagem de Dionísio no Templo de Jerusalém em 167 aC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa profusão de deuses, cultos, templos, sacerdotes e liturgias favorece, como regra, a invasão de um sincretismo em uma sociedade profundamente heterogênea. O deus trácio-frígio Sabazios se confunde, no espírito de seus adoradores, com o próprio Dionísio, com Zeus ou mesmo com YHWH Sebaot(!). Reshef, o semita, é identificado a Apolo, o grego, enquanto as divindades femininas, Shtoret-Astarté, assessora de Baal Hamon, e Tanit, cananéia ou púnica, têm adoradores tão fervorosos que seus cultos degeneravam, frequentemente, em orgias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro século, temos provas palpáveis da vitalidade ainda das religiões cananéias, asiáticas e greco-romanas sobre a terra que a Bíblia consagrava ao culto exclusivo do Deus UNO dos hebreus. E os adeptos dessas religiões não são somente pagãos, mas também hebreus preocupados em ter do seu lado não "apenas" o Deus dos deuses, mas, com Ele, todos os do panteão das outras nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece impossível compreender bem a história religiosa do primeiro século da nossa era sem levar em conta o sincretismo reinante entre o hebraísmo e o paganismo, que exerceram influências mútuas e, algumas vezes, um fascínio irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ambiente confuso e extremamente conturbado, não faltaram candidatos a Messias (a seguir)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Chouraqui, Andre - &lt;em&gt;"A Bíblia: O Evangelho Segundo Marcos"&lt;/em&gt; - Editora Imago – 1996 - Sessões:&lt;em&gt; "Ler a Bíblia Hoje"&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;"Limiar Para um Novo Pacto"&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;"Limiar Para Marcos"&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Gnostic Documents of Scribid"&lt;/em&gt;, revisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-3472183964252935070?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3472183964252935070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3472183964252935070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/o-palco-montado.html' title='O palco é montado...'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SFkgxiJJIsI/AAAAAAAAB6E/3w-dZuhLK7U/s72-c/Desert.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-7835691289844892458</id><published>2008-07-03T10:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:21.857-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><title type='text'>Yoga Sutras de Patânjali</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEhqVVeYDTI/AAAAAAAAB3w/XRG64tkxdXw/s1600-h/patanjali_10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208529883828325682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEhqVVeYDTI/AAAAAAAAB3w/XRG64tkxdXw/s400/patanjali_10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;center&gt;Patânjali: concepção artística&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEhrAC3odaI/AAAAAAAAB34/_6BUtoAc8d8/s1600-h/Om_hindu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208530617568359842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEhrAC3odaI/AAAAAAAAB34/_6BUtoAc8d8/s400/Om_hindu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução do Apendix F do livro &lt;em&gt;"Yoga Philosophy of Patanjali ", &lt;/em&gt;de Swami Hariharananda Aranya, publicado por 'Calcutta University Press'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Yoga Sutras, a Coleção dos Aforismos Yogues &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Livro I -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Samadhi-Pada: Sobre o Êxtase ou Concentração &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Iniciamos agora a exposição do Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Yoga é a restrição das modificações da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Quando o observador permanece nele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Em outros momentos, o observador parece assumir a forma da modificação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Elas (as modificações) têm cinco variedades, das quais algumas são 'Klista' e o resto 'Aklista'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. (São elas) Pramana, Viparyaya, Vikalpa, sono sem sonhos e recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Destas, a percepção, inferência e testemunho (comunicação verbal) constituem as Pramanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Viparyaya ou ilusão é o conhecimento falso formado a partir de um objeto como se ele fosse outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. A modificação chamada 'Vikalpa' é baseada na cognição verbal, com relação a uma coisa que não existe. (É um tipo de conhecimento útil que advém do significado da palavra mas que não tem uma realidade correspondente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Sono sem sonho é a modificação mental produzida pela condição de inércia como o estado de vacuidade ou negação (do despertar e do adormecer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Recordação é a modificação mental causada pela reprodução da impressão prévia de um objeto, sem adicionar nada de outras fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Pela prática e o desapego isso pode ser restringido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. O esforço para adquirir Sthiti ou um estado tranquilo da mente, desprovido de flutuações, é chamado prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Esta prática, quando continuada por um longo tempo, sem interrupção e com devoção, torna-se firme em seus fundamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Quando a mente perde todos os desejos por objetos vistos ou descritos nas escrituras, ela adquire um estado de absoluto não desejo que é chamado desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Indiferença para com as Gunas, ou princípios constituintes, alcançada através do conhecimento da natureza de Purusha, é chamado Paravaiaragya (desapego supremo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Quando a concentração é conseguida com a ajuda de Vitarka, Vichara, Ananda e Asmita, é chamada Samprajnata-samadhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Asamprajnata-samadhi é o outro tipo de Samadhi que surge com a prática constante de Para-vairagya, que leva ao desaparecimento de todas as flutuações da mente, permanecendo apenas as impressões latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Enquanto no caso de Videhas ou dos desincarnados e de Prakrtilayas ou dos que subsistem em seus constituintes elementares, é causada por ignorância que resulta em existência objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Outros (que seguem o caminho do esforço prescrito) adotam os meios da fé reverencial, energia, recordação repetida, concentração e conhecimento real (e assim alcançam Asamprajnata-samadhi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Yogues com intenso ardor alcançam concentração e seus resultados, rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. De acordo com a aplicação do método, vagarosa, média ou rápida, mesmo entre os yogues que têm intenso ardor, existem diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Através de devoção especial a Isvara também (concentração torna-se eminente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Isvara é um Purusha em particular, não afetado por aflição, ação, resultado das ações ou as impressões latentes que advém delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Nele, a semente da onisciência alcançou seu desenvolvimento maior, não havendo nada mais a transcender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Ele é o professor dos primeiros professores porque com ele não existe limite de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. A palavra sagrada que o designa é Pranava ou a sílaba OM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Yogues a repetem e contemplam seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Disso vem a realização do ser individual e os obstáculos são resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Doença, incompetência, dúvida, desilusão, pregriça, não- abstinência, concepção errônea, não-alcance de qualquer estado yogue ou instabilidade para permanecer num estado yogue, estas distrações da mente são os impedimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Tristeza, falta de entusiasmo, inquietação, inspiração e expiração advém de distrações prévias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Para restringir as distrações, a prática da concentração em um princípio único; deve ser feita.&lt;br /&gt;33. A mente torna-se purificada pelo cultivo dos sentimentos de amizade, compaixão, boa-vontade e indiferença respectivamente a criaturas felizes, miseráveis, virtuosas ou pecaminosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Pela expiração e restrição da respiração, também a mente é acalmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. O desenvolvimento de percepção objetiva chamada Visayavati também traz tranquilidade mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Ou pela percepção que é livre de tristeza e é radiante (estabilidade mental também é produzida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Ou (contemplando) uma mente que é livre de desejos (a mente do devoto torna-se estável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Ou tomando como objeto de meditação as imagens dos sonhos ou dos devaneios (a mente do yogue torna-se estável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Ou contemplando qualquer coisa que o indivíduo queira (a mente torna-se estável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Quando a mente desenvolve o poder de estabilizar-se nos objetos de menor tamanho, assim como nos maiores, então a mente está sobre controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Quando as flutuações da mente são enfraquecidas, a mente aparenta tomar as formas do objeto da meditação - seja ele o que conhece (Grahita), o instrumento de cognição (Grahana) ou o objeto conhecido (Grahya) - como uma jóia transparente, e esta identificação é chamada Samapatti ou absorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. A absorção na qual existe confusão entre a palavra, seu significado (isto é, o objeto) e seu conhecimento, é conhecida como Savitarka Samapatti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. Quando a memória é purificada, a mente parece estar desprovida de sua própria natureza (isto é, da consciência refletiva) e somente o objeto (o qual está contemplando) permanece iluminado. Este tipo de abs orção é chamada Nirvitarka Samapatti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Através disso, as absorções Savichara e Nirvichara, cujos objetos são sutis, são também explicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. Sutileza pertencente aos objetos, culmina em A-linga ou o imanifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Estes são os únicos tipos de concentração objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Ganhando proficiência em Nirvichara, pureza nos intrumentos internos de cognição é desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. O conhecimento ganho neste estado é chamado Rtambhara (Preenchido de Verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49 Este conhecimento é diferente daquele derivado do testimunho ou da inferência, porque relaciona-se às particularidades dos objetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. A impressão latente nascida de tal conhecimento é oposta à formação de outras impressões latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. Pela restrição disso também (por conta da eliminação das impressões latentes de Samprajnana), acontece a concentração sem-objeto, através da supressão de todas as modificações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Livro II -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sadahana-Pada: Sobre a Via ou Prática&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tapas (austeridade ou vigorosa auto-disciplina - mental, moral e física), Svadhyaya (repetição de Mantras sagrados ou o estudo da literatura sagrada) e Isvara-pranidhana (completa rendição a Deus) são Kriya Yoga (Yoga em forma de ação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Este Kriya-Yoga (deve ser praticado) para gerar o Samadhi e minimizar as Klesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Avidya (concepção errônea sobre a natureza real das coisas), Asmita (egoismo), Raga (apego), Dvesa (aversão) e Abhinivesa (medo da morte) são as cinco Klesas (aflições).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Avidya é o campo de crescimento das outras, sejam elas dormentes, atenuadas, interrompidas ou ativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Avidya consiste em considerar os objetos impermanentes como permanentes, impuros como puros; miséria como felicidade e o não-ser como ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Asmita é equivalente à identificação de Purusha ou Consciência Pura com Buddhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Apego é esta (modificação) que segue a lembrança do prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Aversão é esta (modificação) que resulta da miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Tanto no ignorante quanto no culto, o medo, firmemente estabelecido, da aniquilação, é a aflição chamada Abhinivesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10, As sutis klesas são abandonadas (isto é, destruidas) cessando-se a produtividade (isto é, desaparecendo) da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Seus meios de subsistência ou seus estados densos são evitáveis pela meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Karmasaya, ou a impressão latente da ação baseada nas aflições, torna-se ativa nessa vida ou na vida por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Na medida em que as Klesas permanecem na raiz, karmasaya produz três consequências nas formas de nascimento, tempo de vida e experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Por razão da virtude e do vício, essas (nascimento, período e experiência) produzem experiências prazerosas ou dolorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. A pessoa que discrimina, apreende (por análise e antecipação) todos os objetos mundanos como marcados pela tristeza, porque eles causam sofrimento como consequência, tanto nas suas experiências aflitivas, quanto em suas latências e também por causa da natureza contrária das Gunas (que produzem mudanças a todo momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. (É por isso que) a dor que está por vir deve ser evitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Unindo o observador ou sujeito com o observado ou objeto: é a causa disso que deve ser evitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. O objeto ou o que é passível de conhecimento é por natureza sensível, mutável e inerte. Existe na forma dos elementos e dos órgãos, e servem ao propósito da experiência e emancipação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Diversificada (Visesa), não-diversificada (Avisesa), indicador-somente (Linga-matra), e aquilo que não tem indicador (Alinga), são os estados das Gunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. O Observador é o conhecedor absoluto. Apesar de puro, modificações (de Buddhi) são testemunhadas por ele como um espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Servir como um campo objetivo para Purusha, é a essencia ou natureza dos objetos conhecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Apesar de deixar de existir em relação àquele que preencheu seu propósito, os objetos conhecíveis não deixam de existir por serem úteis para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Associação é o meio de realização da verdadeira natureza do objeto do Conhecedor e do Possuidor, o Conhecedor (isto é, o tipo de associação que contribui para a realização do observador e do observado é esta conexão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. (A associação tem) Avidya ou ignorância como sua causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. A ausência da associação que advém da falta dela (avidya) é liberdade, e este é o estado de liberação do observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Conhecimento discriminativo, claro, distinto (desimpedido) é o meio para a liberação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Sete tipos de insight vêm ao que desenvolveu a iluminação discriminativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Através da prática dos diferentes acessórios do Yoga, quando as impurezas são destruidas, advém a iluminação, culminando na iluminação discriminativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Yama (restrição), Niyama (observância), Asana (postura), Pranayama (regulação da respiração), Pratiahara (restrição dos sentidos), Dharana (fixação), Dhyana (meditaç&amp;amp; atilde;o) e Samadhi (perfeita concentração), são os oito meios de se alcançar o yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Ahimsa (não-violência), Satya (verdade), Asteya (abster-se do roubo), Brahmacharya (continência) e Aparigraha (abster-se da avareza), são as cinco Yamas (formas de restrição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Estas (as restrições), no entanto, são um grande voto quando tornam-se universais, não sendo restringidas por qualquer consideração de classe, lugar, tempo ou conceito de dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Pureza, contentamento, austeridade (disciplina mental e física), svadhyaya (estudo das escrituras e recitação de mantras) e devoção a Isvara, são as Niyamas (observâncias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Quando estas restrições e observâncias são inibidas por pensamentos perversos, o oposto deve ser pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Ações que advém de pensamentos perversos, como injúria etc, são realizadas pela própria pessoa, por outras ou aprovadas; são realizadas tanto pela raiva, quanto pela cobiça ou pela desilusão; e podem ser fracas moderadas ou intensas. Saber que são causadas por uma miséria e ignorância infinitas, é um pensamento-contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Na medida em que o yogue se torna estabelecido na não-injúria, todos os seres que se aproximam (do yogue) deixam de ser hostis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Quando a maneira de ser é verdadeira, as palavras (do yogue) adquirem o poder de fazerem-se frutíferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Quando o não-roubo é estabelecido, todas as jóias se apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Quando continência é estabelecida, Virya é adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Atingindo perfeição nas Yamas, advém conhecimento da existência passada e futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Da prática da purificação, desapego com relação ao próprio corpo é desenvolvido, e portanto o desapego se estende a outros corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Purificação da mente, setimentos agradáveis, concentração, subjugação dos sentidos e abilidade para a auto-realização são adquiridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. A partir do contentamento, felicidade transcendente é ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. Pensamentos de destruição das impurezas, prática de austeridades gera perfeição do corpo e dos órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Do estudo e repetição de Mantras, comunhão com a divindade desejada é estabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. Da devoção a Deus, Samadhi é alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Uma forma agradável e pausada (de estar) é Asana (postura yogue).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Pelo relaxamento do esforço e meditação no infinito (asanas são aperfeiçoadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. Disso vem a imunidade com relação a Dvandvas ou condições opostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. Esta (asana) tendo sido aperfeiçoada, regulação do fluxo da inspiração e expiração é pranayama (controle da respiração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Este (pranayama) tem uma operação externa (Vahya-vrtti), operação interna (Abhyantara-vrtti) e supressão (Stambha- vrtti). Isto ainda, quando observado de acordo com espaço, tempo e número torna-se lo ngo e sutil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. O quarto pranyama trnscende operações internas e externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Através disso, o véu sobre a manifestação (do conhecimento) é rarefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53, (Então) a mente adquire condições para Dharana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. Quando separados de seus objetos correspondentes, os órgãos seguem a natureza da mente (no momento), isto é chamado Pratyahara (restringir os órgãos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. Isto gera supremo controle dos órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Livro III -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Vibhuti-Pada: Poderes Sobrenaturais&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Dharana é a fixação da mente (Chitta) em um ponto particular no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nela (Dharana) o fluxo contínuo de modificação mental similar é chamado Dhyana ou meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Quando o objeto da meditação sozinho brilha na mente, como que desprovido até mesmo do pensamento do'Eu' (que está meditando), este estado é chamado Samadhi ou concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os três juntos no mesmo objeto é chamado Samyama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Dominando isto (Samyama) a luz do conhecimento (Prajna) emerge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Ela (Samyama) deve ser aplicada aos estágios (da prática).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Estas três práticas são mais associadas do que as mencionadas anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Isso também (deve ser visto) como externo com relação a Nirvija ou concentração sem semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Supressão das latências das flutuações e aparecimento das latências do estado de pausa, acontecendo a cada momento de ausência do estado de pausa na mesma mente, é a mudança do estado de pausa da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Continuidade da mente tranquila (no estado de pausa) é assegurado por suas impressões latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Diminuição da atenção voltada para tudo e desenvolvimento da concentração (onepointedness) é chamado Samadhi-parinama, ou mutação da mente concentrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Lá (em Samadhi) ainda (no estado de concentração) as modificações passadas e presentes sendo similares é Ekagrata- parinama, ou mutação do estado estável da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Assim explica-se as três mudanças, ou seja, dos atributos essenciais ou características, das características temporais, e dos estados das Bhutas e das Indriyas (isto é, todos os fenômenos conhecíveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Aquilo que continua a sua existência, através das várias características, nomeadamente: o inativo, isto é, passado; o emergente, isto é, presente; o imanifesto, (mas que permanece como força potente), isto é, futuro, é o substrato (ou objeto caracterizado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Mudança de sequência (das características) é a causa das diferênças mutativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Conhecimento do passado e do futuro pode advir de Samyama sobre as três Parinamas (mudanças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Palavra, objeto implicado, e idéia correspondente, produz uma impressão unificada. Se Samyama for praticada em cada um separadamente, conhecimento do significado dos sons produzidos por todos os seres, pode ser adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 Pela realização das impressões latentes, conhecimento dos nascimentos prévios é adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. (Pela prática de Samyama) em noções, conhecimento de outras mentes é desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. O suporte (ou base) da noção não se torna conhecido, porque este não é objeto de observação (do yogue).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Quando a capacidade de percepção do corpo é suprimida pela prática de Samyama em seu caracter visual, desaparecimento do corpo é efetivado, por ficar ele além da esferea de percepção do olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Karma pode ser rápido ou lento em sua frutificação. Pela prática de Samyama no Karma, conhecimento da morte pode ser adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Através de Samyama sobre a amizade, e outras virtudes similares, obtem-se força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. (Pela prática de Samyama) na força (física), a força de elefantes pode ser adquirida, e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Aplicando a luz efulgente da percepção superior (Jyotismati), conhecimento dos objetos sutis, ou coisas invisíveis ou colocadas a grande distância, pode ser adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. (Praticando Samyama) sobre o sol (o ponto no corpo conhecido como a entrada solar), o conhecimento das regiões cósmicas é adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. (Pela prática de Samyama) sobre a lua (a entrada lunar no corpo), conhecimento do arranjo entre as estrelas é adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. (Pela prática de Samyama) na estrela Polar, o movimento das estrelas é conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. (Pela prática de Samyama) no plexo do umbigo, advém conhecimento da composição do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. (Praticando Samyama) na traquéia, fome e sede são restringidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Calma é alcançada por Samyama no tubo bronquial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. (Pela prática de Samyama) na luz coronal, Siddhas podem ser vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Do conhecimento denominado Pratibha (intuição), tudo torna-se conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. (Pela prática de Samyama) no coração, conhecimento da mente é adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Experiência (de prazer ou dor), vem da concepção que não distingue entre duas entidades extremamente diferentes: Buddhisattva e Purusha. Tal experiência existe para um outro (isto é, Purusha). Esta é a razão de através de Samyama em Purusha (que observa todas as experências e também sua completa cessassão) conhecimento com relação a Purusha ser adquirido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. Portanto (do conhecimento de Purusha), advém Pratibha (intuição), Sravana (poder sobrenatural de ouvir), Vedana (poder sobrenatural de tocar), Adarsa (poder sobrenatural de ver), Asvada (poder sobrenatural gustativo) e Varta (p oder sobrenatural de cheirar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Eles (estes poderes) são impedimentos ao Samadhi, mas são (vistos como) aquisições no estado normal-mutante da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Quando as causas do aprisionamento são enfraquecidas, e os movimentos da mente conhecidos, a mente pode entrar em outro corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Conquistando a força vital (da vida) chamada Udana, a possibilidade de imersão em água ou lama e envolvimentos dolorosos, são evitados, e a saida do corpo pela vontade é assegurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Conquistando a força vital chamada Samana, efulgência é adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Através de Samyama na relação entre Akasa e o poder de ouvir, capacidade divina de ouvir é adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. Através de Samyama na relação entre o corpo e Akasa, e pela concentração na leveza do algodão ou da lã, passagem através do céu é assegurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. Quando a concepção inimaginável pode ser mantida fora, isto é, não conectada com o corpo, é chamada Mahavideha ou a grande desencarnação. Através de Samyama nisso, o véu que cobre a iluminação (de Buddhisattva) é removido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. Através de Samyama no denso, no caracter essencial, no sutil, a inerência e a objetividade, que são as cinco formas de Bhutas ou elementos, maestria sobre Bhutas é conseguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. Então desenvolve-se o poder de minimização assim como outras aquisições corpóreas. Deixa de existir também, resistência a suas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. Perfeição do corpo consiste em beleza, graça, força e firmeza adamantinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. Através de Samyama na receptividade, caracter essencial, sentido de Eu, qualidade inerente e objetividade dos cinco sentidos, maestria sobre eles é obtida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. Então advém poderes de movimentos rápidos da mente, ação dos órgãos independente do corpo e maestria sobre Pradhana, a causa primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. Para aquele estabelecido no discernimento entre Buddhi e Purusha, vem a supremacia sobre todos os seres assim como onisciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Através da renunciação mesmo disto (conquista de Visoka), vem a liberação em consequência da destruição das sementes do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. Quando convidado pelos seres celestiais, este convite não deve ser aceito, nem deve ser causa de vaidade, pois envolve a possibilidade de consequências indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Conhecimento diferenciado do Ser e do não-Ser advém da prática de Samyama no momento e sua sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. Quando espécie, caracter temporal e posição de duas coisas diferentes são indiscerníveis, elas aparentam iguais, no entanto podem ser diferenciadas (por este conhecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. O conhecimento do discernimento é Taraka ou intuitivo, compreende todas as coisas e todo o tempo, e não tem sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. (Se o discernimento discriminativo secundário é adquirido ou não) quando igualdade é estabelecida entre Buddhisattva e Purusha na sua pureza, liberação acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Livro IV -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Kaivalya-Pada: Sobre o Ser-nEle-Mesmo ou Liberação&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Poderes sobrenaturais advém com o nascimento, ou são consequidos através de ervas, encantamentos, austeridades ou concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. (A mutação do corpo e dos órgãos para aquele nascido em espécie diferente) acontece através do preenchimento de sua natureza inata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Causas não colocam a natureza em movimento, somente a remoção de obstáculos acontece através delas. Isso é como um fazendeiro quebrando a barreira para permitir o fluxo de água. (Os obstáculos sendo removidos pelas causas, a natureza penetra por ela mesma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Todas as mentes criadas são construidas a partir do sentido-de-Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Uma mente (principal) direciona as várias mentes criadas na variedade de suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Delas (mentes com poderes sobrenaturais) as obtidas através da meditação não têm impressões subliminares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. As ações do Yogui não são nem brancas, nem pretas, enquanto as ações dos outros são de três tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Então (das três variedades de karma) manifestam-se as impressões subconscientes apropriadas às suas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Em função da semelhança entre a memória e suas impressões latentes correspondentes, as impressões subconscientes dos sentimentos aparecem simultaneamente, mesmo quando são separadas por nascimento, es paço e tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Desejo de bem-estar sendo eterno, segue-se que a impressão subconsciente da qual ele advém deve ser sem começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Em função de serem mantidas juntas pela causa, resultado e objetos suportes, quando isso se ausenta, as Vasanas desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. O passado e o futuro são em realidade, presente, em suas formas fundamentais, tendo diferenças apenas nas características das formas tomadas em tempos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Características, que são presentes em todos os tempos, são manifestas e sutis, e são compostas das três Gunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Em função da mutação coordenada das três Gunas, um objeto aparece como uma unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Apesar da semelhança entre os objetos, em função de haverem mentes separadas, eles (os objetos e seu conhecimento) seguem caminhos diferentes, essa é a razão deles serem inteiramente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Objeto não é dependente de uma mente, porque se assim fosse, o que aconteceria quando ele não fosse mais cognizado por esta mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17, Objetos externos são conhecidos ou desconhecidos para a mente na medida em que colorem a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Em função da imutabilidade de Purusha, que é mestre da mente, as modificações da mente são sempre conhecidas ou manifestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Ela (a mente) não é auto-iluminada, sendo um objeto (conhecível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Além disso, ambos (a mente e seus objetos) não podem ser cognizados&lt;br /&gt;simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Se a mente fosse iluminada por uma outra mente, então haveria repetição ad infinitum de mentes iluminadas e inter-mistura de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. (Portanto) intransmissível, a Consciência metempirica, refletindo sobre Buddhi torna-se a causa da consciência de Buddhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. A matéria mental sendo afetada pelo observador e o observado, torna-se toda-compreensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Ela (a mente) apesar de marcada pelas inimeráveis impressões subconscientes, existe para um outro, desde que age conjuntamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Para aquele que conheceu a entidade distinta, isto é Purusha, a inquirição sobre a natureza do próprio Ser cessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. (Então) a mente se inclina ao conhecimento discriminativo e naturalmente gravita em direção ao estado de liberação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Através de suas ramificações (isto é, quebras no conhecimento discriminativo) surgem outras flutuações da mente devido às impressões latentes (residuais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Têm-se dito que sua remoção (isto é, das flutuações) segue o mesmo processo da remoção das aflições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Quando o indivíduo torna-se desinteressado mesmo pela onisciência, ele adquiri iluminação discriminativa perpétua de onde vem a concentração conhecida como Dharmamegha (nuvem que despeja virtude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. A partir disso, aflições e ações cessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Então, em função da infinitude do conhecimento, livre da cobertura das impurezas, os objetos conhecíveis aparentam poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Depois de sua emergência (nuvem que despeja virtude) as Gunas tendo cumprido seu propósito, a sequência de suas mutações cessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. O que pertence aos momentos e é indicado pelo término de uma mutação particular, é sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. O estado do ser-nele-mesmo, ou liberação, realiza-se quando as Gunas (tendo promovido experiência e liberação para Purusha) não têm mais propósito a cumprir e desaparecem em sua substância causal. Em outras palavras, é Consciência absoluta estabelecida em seu próprio Ser. &lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-7835691289844892458?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7835691289844892458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7835691289844892458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/yoga-sutras-de-patnjali.html' title='Yoga Sutras de Patânjali'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEhqVVeYDTI/AAAAAAAAB3w/XRG64tkxdXw/s72-c/patanjali_10.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-786565099547125284</id><published>2008-07-03T10:14:00.001-03:00</published><updated>2010-10-20T08:39:35.189-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Yoga'/><title type='text'>O Yoga - conclusão</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWANa3tpaI/AAAAAAAAB3Q/jaJ1Z5vA57s/s1600-h/Padmasana.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207709512163501474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWANa3tpaI/AAAAAAAAB3Q/jaJ1Z5vA57s/s400/Padmasana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Pensa que é fácil?&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETLe8b4EZI/AAAAAAAAB2o/ql1oM19cYKY/s1600-h/Om_hindu.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 10px 10px 0px 0px; WIDTH: 76px; FLOAT: left; HEIGHT: 65px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207510801626698130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETLe8b4EZI/AAAAAAAAB2o/ql1oM19cYKY/s200/Om_hindu.jpg" width="128" height="109" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Segundo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; a filosofia do Yoga, nós não vemos a realidade como ela é, mas como nós mesmos somos. E o que é a realidade? O célebre psicólogo-espiritualista hindu Richard Alpress, mais conhecido como "Ram Dass" diz que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;“Crescemos em um plano de existência que denominamos 'o real'. Identificamo-nos por inteiro com essa realidade, tida por absoluta, e descartamos as experiências não compatíveis com ela, como sonhos, alucinações, insanidade ou fantasia. O que Einstein demonstrou na física aplica-se também aos outros aspectos do cosmos: toda realidade é relativa. Cada realidade é verdadeira apenas dentro de certos limites; é apenas uma versão possível do modo de ser das coisas. Sempre há múltiplas versões da realidade. Despertar de uma realidade relativa é reconhecer-lhe a natureza relativa. A meditação é um instrumento para fazer precisamente isso.”&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos três estágios do Yoga de Patânjali, - concentração, meditação e iluminação, - constituem a técnica tríplice chamada "samyama" e são conhecidos como "antaranga" (membros internos), em oposição aos anteriores "bahiranga" (externos), que regem a vida exterior. Isto porque no samyama não se precisa de nenhuma técnica fisiológica nova. A partir daqui, tudo acontece em nosso interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoga tem como fundamento metafísico o Sankhya, filosofia dualista que concebe o Universo composto de dois princípios distintos: o princípio espiritual ('purusha', com múltiplas individualidades ou mônadas); e o princípio material (prakriti). Como toda escola derivada do hinduísmo, O Yoga ensina que o purusha está ligado à matéria e submetido a uma interminável roda de transmigração (sansara). A libertação (moksha) do espírito da matéria é a meta a ser alcançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sankhya e o Yoga são considerados dois aspectos de uma única disciplina. O Sankhya é a teoria; Yoga, a metodologia da libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Patânjali: o codificador do Yoga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente nada se sabe sobre Patânjali, e alguns historiadores acreditam que seja uma figura totalmente ficcional. Um comentário de Vyasa (Krishna Dvapayana Vyasa, considerado autor do famoso poema épico hindu 'Mahabharata') o define como descendente de Santanu, mas existem diversas lendas sobre ele, como por exemplo que seria a encarnação do deus serpente Ananta, ou um ser meio homem meio serpente, ou ainda uma serpente que desejou ensinar o Yoga ao mundo e caiu dos céus nas palmas das mãos abertas de uma mulher, que por sua vez o chamou de "Patânjali": no sânscrito, &lt;em&gt;"PAT"&lt;/em&gt; significa "cair" e &lt;em&gt;"ÂNJALI"&lt;/em&gt;, "mãos abertas" ou "oferenda"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo sobre esse personagem enigmático está envolto em mistério. Para começar, como já visto, a data em que ele teria vivido é fonte de grandes discussões. Há autores que afirmam que viveu no século IV aC e outros que pensam que tenha vivido entre os séculos II e VI dC. Tamanha discrepância se deve, em parte, ao costume que os autores daquela época tinham de atribuir a autoria dos seus próprios trabalhos a outros escritores já consagrados, para homenageá-los ou então para dar relevância à própria obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que ele escreveu em forma de sutras ou aforismos, pode se considerar (embora não com certeza) que tenha vivido entre os séculos IV e II aC, pois foi nesse período que esse estilo literário conheceu o seu auge. - O "Yoga Sutras" é considerado um dos exemplos mais perfeitos do estilo aforístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das lendas populares da Índia sobre o nascimento do sábio conta que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;Vishnu estava descansando deitado na serpente de mil cabeças, Ádishesha, quando viu o deus Shiva dançando e ficou extasiado. Imediatamente seu corpo começou a vibrar tanto no ritmo da dança que acabou por provocar um enorme desconforto na serpente. No final da dança, Ádishesha perguntou ao deus o que tinha acontecido. Ao ouvir sobre a dança, o deus serpente ficou interessado em aprendê-la, para dançar para Vishnu. O deus ficou impressionado com a devoção da serpente e disse-lhe que Shiva iria abençoa-lo e que nasceria na Terra como alguém que iria abençoar a humanidade com sua sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ádishesha começou imediatamente a especular sobre quem seria sua mãe. Ao mesmo tempo, uma yoginí muito virtuosa, chamada Goñiká, estava procurando um filho a quem pudesse transmitir a sabedoria que o Yoga tinha lhe dado. Assim, ela se prostrou diante de Súrya, o deus sol, fazendo-lhe a única oferenda que conseguiu, um pouco de água, e lhe pedindo um filho. Vendo a cena, Ádishesha soube que aquela era a mãe que ele estava procurando. Quando Goñiká estava oferecendo a água ao sol, ficou maravilhada ao ver uma pequena serpente que se materializou em suas mãos e começou, momentos depois, a adquirir forma humana. Ádishesha se prostrou então diante da sua mãe e suplicou-lhe para que o aceitasse como filho. Aceitando-o, ela o chamou Pátañjali, que significa “aquele que caiu do céu durante a oferenda”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como encarnação de Ádishesha, Patânjali é representado com forma de naja, um ser metade homem, metade serpente, com quatro braços cujas mãos seguram os atributos de Vishnu: a concha e o disco e fazem o gesto da oferenda, "añjali mudrá", abençoando aqueles que se aproximam dele procurando as verdades do Yoga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a obra de Patânjali existem tantas dúvidas quanto em relação à sua vida. Dançarinos fazem-lhe oferendas antes das apresentações, pois é tido como o patrono de algumas danças indianas. Alguns autores o identificam com o autor de um famoso tratado sobre Ayurveda, o célebre sistema de saúde indiano. Outros, o chamam "Patânjali o gramático", autor também do Mahábháshya, o grande comentário da gramática de Pánini, em uso ainda hoje. Essa obra redefiniu as regras do sânscrito, aumentando o vocabulário e transformando esta língua num instrumento mais preciso e efetivo, e ao mesmo tempo mais sutil e poético, capaz de expressar muitíssimos aspectos do pensamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as evidências apontam para o fato de que os autores destas obras sobre filosofia, medicina e gramática seriam pessoas diferentes, pois a distância no tempo entre elas é de vários séculos. Comparando o Mahábháshya com o Yoga Sútra se chega à conclusão de que ambas as obras são excelentes na argumentação e as estruturas lógicas que propõem em seus respectivos temas, mas isso não torna seus autores a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as formas de Yoga que se praticam hoje em dia têm em Patânjali uma referência obrigatória. Assim sendo, outras três perguntas surgem neste quadro: foi Patânjali de fato o autor do Yoga Sútra? Em caso afirmativo, ele fez alguma contribuição original ao Yoga ou foi apenas o compilador e o sistematizador das técnicas que se usavam em seu tempo? E teria ele feito parte de um "sampradaya", uma linhagem tradicional, ou teria sido um reformador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a ver este autor como um compilador, temos as duas seguintes situações: por um lado, o "Nirodha Samhitá," shástra atribuído a Hiranyagarbha, tido como patrono do Yoga, é chamado com freqüência "Yogánushasanam" ou o "Ensinamento do Yoga", exatamente as palavras com as quais Patânjali inicia sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma obra chamada Ahirbudhnya, Hiranyagarbha revelou o Yoga em duas escrituras: o "Nirodha Samhitá" e o "Karma Samhitá". E Patânjali usa o mesmo termo, ‘nirodha’, para definir o Yoga no seu segundo aforismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele fez alguma contribuição original ao Yoga não sabemos, mas com certeza podemos afirmar que citou fontes anteriores a ele. Fontes essas hoje em dia perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior controvérsia diz respeito ao quarto capítulo dos Sútras. - O estilo, o conteúdo e a extensão deste páda são diferentes do resto da obra. - Nele se repetem assuntos já abordados nos capítulos anteriores. Nos três primeiros, o estilo em que se desenvolvem os temas é acessível e não dogmático. No quarto, entretanto, esse estilo muda. A voz que aqui fala, o faz desde o ponto de vista de alguém que viveu algo, a diferença do resto da obra, onde se ouve falar alguém que ainda está procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto obscuro é que o terceiro capítulo conclui com a palavra "iti", que significa ‘fim’ a maneira tradicional daquela época e lugar para se encerrar um texto. Aqueles que defendem a unidade dos sutras como eles estão hoje afirmam que o quarto capítulo é coerente com os outros três, enquanto que os críticos desta posição acham muito estranho ter uma obra com dois finais e consideram o último capítulo uma interpolação posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as poucas certezas que temos, podemos dizer, por exemplo, que algo chamado Yoga existiu com certeza muito antes do tempo em que Patânjali viveu. Porém, as incertezas históricas em relação ao autor dos Yoga Sutras são de pouca importância para quem deseja alcançar aquilo sobre o que a obra fala: tranqüilidade da mente e realização do espírito. Embora possamos questionar a autoria e a origem desta obra, ela é coerente e, como guia prático para a realização pessoal, se sustenta totalmente por si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Yoga Sutras": Referência absoluta para o estudo do Yoga&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sutra significa literalmente "fio". "Yoga Sutras de Patânjali" é um livro com 195 frases concebidas para serem fáceis de se memorizar. Como visto, dentro das comunidades yogues, muitos crêem que Patânjali foi apenas um compilador, e que antes dele o trabalho já existia: os sutras seriam memorizados e transmitidos de professor para aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sutras no texto estão divididos em quatro livros: o Samadhi Pada, o Sadhana Pada, o Vibhuti Pada, e o Kaivalya Pada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro &lt;strong&gt;Samadhi Pada&lt;/strong&gt; contém sutras que são considerados os mais fundamentais para o Yoga. Ele enfatiza que o Yoga é e a capacidade de se dominar os próprios sentimentos e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;Sadhana Pada&lt;/strong&gt; há muito sobre prática, que é exatamento o que a palavra sadhana significa (prática). Este capítulo é onde Kriya Yoga e os oito membros do Yoga apareceram pela primeira vez na História conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vibhuti Pada&lt;/strong&gt;: vibhuti pode ser traduzido como "poder". Os deste livro são para descrever e ajudar o yogue a atingir a Plena Consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Patânjali, uma das coisas que pode acontecer quando você começa a meditar com frequência é a aparição de certos "poderes" psíquicos chamados siddhis. Um estado mais elevado de consciência desencadearia os siddhis, que viriam sozinhos com a prática, mas não seriam importantes. - Importante é o desenvolvimento espiritual interior individual. - Então, o Yoga ensina que, se poderes específicos surgirem ao longo do caminho, não deveríamos nos importar muito ou dar atenção a isso. Patânjali adverte sobre o perigo que se esconde na tentação de usar os siddhis, pois quando alguém os obtém e começa a utilizá-los em proveito próprio, esquece o objetivo real do Yoga. É como se você pegasse uma chave de fenda para fazer algum conserto, mas, ao invés de trabalhar, ficasse olhando extasiado para a forma da chave em si e esquecesse para que a pegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patânjali dedica um capítulo inteiro dos Yoga Sútras aos siddhis, porque você precisa saber o que é inútil também. Se ele não descrevesse os poderes, um a um, o praticante poderia se perder. Tudo o que você não entende lhe dá medo. Mas se você souber exatamente o que é um siddhi, quando ele se manifestar, você não entrará em pânico nem perderá o controle da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o &lt;strong&gt;Kaivalya Pada&lt;/strong&gt;, que significa "isolamento". Este livro trata da liberação final da alma, meta e finalidade última de todo yogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWESxWHqzI/AAAAAAAAB3o/Xw1pXC0M6d8/s1600-h/yoga.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207714002142473010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWESxWHqzI/AAAAAAAAB3o/Xw1pXC0M6d8/s400/yoga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;“O samádhi está próximo para os que o anseiam com intensidade. Os frutos desse anseio serão proporcionais à sua intensidade.”&lt;/i&gt; - &lt;/span&gt;Yoga Sutra de Patânjali I:21,22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Profº Fred Peixoto&lt;br /&gt;Yoga Sutras de Patânjali&lt;br /&gt;Site Yoga.Pro&lt;br /&gt;Vidya Yoga&lt;br /&gt;Contém trechos extraídos do livro "Yoga Prático", de Pedro Kupfer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-786565099547125284?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/786565099547125284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/786565099547125284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/o-yoga-concluso.html' title='O Yoga - conclusão'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWANa3tpaI/AAAAAAAAB3Q/jaJ1Z5vA57s/s72-c/Padmasana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-3210005625603878738</id><published>2008-07-03T10:06:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:23.467-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>O Yoga</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETQyt2mdeI/AAAAAAAAB3I/gJvI-yMm9ns/s1600-h/Natarajasana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207516638867781090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETQyt2mdeI/AAAAAAAAB3I/gJvI-yMm9ns/s400/Natarajasana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETLe8b4EZI/AAAAAAAAB2o/ql1oM19cYKY/s1600-h/Om_hindu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207510801626698130" style="FLOAT: left; MARGIN: 10px 10px 0px 0px; WIDTH: 76px; CURSOR: hand; HEIGHT: 65px" height="109" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETLe8b4EZI/AAAAAAAAB2o/ql1oM19cYKY/s200/Om_hindu.jpg" width="128" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; primeira coisa que eu gostaria de dizer é sobre como pronunciar o nome da arte corretamente. Evite sempre dizer &lt;i&gt;"a Ióga"&lt;/i&gt;, - no feminino e com &lt;em&gt;"Ó"&lt;/em&gt; aberto. - Apesar do uso comum (que dicionários e até bons professores aceitam), a palavra deriva do sânscrito (que é como se fosse o latim dos indianos), de uma tradição que muito valoriza a correta entonação das palavras. Na sua origem, "Yoga" é uma palavra do gênero masculino que se pronuncia com &lt;em&gt;"Ô"&lt;/em&gt; fechado; portanto, o correto é dizer: &lt;b&gt;o Yôga&lt;/b&gt;. Pode parecer exagero, mas certos estudantes que possuem algum conhecimento prévio acabam se utilizando desse parâmetro para escolher onde praticar: se o professor fala "a Ióga", preferem procurar uma outra escola. - Este pode ser um sinal de que ali não se conhece a matéria a fundo. - Complicado confiar em alguém que nem sabe pronunciar o nome da arte que ensina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmicas à parte, fato é que a palavra Yoga deriva da raíz sânscrita “YUJ”, que significa unir ou juntar, além de possuir inúmeras outras conotações, como dominar, subjugar, sujeitar, união, método, restrição, empenho e outras. Yoga indica o ato de dirigir e concentrar a atenção em algo, com o objetivo de aplicação e uso. Da mesma forma, significa união ou comunhão, e alude, na sua tradição, à verdadeira união de nossa vontade com a Vontade de Deus, o Absoluto; a sujeição de todos os poderes do corpo, pensamento e alma. Significa a disciplina da inteligência, da mente, da emoção e da vontade; um equilíbrio da alma que nos permite olhar da mesma forma todos os aspectos da vida. Outra concepção diria que o Yoga pode ser definido como "um método para se atingir uma meta". E o Yoga também é concebido como uma tentativa de explicação e solução para o enigma da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era a proposta original; um caminho de salvação ou liberação. Hoje, o Yoga está sendo adaptado para os costumes ocidentais: enquanto alguns grupos ainda se sentem atraídos por sua filosofia e espiritualidade, outros procuram apenas suas técnicas. - Há uma modalidade chamada Hatha Yoga, um método de cultura física e disciplina mental de inegável eficiência, que inclui em sua prática exercícios físicos vigorosos, respiração, meditação e relaxamento. O objetivo é a preservação da saúde e uma melhor qualidade de vida. Se você pretende conhecer melhor seu corpo, desenvolver força, flexibilidade, resistência física e serenidade mental, este sem dúvida é um ótimo caminho. - não há profissional de medicina ocidental que o desaconselhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o estudo mais aprofundado, interessa saber que o Yoga é um dos Seis Sistemas Ortodoxos da filosofia da Índia. Segundo a tradição, foi organizado em sua forma clássica por um sábio mítico conhecido como Patânjali (ou Patandjáli), que viveu, segundo diferentes especialistas, num período que varia entre IV aC e VI dC (veremos mais adiante o porquê de tamanha discrepância na datação histórica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saber, os Seis Sistemas Ortodoxos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1) Sankhya:&lt;/b&gt; Elaborada por Kapila no século VI aC, é uma filosofia dualista que considera o espírito distinto da matéria. Segundo ela, a salvação ou libertação (moksha) só é alcançada com a separação do Eu espiritual do mundo material;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2) Nyaya:&lt;/b&gt; em sua origem uma escola de retórica. Ensina que o instrumento para a obtenção do conhecimento é o raciocínio lógico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3) Vaiseshika:&lt;/b&gt; fundada pelo lendário Kananda, que elaborou uma teoria atomista da matéria e considerava que a via da salvação era a compreensão das leis da natureza. Posteriormente, Nyaya e Vaiseshika acabaram se constituindo em uma única escola;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4) Purva Mimansa:&lt;/b&gt; significa “primeira investigação”. Baseada na autoridade dos &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/10/hindusmo-sanatana-dharma-3.html" target="_blank"&gt;Vedas&lt;/a&gt;, busca interpretar corretamente os mandamentos contidos nas suas partes mais antigas. Acentua a importância da correta ação (dharma);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5) Uttara Mimansa:&lt;/b&gt; significa “investigação posterior”. Mais conhecida como Vedanta, “fim dos Vedas”, baseia-se nos Upanishades, escritos místicos que buscam a compreensão do Absoluto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6)&lt;/strong&gt; O próprio &lt;b&gt;Yoga:&lt;/b&gt; segundo a tradição, o sistema codificado por Patânjali, que reuniu o que considerava de melhor da tradição mística indiana em seus &lt;strong&gt;Yoga Sutras&lt;/strong&gt; ('Aforismos do Yoga'), uma espécie de carta composta de 195 breves versos que servem de auxílio para transmissão oral de mestre a discípulo. - Em quatro capítulos Patânjali resume o processo e as ferramentas para a autoliberação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamado "Yoga Clássico", "Raja Yoga" ('Yoga real') ou "Ashtánga Yoga" ('Yoga de Oito Membros'), o sistema organizado por Pátañjali se dividide, basicamente, em oito partes: yama, niyama, ásana, pránáyáma, pratyáhára, dháraná, dhyána e samádhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas primeiras partes, yama e niyama, são as restrições e prescrições éticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yama&lt;/strong&gt; significa controle ou domínio. - São as cinco restrições ou proscrições, - o "pontapé inicial" para os aspirantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não usar nenhum tipo de violência (ahimsa); falar a verdade (satya); não roubar (asteya); não desvirtuar a sexualidade (brahmacharya); e não apegar-se (aparigraha).&lt;/strong&gt; Esses refreamentos pretendem purificar o aspirante a yogue, aniquilar a subjetividade advinda do egocentrismo e prepará-lo para os estágios seguintes. Desempenham o controle dos impulsos naturais, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação (karmendriyas): braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Niyama&lt;/strong&gt;, as prescrições psicofísicas, compreendem também cinco disciplinas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A purificação (shauchan); o contentamento (santosha); a austeridade ou esforço sobre si próprio (tapas); o estudo de si próprio e da metafísica do Yoga (swádhyáya); e a consagração a Íshwara, o arquétipo do yogin perfeito (Íshwara pranidhána).&lt;/strong&gt; Estas atitudes cumprem a função de domínio sobre os cinco órgãos da percepção (jñánendriyas): olhos, ouvidos, nariz, língua e pele. Esse controle dos sentidos aponta à organização da vida pessoal do praticante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETQNvVF7EI/AAAAAAAAB3A/Kxaeykk5iXc/s1600-h/yoga_note_card.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207516003608947778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETQNvVF7EI/AAAAAAAAB3A/Kxaeykk5iXc/s400/yoga_note_card.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ásana&lt;/strong&gt;, o terceiro estágio, compreende as posições físicas, firmes e confortáveis: &lt;em&gt;“o ásana torna-se perfeito quando desaparece o esforço por realizá-lo, de forma que não haja mais movimentos no corpo”, &lt;/em&gt;segundo O Yoga Sútra de Pátañjali, que não é para iniciantes, mas para mestres. Daí a importância do estilo dos sútras. Cada palavra é significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a definição de ásana: "sthirasukham" (imóvel) e não "sukhamsthira" (confortável). Porque, primeiro, o corpo precisa ficar imóvel. Depois, vem sukham, o conforto. Su significa prazer. Kha refere-se aos indriyas, órgãos dos sentidos. O que significa que os sentidos ficarão automaticamente sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição sentada correta permite a prática de "pránáyáma" e "pratyáhára", os próximos passos. Mas isso só é possível quando há força, firmeza e flexibilidade no corpo. Para o yogue, o processo do ásana passa necessariamente pela construção de um corpo novo. Um corpo que não ofereça mais obstáculos para a circulação de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pránáyáma&lt;/strong&gt; é o processo de expansão da energia vital através da respiração. A palavra é a combinação de dois termos: "prána", que significa alento, força vital, respiração, energia, vitalidade e "ayáma", que quer dizer expansão, controle, domínio, retenção, pausa. Segundo o Yoga Sútra, “pránáyáma consiste em controlar o processo de inspirar (shwása) e expirar (prashwása).” Na meditação, aumentamos o caudal de energia dentro do organismo. Mas, se o corpo não estiver preparado, haverá conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ásana e pránáyáma possam ser praticados para melhorar a saúde, aumentar força e flexibilidade, melhorar a disposição e outras coisas, a intenção original dessas técnicas é equilibrar o fluxo da energia no organismo, e prepará-lo para as técnicas que seguem. É impossível sentar para meditar se não estivermos acostumados a nos manter numa posição por um certo tempo, sem sentir o mínimo desconforto, sem que apareça nenhuma dor, nenhum movimento inconsciente, nenhuma dificuldade para respirar. Segundo o Yoga, estas técnicas fortalecem o sistema nervoso, regulam o metabolismo, melhoram a respiração, e ajudam a manter sob controle as emoções, atitudes e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pratyáhára&lt;/strong&gt;, a retração dos sentidos, é a faculdade de liberar a atividade sensorial do domínio das imagens exteriores. A mente é o maior obstáculo para meditar. Entretanto, antes de começar a trabalhar nela, precisamos colocar os sentidos sob controle. Desde o dia do nosso nascimento estamos sendo continuamente bombardeados por impressões, imagens, sons e sensações. Essas experiências alimentam o pensamento e nos arrastam para a experiência externa. Vivemos voltados para fora. O pratyáhára serve para desvincular-nos dessa invasão das coisas do mundo exterior. Sem ele, é impossível alcançar a meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ásana, pránáyáma e pratyáhára não são fins em si mesmos: objetivam unicamente dar ao praticante uma espécie de "infra-estrutura" física e mental firme para que possa suportar as transformações decorrentes do despertar da energia potencial que a tradição hindu chama de "kundaliní". Através destas técnicas preliminares, úteis também para superar os obstáculos iniciais (dúvida, preguiça, angústia, dispersão, etc.), o meditador se prepara para o Yoga em si, que começa com as técnicas de contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dháraná&lt;/strong&gt;, a concentração em um ponto só, se faz para limitar a atividade da consciência ao interior da imagem sobre a que se está meditando. Essa unidirecionalidade da consciência não se pode conseguir sem prática regular. Paradoxalmente, na prática de concentração não devemos forçar as coisas, não devemos entrar em conflito com a nossa mente. Uma concentração forçada não é real, pois só provocará mais tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dhyána&lt;/strong&gt;, a meditação em si, consiste em parar o fluxo do pensamento. A meditação é o resultado espontâneo da concentração da consciência, e constitui a preparação necessária para atingir o objetivo do Yoga, o estado de iluminação. A meditação não pode se ensinar. A rigor, as instruções sobre como meditar terminam na concentração. Depois, o praticante deve continuar sozinho. Todas as técnicas levam você a esse estado, desde que praticadas com regularidade. Não há palavras para descrever dhyána. A única coisa que o Yoga afirma é que vale a pena o esforço. Para quem não experimentou esse estado, as palavras só irão provocar confusão e intelectualização. Ou seja, não há como se colocar alguém dentro da experiência real, apenas com descrições e explicações verbais. Quem tiver a experiência saberá que as palavras sobram, e que não podem ser usadas para descrevê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samádhi&lt;/strong&gt; é a liberação final, o estado de iluminação em que o contemplador se absorve no "Purusha" ou Consciência Universal. No samádhi, o yogue se defronta face a face com experiências totalmente inacessíveis através do instinto ou da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWCvRA3O3I/AAAAAAAAB3g/3zjI_Yt3HmE/s1600-h/oldasana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207712292656331634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SEWCvRA3O3I/AAAAAAAAB3g/3zjI_Yt3HmE/s400/oldasana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Profº Fred Peixoto;&lt;br /&gt;Yoga Sutras de Patânjali;&lt;br /&gt;Site Yoga.Pro;&lt;br /&gt;Vidya Yoga.&lt;br /&gt;Contém trechos extraídos do livro "Yoga Prático", de Pedro Kupfer.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-3210005625603878738?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3210005625603878738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3210005625603878738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/o-yoga.html' title='O Yoga'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SETQyt2mdeI/AAAAAAAAB3I/gJvI-yMm9ns/s72-c/Natarajasana.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-123795859020561529</id><published>2008-07-03T10:04:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:23.820-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>O último princípio essencial da Kabbalah</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ty6XkY3O7b8&amp;amp;hl=" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Marie Digby: &lt;em&gt;"E se Deus fosse um de nós?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Finalmente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que finalmente atingimos o ponto de chegada nesta longa jornada em que corajosamente ingressamos, de investigar os princípios essenciais da Cabala. Meu sincero muito obrigado a todos os que vêm me acompanhando, desde o começo, e continuam junto comigo até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O décimo quarto princípio essencial da Cabala... Posso garantir que este é aquele que vai realmente trazer todas as explicações e toda a Luz que você estava esperando, desde o princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas procuram a Cabala esperando alcançar poderes mágicos ou desvendar de uma vez por todas os grandes Mistérios da vida. Pois eu digo que a partir da compreensão deste último princípio essencial, qualquer pessoa será capaz de atingir tudo isso. Todos os poderes especiais que são concedidos a nós, seres humanos; toda a compreensão de tudo que nos pode conduzir à Sabedoria Infinita, que por sua vez garantirá o nosso acesso ao poder ilimitado, e até mesmo à vida eterna... Sim, a chave para todas essas coisas está contida no décimo quarto e último princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que chegou até aqui, nesta longa leitura, prepare-se; porque nesta postagem será revelado o segredo definitivo; a conclusão, o resumo de tudo, o conhecimento que encerra em si mesmo o potencial de levar o ser humano à capacidade de compreender a razão da sua existência, do princípio ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Mas, exatamente por tudo que foi dito acima, antes de desvendarmos juntos esse último e maior segredo da Cabala, gostaria de registrar aqui um "resumo do resumo" das bases cabalísticas, o supra-sumo do que nos ensina a tradição dos antigos rabinos, ao final das contas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos encontram na Cabala uma profunda semelhança/similaridade com a doutrina cristã. Outros acham vários e importantes paralelos entre o que ela diz e os ensinos do Buda. E outros ainda encontram muitos pontos equivalentes entre os princípios de diversas outras grandes escolas filosófico/religiosas e a Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estão certos. E isso não deveria nos surpreender, porque todo aquele que busca a Verdade acaba por encontrá-la, não importando as suas origens, a tradição a que pertence, a religião em que foi criado, etc... Se você procura a Verdade com determinação, com inquietude, com o coração aberto e a mente limpa e desimpedida, cedo ou tarde vai encontrá-la. Ou melhor, ela, a Verdade, é que vai achá-lo, mesmo que você esteja completamente perdido. E nessa hora o filho pródigo volta para casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, a Cabala se tornou, através da História, uma tradição de grande importância no que tange à mecânica que serve como fundamento para muitas formas de busca espiritual. Como sabemos, sua origem é judaica. Ela se baseia nas escrituras judaicas e, sobretudo, nas suas letras hebraicas. O que basicamente se crê da Cabala de base judaica, é que Deus criou todas as coisas através do Verbo (que para os cristãos é o próprio Cristo), e como as Escrituras são em hebraico, Deus teria criado tudo através da linguagem hebraica; poderíamos dizer que Ele criou o hebraico e encerrou nas suas letras e seus significados toda a História da Criação. - Isto a tal ponto que cada letra, em si, corresponderia a uma criação ou criatura; e a soma delas, na forma das Escrituras, encerraria toda a História. - Assim, cada personagem bíblico corresponderia a uma ação divina (Abraão, por exemplo, seria a personificação da “compaixão”). Também cada lei levítica e cada ritual do Velho Testamento corresponderiam a uma descrição de algum Aspecto divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auge dos estudos cabalísticos em Israel aconteceu pouco tempo após a morte de Jesus. Já na passagem do primeiro para o segundo século de nossa era, a Cabala assentou suas bases na Galiléia; - o que faz com que até hoje os cabalistas mais tradicionalistas creiam que o Messias virá da Galileia. - Embora para os cristãos e também para alguns grupos dos judeus (como por exemplo os ebionitas) ele já tenha vindo na pessoa de Jesus, que foi chamado "Galileu". Por volta de 1600 os cristãos europeus começaram a se interessar pela Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante sabermos também que a Cabala se desenvolveu em tempos de suposta "inatividade" de Deus, do ponto de vista dos judeus ortodoxos. É por isso que a Cabala pretende nos oferecer um caminho diferente: &lt;i&gt;“Já que Deus não nos fala mais e nem vem mais a nós, descubramos meios e modos de irmos a Deus, nós mesmos. Descubramos também modos de fortalecer o Nome de Deus em nossas práticas do bem neste mundo.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dessa maneira que se desenvolveu o estudo dos Nomes Divinos (os 72 Nomes, sobre os quais já falamos &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/11/os-nomes-de-deus.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/05/princpio-essencial-da-kabbalah-12.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), bem como de nomes de anjos. Daí ser algo da natureza mecânica do elemento místico. Em todas as grandes épocas de crise e impotência humana a Cabala cresceu, pois em tempos de "silencio dos céus" poucos são os que continuam a andar firmes apenas pela força da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Ao final de tudo, podemos dizer que a tradição da Cabala postula, basicamente, o seguinte:&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;A razão da Criação é o Amor&lt;/strong&gt;;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;isto é, o Universo e tudo que ele contém, nossas vidas inclusas, é o resultado da Vontade do Criador de compartilhar e ser compartilhado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O aumento de Amor e Justiça traz Deus ao mundo&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# &lt;strong&gt;De outro lado, a prevalência da maldade enfraquece o poder de Deus neste mundo e dá lugar ao crescimento do mal.&lt;/strong&gt; Daí Deus requisitar os esforços humanos para vencer o mal no mundo, que a tradição cabalista denomina "Satan";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;# É preciso quebrar a "Lei do Tikun": Quebrar o ciclo.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/search?q=tikun" target="_blank"&gt;Como visto em postagens anteriores&lt;/a&gt;, o tikun é a expressão judaica para o que comumente chamamos lei de ação e reação, e que algumas tradições chamam de “karma”, que significa que atos, pensamentos e atitudes ruins geram uma espécie de "dívida" espiritual, que necessariamente precisará ser resgatada, nesta vida ou depois dela. Tudo que acontece tem uma causa. Não há efeito sem causa, e para cada ação há uma reação em igual intensidade. "Karma", "tikun", ação e reação, movimento contínuo, pressão e resistência... tudo reflete esta Lei universal incontestável. Toda a Criação está submetida a Lei de Ação e Reação, e segundo a Cabala, quebrar o lei do Tikun em nossas vidas significa cessar este ciclo de reações em cadeia; o que só pode ser feito mudando-se o nosso modo de vida e cessando nossas reações passionais e automáticas, isto é, impensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;# Devemos aprender a resistir, ao invés de reagir.&lt;/strong&gt; Sobre isto falamos no post sobre o &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/02/princpio-essencial-da-kabbalah-4.html" target="_blank"&gt;princípio essencial nº 4&lt;/a&gt;. O segredo do nosso sucesso, em todos os níveis, passa por aprendermos a deixar de apenas reagir aos acontecimentos e nos tornarmos proativos, isto é, donos de nossas próprias decisões e dos nossos atos, e não marionetes que reagem inconscientemente a cada nova provocação do mundo, deixando que os estímulos externos sejam mais fortes que a nossa própria vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;# Assuma as responsabilidades.&lt;/strong&gt; Profundamente relacionado com o item anterior, a Cabala nos exorta a deixarmos nossas posições de "vítimas" e tomarmos a iniciativa sempre que possível, em todas as situações, no sentido daquilo que queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;# Seja a causa. Seja pró-ativo.&lt;/strong&gt; Mais uma vez, a mesma verdade: se quiser ser feliz, se quiser obter sucesso em sua vida, em qualquer área, busque deixar de ser uma conseqüência - daquilo que fizeram para você, daquilo que a vida fez com você, das injustiças que sofreu, dos revezes de que foi vítima... - E passe a causar você mesmo as conseqüências em sua vida. Torne-se a causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;A maior tentação em tempos difíceis é acreditar que podemos encontrar meios de "controlar" Deus e fazê-lo agir conforme as nossas necessidades, como ensinam diversas falsas tradições ditas esotéricas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Deus é Deus, mesmo que todos nós sejamos o que Ele não é!&lt;/strong&gt; Em algum nível, é certo dizer que &lt;em&gt;"somos Deus"&lt;/em&gt;, mas entender isto ao pé da letra constitui o maior engano que seria possível a nós, seres humanos. Esta é exatamente a missão de Satan neste mundo, desde o começo: fazer-nos acreditar que somos iguais a Deus. Pois &lt;strong&gt;aceitar Deus como Deus&lt;/strong&gt; é justamente o primeiro passo para transcendermos a nossa condição humana limitada e fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O chamado da Escritura para a prática da bondade não é para fortalecer a Deus, mas sim para curar o homem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Lembrarmos e meditarmos na forma como os santos e profetas viveram, dedicando seu tempo todo em função do próximo e da Vontade de Deus, faz com que nos conscientizemos do extremo egoísmo com que agimos a maior parte do tempo, só gastando as sobras de nosso tempo para servir a nossos propósitos egoístas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas por que estou reafirmando todas essas coisas antes de revelar, afinal, o décimo quarto e último princípio essencial da Cabala, aquele que encerra em si o Caminho da nossa Liberdade, o poder de alcançarmos a felicidade e a Vida plena? Bem, primeiro porque eu queria que ficasse muito claro que todo o esforço valeu a pena. Que os meus objetivos com essa série de postagens foi atingido. Que a essência por trás dos ensinos dos antigos rabinos foi compreendido, ao menos basicamente. E também porque o último princípio não necessita de nenhuma espécie de comentário ou complemento. - Ele precisa apenas ser aceito e praticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai o último princípio essencial da Cabala, aquele que resume todos os outros. A chave que abre todas as portas, neste e em outros mundos. Você com certeza já ouviu falar dele em algum momento; ele está bem diante dos nossos olhos, sempre, mas por algum motivo a maioria de nós parece não poder enxergá-lo, isto é, compreendê-lo. Persiga-o; descubra-o; encontre-o em si mesmo. E depois que encontrá-lo, medite nele noite e dia. Cultive-o dentro de si com todo cuidado, com toda a sua alma, e nunca mais o esqueça. E seja feliz para sempre. Leia-o abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Apresentando o décimo quarto e último princípio essencial da Cabala: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;"AMA O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO, E ASSIM APRENDERÁS A AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS; TODO O RESTO É APENAS COMENTÁRIO. AGORA VAI E APRENDE A FAZER ISSO. QUANDO APRENDER, TUA MISSÃO ESTARÁ CONCLUÍDA!"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SDdt4jgIaXI/AAAAAAAAB1Y/QjLNQYJccls/s1600-h/Aconchego.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203748712820009330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SDdt4jgIaXI/AAAAAAAAB1Y/QjLNQYJccls/s400/Aconchego.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-123795859020561529?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/123795859020561529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/123795859020561529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/o-ltimo-princpio-essencial-da-kabbalah.html' title='O último princípio essencial da Kabbalah'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SDdt4jgIaXI/AAAAAAAAB1Y/QjLNQYJccls/s72-c/Aconchego.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-1968787369204665461</id><published>2008-07-03T10:02:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:24.230-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #13</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Há&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; uma diversidade de formas para se abordar a cada um dos princípios essenciais da Cabala, e se você fizer uma busca na web vai perceber que sobre eles pairam interpretações diversas. Das mais fidedignas às mais delirantes. Das isentas de interpretação até as mais pessoais e distorcidas por doutrinas muito mais recentes. Diferentes autores, adeptos de correntes religiosas diferentes, procuram modelar os princípios cabalistas aquilo que aprenderam em suas próprias escolas. Gostaria de deixar registrado que tudo que eu tenho publicado sobre Cabala, aqui no &lt;em&gt;Arte das artes,&lt;/em&gt; é a expressão da sua doutrina tradicional, o mais próximo possível da interpretação "oficial" dos antigos rabinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando agora o décimo terceiro princípio essencial da Cabala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Todas as características negativas que você vê nas outras pessoas são simplesmente um reflexo das suas próprias. Somente consertando a si mesmo você pode mudar os outros."&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SChxkgcVglI/AAAAAAAAB0o/72CY2SN7Iy4/s1600-h/reflexo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199530641797251666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SChxkgcVglI/AAAAAAAAB0o/72CY2SN7Iy4/s400/reflexo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E eu queria começar a abordar esse princípio contando uma linda história mítica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Caim e Abel pararam na beira de um imenso lago. Jamais tinham visto algo semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;'Tem alguém aí dentro'&lt;/i&gt;, disse Abel, olhando para a água, sem saber que via seu reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caim reparou a mesma coisa, e rapidamente levantou seu bastão! A imagem fez a mesma coisa. Caim ficou aguardando o golpe, assustado; sua imagem também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abel contemplava calmamente a superfície da água. Sorriu, e a imagem sorriu. Deu uma boa gargalhada, e viu que o outro o imitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saíram dali, Caim pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;'Como são agressivos os seres que vivem naquele lugar!'&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Abel dizia para si mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;'Quero voltar lá, porque lá encontrei alguém bonito e com bom humor.'"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Da &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/" target="_blank"&gt;coluna de Paulo Coelho&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pequeno e singelo conto resume tão bem o espírito do décimo terceiro princípio essencial da Cabala que eu poderia encerrar a postagem por aqui. Mas eu gostaria de deixar algumas observações que considero também importantes. Como por exemplo ressaltar que hoje, em psicologia, sabe-se que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; As pessoas costumam duvidar da capacidade dos outros como reflexo das suas próprias fraquezas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Os mais irredutíveis homófobos (que têm aversão aos homossexuais) são justamente aqueles que possuem as mais fortes tendências homossexuais dentro de si próprios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Os fanáticos religiosos que defendem com agressividade e ataques às convicções alheias as suas próprias "certezas" costumam ser aqueles que mais duvidam, intimamente, daquilo que ensinam;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; Tanto nas relações amorosas quanto nas profissionais, costumamos buscar nos outros o reflexo de nós mesmos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;/strong&gt; A ira aumenta, nos mais facilmente irascíveis, quando vêem nos outros o reflexo de seus defeitos e daquilo que mais repudiam em si próprios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem nenhuma dúvida, a parte mais importante, a base primordial dessa máxima cabalística está na sua segunda parte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Somente consertando a si mesmo você pode mudar os outros." &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso diz tudo. - Porque nós não temos nenhuma moral, nenhum direito de querer apontar ou corrigir nos outros os seus defeitos, se também carregamos e demonstramos esses mesmos defeitos. O melhor exemplo que podemos dar a quem quer que seja é através do nosso &lt;strong&gt;comportamento&lt;/strong&gt;, muito mais do que aquilo que tentamos transmitir por meio de nossas palavras. E por essa mesma razão, para tentar mudar qualquer coisa, em qualquer pessoa, é preciso que antes mudemos tudo que está errado em nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesse ponto que nos questionamos: &lt;i&gt;"Mudar tudo que está errado em nós? Como isso seria possível? Nós não podemos ser perfeitos!"&lt;/i&gt; Mas é precisamente nessa contestação que se encerram duas chaves preciosas, não só para a compreensão do 13º princípio, como também para nossas vidas como um todo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;primeira chave&lt;/strong&gt; é saber que não é porque entendemos que não podemos ser perfeitos que não devamos tentar! Sim, &lt;strong&gt;nós devemos buscar a perfeição, sempre e a todo momento, mesmo que voltemos a tropeçar e a cair, uma vez atrás da outra!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SChxkAcVgkI/AAAAAAAAB0g/mt4NW0BF0GA/s1600-h/autoconfianca.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199530633207317058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SChxkAcVgkI/AAAAAAAAB0g/mt4NW0BF0GA/s400/autoconfianca.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vejo muitas pessoas "religiosas" justificando comportamentos viciosos altamente prejudiciais, a si mesmos e aos seus próximos, sob a justificativa &lt;em&gt;"não sou perfeito"&lt;/em&gt;... Eu me lembro de uma entrevista que assisti na TV, com um jogador de futebol famoso no Brasil, que se declarava evangélico e dedicava sempre os seus gols a Jesus, mas vivia sendo expulso de campo, estava sempre envolvido em brigas com os colegas e intrigas extra-campo... Nessa entrevista para um programa esportivo, quando lhe perguntaram qual a justificativa para esse tipo de comportamento partindo de um evangélico, ele simplesmente respondeu: &lt;em&gt;"Eu sou um ser humano passível de erro. Não sou perfeito. Não é porque sou evangélico que tenho que ser perfeito"&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bonn-nng! Bonnnnn-nnnn-nng!.. &lt;/strong&gt;Gongado! Errada a resposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que talvez possa parecer à primeira vista, segundo a tradição cabalista, essa linha de pensamento está completamente equivocada. Será que um evangélico só deve seguir as passagens da Bíblia que lhe convém?? Será que o citado atleta nunca leu a parte dos Evangelhos em que Jesus conclama: &lt;em&gt;"Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito!" &lt;/em&gt;(Mateus 5:48 )?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós não conseguimos ser perfeitos! Dirão alguns. E sim, isso talvez seja verdade, partindo do princípio que ser perfeito é nunca se enganar, nunca errar, nunca cometer nenhum deslize nesta vida. E é exatamente aí que entra a &lt;strong&gt;segunda chave&lt;/strong&gt; preciosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A perfeição humana passa pelo respeito aos nossos limites humanos.&lt;/strong&gt; Aceitá-los é sábio. - Se somos humanos limitados, então devemos ser perfeitos dentro dos nossos limites humanos. - Devemos ser perfeitos conforme pudermos. Lute até o fim por atingir a perfeição absoluta (a perfeição do Pai, como disse Jesus), e o que você vai obter será o máximo da perfeição humana. O que você vai conseguir é obter mais produtividade, mais paz, mais Amor, mais alegria, mais harmonia, - no seu lar, nas suas relações humanas, no seu trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha meus quatorze anos de idade, escrevi na última página do meu boletim escolar: &lt;i&gt;"Sei que não posso ser perfeito, mas sei que posso tentar".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha aprendido um segredo que também a Cabala ensina, muitos anos antes de conhecê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós não devemos focar a nossa atenção em nossas limitações e sim naquela perfeição almejada, pois nós &lt;strong&gt;não devemos nos resignar com as nossas fraquezas e limitações. Estamos aqui para crescer, para aprender, para ir além de nós mesmos e dos nossos limites.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma parábola contada pelo Cristo, todos nós recebemos talentos ('talento', na antiguidade, era unidade monetária - uma moeda) antes de vir para cá, e um dia teremos que prestar contas de tudo que recebemos: &lt;b&gt;&lt;em&gt;"O que você fez com os talentos que recebeu?"&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o melhor que puder com os seus talentos. Invista-os, faça-os crescer. Multiplique-os! Esta é a nossa meta primeira. Enquanto estiver ocupado fazendo isso, você nem vai ter tempo para julgar os defeitos do seu próximo. Antes disso, você estará influenciando também na mudança dele e de todos para melhor, da melhor maneira que existe: Através do seu exemplo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-1968787369204665461?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1968787369204665461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1968787369204665461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/princpio-essencial-da-kabbalah-13.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #13'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SChxkgcVglI/AAAAAAAAB0o/72CY2SN7Iy4/s72-c/reflexo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-8577666412301494104</id><published>2008-07-03T10:00:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:24.874-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #12</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Os&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; princípios essenciais da Cabala são, no total, em número de 14. - O décimo segundo princípio retrata a face mais mística do judaísmo rabínico que afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;"A mudança interna verdadeira é criada através do poder (de 'DNA') das letras hebraicas."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As palavras do alfabeto hebraico são lidas da direita para a esquerda, e as letras também são números. Assim, &lt;em&gt;"Alef"&lt;/em&gt;, a primeira letra, corresponde também ao número 1. Isso implica numa linguagem universal de significado matemático. Os cabalistas da Idade Média e do começo da Renascença acreditavam na energia das letras, e que deveriam divulgá-las para toda a humanidade, pois não a entendiam como propriedade de um povo apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SB8On1XTfRI/AAAAAAAAB0Q/iP2nPhAYTAU/s1600-h/Alpha.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196888572511354130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SB8On1XTfRI/AAAAAAAAB0Q/iP2nPhAYTAU/s400/Alpha.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Alfabeto hebreu primitivo com as 22 letras da Cabala&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, não devemos encarar essas letras como os outros alfabetos, pois existem diferenças enormes. Acreditam os cabalistas e também muitos rabinos que elas falam diretamente à nossa alma... As formas das letras evocam forças poderosas que existem no interior de todos nós. - O que os cabalistas modernos denominaram como o "DNA da Criação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos são as janelas da alma... A ciência genética descobriu que, em cada ser humano, quatro letras comuns (A, C, G, T) representam as bases químicas que compõem nosso código genético e formam os “degraus” das moléculas espiraladas em forma de escada que conhecemos como DNA. As seqüências dessas letras combinam-se para criar o conjunto de instruções que constroem o ser humano em todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genética é uma ciência relativamente recente. Já os ensinamentos cabalísticos remontam há séculos, mas ensinam que cada uma das 22 letras hebraicas representa uma força de energia particular e que, assim como cada ser humano é constituído de um alfabeto genético de quatro letras encontrado em nosso DNA, o Universo também seria construído por um alfabeto de 22 letras, encontrados nas letras hebraicas. Não apenas os seres humanos, mas toda a matéria física seria formada por esse DNA espiritual. As letras do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alef-Beis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (alfabeto hebraico) seriam como os tijolos e a argamassa do nosso Universo e dos indivíduos vivos, com todas as suas habilidades pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que um prisma divide a luz solar em sete cores básicas, cada uma bem diferente da luz branca que a originou, e ao mesmo tempo fazendo parte dela, as letras aramaicas são como 22 cores diferentes, através das quais podemos perceber a Divindade em nosso mundo material. Formam os "tijolos" de construção da Criação, através dos quais tudo que conhecemos foi formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o Pentateuco (a Torá ou os 5 primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) escrito por Moisés não seria nem uma grande novela fictícia e nem um documento fiel da História humana, mas sim um projeto "genético" que esquematiza as forças espirituais da vida. - Usando a Cabala como uma espécie de chave, podemos penetrar no seu nível mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Cabala, as vinte e duas letras que compõem o alfabeto hebraico são forças espirituais essenciais sagradas, a matéria prima da Criação. Quando o Eterno as combinou em palavras, frases e ordens, elas produziram a Criação, traduzindo a Vontade do Criador em realidade objetiva. Cada rearranjo na ordem dessas letras resultaria numa mistura diferente das forças cósmicas espirituais representadas por elas, assim como cada rearranjo dos átomos conhecidos, tais como hidrogênio e oxigênio, pode produzir água potável ou água oxigenada, por exemplo. Existe um número infinito de combinações possíveis, tanto nos átomos quanto nas letras. A combinação das letras possibilitaria também elevar as forças espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SB8MJVXTfPI/AAAAAAAAB0A/gB0pXfpYU0I/s1600-h/Letras_hebraicas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196885849502088434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SB8MJVXTfPI/AAAAAAAAB0A/gB0pXfpYU0I/s400/Letras_hebraicas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;72 Nomes do Eterno e Único Deus&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a idéia que a Cabala defende é a de “escanearmos” com nossas mentes/cérebros, de modo específico, as letras sagradas hebraicas. - Isto representa uma das suas ferramentas mais importantes. - A palavra escanear, aqui, é usada com seu significado habitual da informática: deixarmos que nossos olhos “varram” as letras, da direita para a esquerda, linha após linha, como faz um scanner ou um leitor óptico, desses usado em supermercados, faz. E assim como um scanner, não precisamos necessariamente entender o que lemos para obter os benefícios. Estamos falando de uma energia suprarracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de nossos olhos, a energia das letras passaria a um nível nosso mais interior, chegando por fim diretamente à nossa alma, sem que seja necessário o entendimento das palavras. A velocidade da "leitura" não importa, nesse caso: pode ser lenta ou bem rápida, com ou sem usar-se o dedo indicador para guiar a visão. Quando passamos os olhos pelo texto da Torá ou de alguma bênção em hebraico, ou principalmente pela grafia dos &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/11/o-nome.html" target="_blank"&gt;72 Nomes Divinos&lt;/a&gt;, obtemos o efeito espiritual sem necessidade de raciocínio ou entendimento (não é necessário saber hebraico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Cabala, quando rezamos para Deus, devemos lembrar que Ele em algum nível e/ou de algum modo está no mesmo lugar que nós. Nós não "somos" Deus, mas nossas almas são parte de Deus. Temos uma centelha divina em cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabala afirma que o quadro com os 72 nomes divinos de três letras foi usado para realizar milagres, superando as leis da natureza. Escaneando com a mente essas configurações de letras, (da direita para a esquerda e de cima para baixo), conquistamos o poder de superar as leis de nossa natureza reativa e nos transformarmos em pessoas cada vez mais proativas. Esse quadro está codificado em três frases do livro do Êxodo, (capítulos 14, versos 19,20 e 21) cada uma delas com 72 letras. Quando as frases são escritas uma sobre a outra e lidas na vertical, formam 72 nomes de três letras cada um, distribuídos num quadro de 8 x 9, conforme a representação acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Alfabeto Sagrado Hebraico &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como exposto, o hebraico se constitui de 22 letras, consideradas alfabeto sagrado. Como no hebraico as letras também são números, o estudo da Cabala também requer estudos de alta matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No idioma hebraico há três letras-mães, que são &lt;em&gt;Aleph, Mem e Schin&lt;/em&gt;. Há sete letras duplas, que são &lt;em&gt;Beth, Ghimel, Daleth, Chaph, Phe, Resch e Thau&lt;/em&gt;. E há doze letras simples ou elementares , que são &lt;em&gt;He, Vo, Zain, Cheath, Teth, Iod, Lamed, Nun, Samech, Ayin, Tsade e Cuph&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto de partida de toda a Cabala, o alfabeto dos hebreus é composto de vinte e duas letras que não são colocadas ao acaso, uma após a outra. Cada uma delas corresponde a um número, de acordo com a sua classificação, a um hieróglifo segundo a sua forma, a um símbolo segundo a sua relação com as outras letras. Todas as letras derivam de uma delas, o &lt;em&gt;Iod&lt;/em&gt;, da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três letras mães:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - (Aleph)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M - (Mem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S - (Schin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sete letras duplas&lt;/strong&gt; (duplas porque exprimem dois sons, um forte e positivo, e outro fraco e negativo) &lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B - (Beth)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G - (Ghimel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - (Daleth)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ch - (Chaph)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ph - ( Phe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R - ( Resch)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T - (Thau)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Doze letras simples, formadas pelas demais letras.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada letra hebraica representa três coisas: 1) Uma letra, isto é, um hieróglifo; 2) um número, o da ordenação da letra; 3) uma idéia. Combinar as letras hebraicas é combinar números e idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;Profº Luiz Martins&lt;br /&gt;Rabino Yehuda Berg&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-8577666412301494104?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/8577666412301494104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/8577666412301494104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/07/princpio-essencial-da-kabbalah-12.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #12'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SB8On1XTfRI/AAAAAAAAB0Q/iP2nPhAYTAU/s72-c/Alpha.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-8208002608536264596</id><published>2008-06-27T13:40:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:25.110-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípios essenciais da Kabbalah #10 e #11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Quanto maior o obstáculo, maior a Luz potencial."&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;b&gt;Sobre&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; este décimo princípio essencial da Cabala não há realmente muito a ser dito, já que praticamente se trata de uma espécie de complemento ao &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/04/princpio-essencial-da-kabbalah-9.html" target="_blank"&gt;princípio número 9&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, chegar à conclusão que esse princípio representa seria quase que uma conseqüência lógica de tudo que foi dito na nossa postagem anterior sobre a Cabala. Então vou aqui apenas reiterar o que já foi dito: os que mais enfrentam dificuldades e obstáculos na vida são exatamente os que acabam por se tornar grandes seres humanos, exemplos para a comunidade e muitas vezes até para a humanidade como um todo. Exemplos não faltam e também já foram citados. Os que precisam superar grandes obstáculos são os que alcançam as maiores realizações, pois o nosso progresso e o nosso aprendizado se dão justamente por meio das provações que precisamos enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim podemos passar agora à análise do próximo princípio essencial da Cabala, o de número onze, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Quando os desafios parecerem insuperáveis, injete certeza. A Luz está sempre presente."&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SBoPH1XTfOI/AAAAAAAABz4/tK5cEjF1qlE/s1600-h/self_confidence.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195481747383614690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SBoPH1XTfOI/AAAAAAAABz4/tK5cEjF1qlE/s400/self_confidence.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Esse cara tem muita confiança ou não?&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que este princípio é bastante funcional. Como vimos, a Cabala se utiliza o termo "Luz" para se referir à Graça Divina. Estamos falando aqui de nada mais nada menos do que daquilo a que comumente chamamos “fé”. O décimo primeiro princípio essencial da Cabala é uma poderosa e milenar afirmação do poder da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é ter fé a não ser &lt;em&gt;“ter certeza”&lt;/em&gt;? Quando temos a plena certeza de alguma coisa, na grande maioria das vezes, essa coisa acontece, se torna real. Quem de nós nunca teve a oportunidade de comprovar essa realidade em sua própria vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que os antigos rabinos estão nos dizendo nestas palavras ancestrais é: &lt;em&gt;Quando as dificuldades parecerem maiores, tenha fé!&lt;/em&gt; Este é o momento ideal para injetarmos uma dose extra de certeza em nossas vidas. Certeza de que há um Pai no Céu que cuida de nós, há uma Força maior, a Força da Vida, a tudo regendo em harmonia, que fatalmente vai nos encaminhar a um destino glorioso. Tudo que é preciso é a nossa entrega e confiança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um problema: este é o tipo de princípio com o qual é fácil de se concordar ou reconhecer como "certo", e apenas ponderar e falar ao seu respeito, do que praticá-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momentos de grandes perdas pessoais (mais até do que em momentos de perdas coletivas), de doenças, desencontros emocionais, grandes decepções... Nas ocasiões em que a vida nos prepara alguma daquelas surpresas terríveis... É exatamente nesses momentos que é mais importante acreditar, ter fé inabalável, manifestar a nossa certeza em Algo Maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como seria isso possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que toda e qualquer pessoa pode compreender e concorda que ter muita fé nos momentos mais difíceis da vida só faz bem, é um fator extremamente positivo, que no mínimo vai ajudar a solucionar os problemas. Tá, mas como fazer isso? Como colocar em &lt;b&gt;prática&lt;/b&gt; um princípio espiritualista como este décimo primeiro cabalista, mesmo sabendo racionalmente que funciona, se na hora do "vamos ver" o desespero toma conta de tudo e a mente racional desaparece, sai de cena sem sequer deixar sinal da sua existência?..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vai nos conduzir a uma grande verdade da vida que será fundamental na compreensão do que estamos buscando aqui: &lt;b&gt;as melhores coisas da vida e as mais importantes costumam ser simples.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cura de muitas das doenças psicológicas que parecem muito complicadas muitas vezes se dão de modo tão simples que a coisa toda chega a parecer estúpida: às vezes um profissional especializado nos processos mentais humanos simplesmente induz o paciente a mudar os seus pensamentos perniciosos e auto destrutivos fazendo-o acreditar que isso é possível! Para tanto, algumas vezes usa-se de hipnose, outras de psicanálise ou então diferentes tipos de terapia - mas o objetivo é sempre o mesmo: levar o paciente a sentir autoconfiança, acreditar em si e na solução dos seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em PNL (Programação Neurolingüística) os terapeutas resolvem problemas que pareciam terrivelmente complexos apenas usando comandos claros e precisos, feitos diretamente ao sub-consciente do paciente, do tipo: &lt;em&gt;“Mude agora!”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“traga aquele seu outro eu agora!”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“comece a fazer diferente a partir de agora”&lt;/em&gt;, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive muitos charlatões falsos videntes e médiuns já confessaram usar desses tipos de comando cerebral para convencer suas vítimas de seus poderes paranormais ou da existência/influência das "energias" por eles comandadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, aquilo que acreditamos se torna real para nós, em nível subconsciente, e até certo ponto pode também se tornar real em nível físico. Vejamos o exemplo do hipnotizador que diz a uma pessoa em transe hipnótico que vai encostar a brasa de um cigarro aceso em seu braço. A seguir, toca na pele do antebraço do hipnotizado com a ponta de uma caneta. Essa pessoa dá um pulo, retira o braço com a rapidez de um gato, geme de dor. Depois de alguns minutos, forma-se no local uma pequena bolha de queimadura!! Veja bem, a pele não foi queimada, mas a &lt;strong&gt;certeza&lt;/strong&gt; da pessoa fez com que a dor e mesmo os efeitos físicos se manifestassem como se tivesse sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem casos como este catalogados, que são objeto de estudo até hoje. Este é o poder da "certeza" claramente demonstrado. - No caso do exemplo citado, uma certeza induzida, mas ainda uma certeza. - Este é o poder que temos quando acreditamos plenamente em alguma coisa. Infelizmente, estamos sempre precisando de estímulos externos para acreditar que algo é possível: que somos capazes de conseguir superar dificuldades ou atingir objetivos, como emagrecer, abandonar um vício, esquecer daquele(a) namorado(a) perdido(a), etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Verdade é uma só e não muda, independente do que acreditamos, mas nós somos capazes de criar a &lt;em&gt;nossa&lt;/em&gt; própria verdade, e podemos nos auto-hipnotizar de modo a crermos no que nos parecer mais conveniente num certo momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; quer dizer que "somos Deus" ou que somos os autores de tudo, nem que somos Criador, criação e criatura em nós mesmos; também não quer dizer que sejamos a Causa de todas as coisas, como se apressam em concluir alguns místicos mais afoitos. Mas significa sim que somos, num certo nível, co-criadores do nosso destino, do nosso ser e da nossa realidade neste mundo. Temos este poder, que nos foi dado pela Fonte absoluta de toda Vida, que a Cabala chama de "O Eterno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de tudo que foi exposto até aqui, eu ainda não falei como fazer para se ter essa certeza, num momento crítico... Eu só disse que é algo simples. Mas como podemos alcançar a fé absoluta, livre de dúvidas e incertezas conflitantes, nos momentos de maior dificuldade? Como eu posso me tornar um ser sempre pronto a me &lt;em&gt;"injetar certeza"&lt;/em&gt; quando &lt;em&gt;"os desafios parecerem insuperáveis"&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu não expliquei isso ainda, e nem vou explicar, porque não tenho essa resposta. Mas posso adiantar que, nesse caso, teorias e explicações são totalmente dispensáveis. A resposta está não no entender, assim como não está no querer, mas sim em simplesmente &lt;strong&gt;ser&lt;/strong&gt;. Não no tentar, mas em &lt;strong&gt;fazer&lt;/strong&gt;. Por isso, agora chegou o momento de este autor silenciar. E deixar o silêncio falar dentro de cada um. Acenda sua própria chama, dentro de si mesmo, olhe pra ela. Desarme-se, mostre-se como é. Declare o quanto está disposto a crer, o quanto confia na Sabedoria Divina, o quanto está disposto a se entregar a este Deus de Amor, se ele for mesmo real. Depois ponha-se em silêncio. E apenas aprenda sozinho. Boa sorte, e que Deus o acompanhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;Rabino Yehuda Berg;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-8208002608536264596?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/8208002608536264596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/8208002608536264596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpios-essenciais-da-kabbalah-10-e.html' title='Princípios essenciais da Kabbalah #10 e #11'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SBoPH1XTfOI/AAAAAAAABz4/tK5cEjF1qlE/s72-c/self_confidence.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-7167447554095437186</id><published>2008-06-23T23:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:25.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orientalismo'/><title type='text'>Cinco obstáculos - para a meditação e para a vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Este post é baseado num artigo de Ajaan Brahmavamso (&lt;a href="http://www.bswa.org/modules/icontent/index.php?page=72" target="_blank"&gt;Buddhist Society of Western Australia Newsletter&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Os&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; principais empecilhos para o sucesso na meditação e para se atingir o Insight libertador assumem a forma de um ou mais dos Cinco Obstáculos denominados "Nivarana". Todo o conjunto de práticas que, segundo a tradição budista, conduz à Iluminação, pode muito bem ser expresso como o esforço para superar esses Cinco Obstáculos: primeiro suprimindo-os temporariamente com o objetivo de experimentar o estado meditativo de profunda sensibilidade e quietude da mente (Jhana) e o Insight. Depois superando-os permanentemente através do completo desenvolvimento do &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/12/budismo.html" target="_blank"&gt;Nobre Caminho Óctuplo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses Cinco Obstáculos primordiais são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Desejo Sensual: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Kamacchanda&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Má Vontade: &lt;em&gt;Vyapada &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Torpor e Preguiça: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Thina-Middha&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Inquietação e Ansiedade: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;Uddhcca-Kukkucca&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Dúvida: &lt;em&gt;Vicikiccha &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; O &lt;b&gt;desejo sensual&lt;/b&gt; em questão se refere àquele tipo particular de anseio que busca felicidade através dos cinco sentidos físicos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ele exclui qualquer aspiração pela felicidade através do sexto sentido mental/espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua forma mais extrema, o desejo sensual é uma obsessão por encontrar o prazer em coisas como a intimidade sexual, boa comida ou música refinada. Mas também inclui o desejo de substituir experiências irritantes ou mesmo dolorosas nos cinco sentidos por experiências prazerosas, isto é, o desejo pelo que a tradição budista chama de conforto sensual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda comparou o desejo sensual com o ato de tomar um empréstimo. O sentido dessa comparação está no fato de que qualquer prazer experimentado através desses cinco sentidos fatalmente terá que ser restituído pelo desagrado da separação, da perda ou do vazio faminto, que sempre surge depois que o prazer foi consumido. Tal qual um empréstimo, há também a questão dos juros, e como o Buda disse, o prazer é pequeno quando comparado com a restituição em forma de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a meditação, o desejo sensual é transcendido, quando nos soltamos da preocupação com este corpo e as suas cinco atividades sensuais. Alguns imaginam que os cinco sentidos estão ali para servir e proteger o corpo, mas a verdade é que, numa condição de vida materialista, o corpo é que está servindo aos cinco sentidos, que brincam com ele, sempre no mundo em busca de novos pequenos prazeres. O Buda certa vez disse: &lt;em&gt;“Os cinco sentidos &lt;b&gt;são&lt;/b&gt; o mundo”;&lt;/em&gt; e para deixar o mundo, para desfrutar da bem-aventurança extra-mundana de Jhana, que é o estado meditativo de profunda sensibilidade e quietude da mente, é necessário abrir mão durante um certo tempo de &lt;b&gt;toda&lt;/b&gt; preocupação com o corpo e os seus cinco sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o desejo sensual é transcendido, a mente do meditador não tem interesse na promessa de prazer ou mesmo de conforto oferecidos por este corpo. O corpo "desaparece" e todos os cinco sentidos são como que desligados. A mente se torna calma e livre para olhar para o interior. A diferença entre a atividade dos cinco sentidos e a sua transcendência é igual à diferença entre olhar por uma janela e olhar num espelho. A mente, que está livre da atividade dos cinco sentidos, pode verdadeiramente olhar para o seu interior e enxergar a sua real natureza. E só assim pode surgir a sabedoria em relação ao que somos, de onde viemos e porquê. Isso não quer dizer que nos tornaremos semideuses ou seres superpoderosos transitando acima de todas as dificuldades, nem que seremos capazes de converter chumbo em ouro com um toque da mão. Mas estaremos mais próximos da felicidade, da nossa realização e do verdadeiro poder de resolver nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;2)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; A &lt;b&gt;má vontade&lt;/b&gt; em questão se refere ao desejo de revidar, machucar ou destruir. Ela inclui a raiva de alguém ou mesmo de uma situação problemática, e é capaz de gerar uma energia tão intensa que é, ao mesmo tempo, sedutora e viciante. No momento em que se manifesta, ela sempre parece justificável, pois tamanho é o seu poder, que facilmente corrompe nossa habilidade de julgar de modo equilibrado. Isto também inclui a má vontade para consigo mesmo, também conhecida como complexo de culpa, que nega qualquer possibilidade de felicidade. - O sentimento de culpa é bom quando serve para nos alertar sobre nossos erros e modos de conduta prejudiciais a nós mesmos ou aos nossos próximos. Depois de reconhecido e reparado o erro, é preciso jogar a culpa fora, ou então teremos problemas. - Quando entramos em meditação para tentar compreender alguma dificuldade que estejamos enfrentando, a má vontade aparece como antipatia em relação a este objeto da nossa meditação, rejeitando-o, de modo que a própria atenção é forçada a vagar em outras direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda comparava a má vontade com o estar doente. Tal qual a enfermidade que nega a liberdade e a felicidade da boa saúde, a má vontade também nega a liberdade e a felicidade da paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má vontade é superada com a adoção do Amor-Bondade, que a tradição budista chama de "Metta". Se a má vontade for dirigida a outra pessoa, Metta ensina a ver algo mais nessa pessoa, para além de tudo aquilo que nos fere, compreender porque aquela pessoa nos fere, (quase sempre porque ela estava se sentindo também ferida, provavelmente seu ego estivera se sentindo ameaçado por nós), e nos encoraja a colocar de lado a nossa própria dor e olhar com compaixão para os outros. Mas se isso estiver acima da nossa capacidade, Metta para nós mesmos nos levará a desistir da má vontade em relação àquela pessoa, para evitar que ela nos fira ainda mais através da memória daqueles atos. Do mesmo modo, se a má vontade estiver dirigida contra nós mesmos, Metta vê mais do que os nossos próprios defeitos, pode entendê-los e encontrar a coragem para perdoá-los, não deixando de aprender com as lições dadas por eles e depois... Deixá-los ir. Se a má vontade estiver relacionada com o objeto de meditação, (com freqüência, a razão que impede o meditador de ficar em paz), Metta abraça o objeto da meditação com cuidado e deleite. Por exemplo, como uma mãe sente Metta natural pelo seu filho, isto é, o ama incondicionalmente, assim também um meditador pode observar a sua respiração, digamos, com a mesma qualidade de atenção cuidadosa. E deste modo, será tão improvável que ele perca a respiração, devido ao esquecimento, assim como é improvável que uma mãe esqueça o seu bebê no supermercado; e tão improvável que ele deixe cair a respiração, em troca de algum pensamento distraído, assim como é improvável que uma mãe deixe cair o seu bebê por distração! A remoção da má vontade possibilita relacionamentos duradouros com outras pessoas e consigo mesmo, e na meditação, um relacionamento duradouro e agradável com o objeto da meditação, capaz de amadurecer até a completa imersão na absorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;3)&lt;/span&gt; Preguiça e torpor&lt;/b&gt; referem-se à letargia corporal e à sonolência mental que nos arrastam à inércia incapacitante e à depressão profunda. O Buda os comparava estas energias com o estar aprisionado numa cela escura e confinada, incapaz de movimentar-se com liberdade para o sol brilhante do exterior. Na meditação, esse estado gera uma capacidade de atenção fraca e intermitente, que pode até mesmo conduzir ao sono sem que sequer nos demos conta disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preguiça e o torpor são superados através do despertar da nossa energia ou Ki (ou Chi). A energia está sempre disponível, mas poucos sabem como "ligar o interruptor", por assim dizer. Estabelecer um objetivo que não seja egoísta nem fantasioso demais, mas razoável e benéfico para todos, é um modo sábio e efetivo de gerar energia, e também de desenvolver o interesse deliberado pela tarefa a ser cumprida. A criança tem um grande interesse natural pelas coisas e por conseqüência muita energia, pois o seu mundo está cheio de novidades. Portanto, se pudermos aprender a olhar para a nossa vida ou para a nossa meditação com uma ‘mente de principiante’, como a mente de uma criança, poderemos sempre ver novos ângulos e novas possibilidades que nos manterão ativos e energéticos, distantes da preguiça e do torpor. Da mesma maneira, é possível desenvolver o deleite com qualquer coisa que se faça, treinando a própria percepção para ver o belo nas coisas comuns e assim gerar o interesse que evita o estado de preguiça e torpor que a tradição budista chama de "meia-morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A mente possui duas funções principais: ‘fazer’ e ‘conhecer’. O objetivo da meditação é acalmar o ‘fazer’ até a completa tranqüilidade enquanto mantém o ‘conhecer’. A preguiça e o torpor ocorrem quando alguém descuidadamente acalma tanto o ‘fazer’ como o ‘conhecer’, sendo incapaz de distinguir entre os dois.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preguiça e torpor são um problema comum que se insinua de maneira imperceptível e que lentamente nos sufoca. Um meditador hábil mantém uma vigilância aguçada aos primeiros sinais de preguiça e torpor, e assim é capaz de identificar a sua aproximação e escapar antes que seja tarde demais. É como chegar a uma bifurcação numa estrada, a pessoa pode tomar o caminho que a conduzirá para longe da preguiça e do torpor. A preguiça/torpor é um estado corporal e mental desagradável, rígido demais para saltar para a bem-aventurança de Jhana (o estado meditativo de profunda sensibilidade e quietude da mente) e completamente cego para poder&lt;br /&gt;identificar qualquer insight. Em resumo, é uma total perda de tempo precioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;4)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; A &lt;b&gt;Inquietação&lt;/b&gt; se refere à mente que metafóricamente se parece com um macaco, sempre saltando de galho em galho, incapaz de permanecer por algum tempo com qualquer coisa. Ela é causada pelo estado mental que busca defeito em tudo, que não é capaz de se satisfazer com as coisas do jeito que elas são e assim tem que seguir procurando, na promessa de algo melhor, que parece permanecer sempre um pouco mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda comparou a inquietação com a escravidão, continuamente correndo para atender às ordens de um patrão tirânico que, exigindo sempre a perfeição, nunca permite descanso ao escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inquietação é superada com o desenvolvimento do contentamento, que é o oposto da crítica. A pessoa passa a conhecer a alegria simples do contentar-se com pouco, ao invés de sempre querer mais. Ela se sente grata por este momento, ao invés de identificar os seus defeitos. Por exemplo, na meditação a inquietação freqüentemente é a impaciência pressionando para seguir rapidamente para o estágio seguinte. Paradoxalmente, no entanto, o progresso mais rápido é alcançado por aqueles que estão satisfeitos com o estágio em que se encontram. É o aprofundamento desse contentamento que amadurece o estágio seguinte. Portanto, cuidado com esse ‘desejo de progredir’ exarcebado. Ao invés disso, aprenda como relaxar nesse contentamento apreciativo. Dessa forma, o ‘fazer’ desaparece e a meditação floresce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;ansiedade&lt;/b&gt; (ou remorso) em questão se refere a um tipo específico de inquietação que é o resultado de ações ruins. A única maneira de superar a ansiedade, a inquietação de uma consciência pesada, é purificar a própria virtude e tornar-se compassivo, sábio e gentil. Na prática é impossível que alguém imoral ou vicioso faça progresso significativo&lt;br /&gt;na meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;5)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; A &lt;b&gt;dúvida&lt;/b&gt; se refere aos questionamentos íntimos perturbadores no momento em que se deveria estar silenciosamente passando para um estágio de maior profundidade. A dúvida pode questionar a própria habilidade: &lt;i&gt;“Sou capaz de fazer isso?”&lt;/i&gt;, ou questionar o método: &lt;i&gt;“Este é o modo correto?”&lt;/i&gt;, ou mesmo questionar o significado: &lt;i&gt;“O que é isso?”&lt;/i&gt; Que fique claro que, neste caso, tais questões são obstáculos para a meditação porque são perguntas feitas no momento errado e assim se tornam uma intrusão, obscurecendo a clareza mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda comparou a dúvida com o estar perdido no deserto, sem ter qualquer ponto de referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de dúvida é superada obtendo-se instruções claras a respeito do "percurso", sabendo-se exatamente aonde queremos chegar e levando-se um bom mapa; de modo que se possa reconhecer os pontos de referência sutis no território desconhecido da meditação profunda e assim saber por onde seguir. Isso é muito importante: ao contrário do que muitos leigos imaginam, &lt;strong&gt;apesar de a meditação profunda exigir o abandono completo do ego, a essência sutil e a intenção amorosa do praticante devem permanecer presentes todo o tempo&lt;/strong&gt;, ainda que não de maneira ativa ou funcional. Antes de o meditador dissolver-se na prática de Jhana, deve sempre direcionar-se de modo ativo/positivo à meta da iluminação, para que não se ponha a mercê de energias psíquicas incovenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida da própria habilidade é superada através do desenvolvimento da auto-confiança com o apoio de um bom instrutor. Um instrutor em meditação é como um treinador que convence o time de que eles são capazes de vencer. O Buda afirmou que todos podem alcançar Jhana e a Iluminação, se seguirem as instruções com cuidado e paciência. A única incerteza é quando! A experiência também supera a dúvida acerca da própria habilidade, bem como acerca do caminho correto. Quando realizamos por nós mesmos os sublimes estágios do caminho, descobrimos que somos de fato capazes de atingir o estágio mais elevado e que este é o caminho que nos levará lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da dúvida na meditação é descrito como uma mente que tem confiança perfeita e assim não interfere no processo com diálogos internos. É como ter um bom motorista, ficamos sentados em silêncio durante a viagem pela confiança que depositamos nele, desde que se conheça bem a que "motorista" entregamos o nosso "automóvel" mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SAfBJaXdPHI/AAAAAAAABzY/VFB8fBQDqY8/s1600-h/Brother_Sister-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190329463008476274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SAfBJaXdPHI/AAAAAAAABzY/VFB8fBQDqY8/s400/Brother_Sister-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;"Gafanhoto, quando você puder ver o símbolo Yin Yang nesta imagem, você estará pronto..."&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Qualquer problema que surjir na meditação será um desses Cinco Obstáculos, ou uma combinação deles. Portanto, se alguém experimentar qualquer dificuldade, basta usar as explicações dadas acima como lista de controle para identificar o problema principal. Então, sabendo qual o remédio apropriado, aplique-o com cuidado para superar o obstáculo e alcançar uma meditação mais profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Cinco Obstáculos forem totalmente superados, não haverá barreira entre o meditador e a bem-aventurança de Jhana. Conseqüentemente, o teste definitivo para saber se os Cinco Obstáculos foram realmente superados é a habilidade para entrar em Jhana, o estado meditativo de profunda sensibilidade e quietude da mente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-7167447554095437186?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7167447554095437186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7167447554095437186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/cinco-obstculos-para-meditao-e-para.html' title='Cinco obstáculos - para a meditação e para a vida'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SAfBJaXdPHI/AAAAAAAABzY/VFB8fBQDqY8/s72-c/Brother_Sister-1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-5713281838564645833</id><published>2008-06-17T16:33:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:25.688-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #9</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SANp9qXdPGI/AAAAAAAABzQ/yjRgu_CdF9Q/s1600-h/Nopain_nogain.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189107703726554210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SANp9qXdPGI/AAAAAAAABzQ/yjRgu_CdF9Q/s400/Nopain_nogain.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Conforme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; vamos nos aprofundando no estudo dos princípios essenciais da Cabala, começarmos a perceber que não estamos lidando com uma coleção de aforismos esparsos, afirmações soltas, cada qual versando sobre um assunto independente dos demais. Não. Os princípios essenciais da Cabala são uma coleção de máximas "fechadas" em si, que se complementam e estão unidas umas às outras, visando levar à compreensão de uma Realidade maior e transcendente. São de certa forma interdependentes e complementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo conceito afirma algo que eu aprendi muitos anos antes de saber que existia uma coisa chamada Cabala, porque sempre me pareceu meio óbvio, evidente. - O Princípio essencial da Cabala de número 9 (confirmando, são 14 princípios ao todo), afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;"Obstáculos são oportunidades para nos conectarmos com a Luz."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Imagino que este seja dos princípios cabalísticos de compreensão mais fácil, porque fala de uma noção perfeitamente lógica e razoável. - Nem sempre a religião ou a espiritualidade precisam contrariar a lógica e a razão. Ao contrário, no momento em que a fé encontra a razão e ambas se dão as mãos, é justamente nessa hora que a paz mais perfeita e duradoura pode ser encontrada. É nesse momento que os conflitos interiores cessam e podemos nos aquietar na escolha de vida que fizemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que acontecem obstáculos em nossas vidas é um fato incontestável. - Quem nunca teve que superar nenhum obstáculo na vida, que atire a primeira pedra! - Sob certo ponto de vista, poderíamos mesmo afirmar que a própria vida neste plano de realidade é um grande e único obstáculo: Desde os nossos primeiros instantes neste mundo, tudo que encontramos diante de nós são obstáculos! Já nascemos apanhando, para que possamos “abrir” os nossos pulmões e respirar; esta é a primeira nova tarefa que precisaremos aprender se quisermos sobreviver! Parece incrível, mas assim que vemos a luz deste mundo, a primeiríssima coisa que temos que fazer, queiramos ou não, é enfrentar um obstáculo: respirar não é natural para um feto, que foi gerado e viveu até então imerso no líquido amniótico, envolto pelo calor e pelo conforto do ventre materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois precisamos nos adaptar à dureza e ao contato com as superfícies duras e frias do nosso novo habitat – o mundo. Precisamos aprender a mamar. Precisamos aprender a nos manifestar quando sentimos fome ou desconforto – chamar a atenção da mamãe quando algo está errado é prática importantíssima para um bebê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo que crescer um pouco, esta nova criatura vai precisar aprender coisas novas: a se locomover; primeiro engatinhando, depois caminhando devagar, passo a passo... Qualquer objeto à frente de uma criança de um ano é um grande &lt;b&gt;obstáculo&lt;/b&gt; a ser transposto... Depois que crescer mais um pouco, terá que freqüentar a escola, se adaptar à uma nova realidade, novas pessoas, conviver em um grupo que não é mais constituído exclusivamente de pessoas do seu círculo familiar, que a amam e sempre fazem tudo por ela... Talvez a criança encontre neste novo grupo alguém que a enfrente, uma outra criança que queira dominá-la, submetê-la aos seus caprichos... Nesse caso, será preciso tomar uma decisão: submeter-se ou resistir? Eis a questão... Submeter-se poderá significar humilhação, poderá representar o início de um círculo vicioso que pode se prolongar por toda uma vida, chegando até a fase adulta e comprometendo suas futuras relações pessoais, profissionais... Por outro lado, resistência implica coragem, dor, superação... Principalmente se a outra criança, a dominadora, for maior e mais forte (geralmente, é o caso)... Obstáculos, obstáculos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia continuar com essa narração indefinidamente. Obstáculos e mais obstáculos a serem superados... Assim prossegue a vida do ser humano, até a sua conclusão final neste planeta chamado Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Cabala, em seu nono princípio essencial se propõe a responder uma questão primordial: &lt;b&gt;por quê&lt;/b&gt; existem e ocorrem tantos obstáculos em nossas vidas? Bem, para começar, se eu acredito em Deus, e se eu acredito que Deus é perfeito, então eu forçosamente tenho que crer também que os obstáculos precisam ter uma boa e perfeita razão de ser. E que razão poderia ser essa, a não ser o nosso aprendizado? Coerente e lógico. E é exatamente isto o que a sabedoria milenar dos rabinos místicos ensina. Foi por isso que eu disse que nem sempre espiritualidade contraria a razão, embora isso muitas vezes aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sem dúvida é o princípio cabalístico mais facilmente observável em nossas vidas, em nosso dia a dia, independente de você ser uma pessoa espiritualizada ou não. O rabino Yehuda Berg, diretor espiritual de um dos maiores centros de estudo da Cabala do mundo, o &lt;a href="http://www.kabbalah.com/" target="_blank"&gt;Kabbalah Centre&lt;/a&gt;, vai mais longe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Os que atingiram a Verdade não vivem num mundo à parte, alheios às dificuldades desta vida, sem ter que superar obstáculos como qualquer um de nós. Tenha muito cuidado com doutrinas que ensinam coisas assim, porque estão a serviço de Satan, aquele que traz a ilusão, e são como um mal contagioso! (...) Todos nós estamos aqui justamente para aprender a superar obstáculos! Esta é a finalidade desta vida, e é somente isso que nos possibilitará enxergar a Luz. - O caminho de todos nós é salpicado de testes e tribulações. Esses desafios surgem para nos acordar, mostrar nossas fragilidades e nos habilitar para receber a Luz do Criador.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Apostila do Centro de Estudos da Cabala, sob a direção dos rabinos Yehuda e Rav Berg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja rico ou pobre, religioso ou não, seja alguém que encontrou seu caminho espiritual ou não, seja uma pessoa caridosa e que pratica o bem ou uma pessoa egoísta e materialista... Todos enfrentamos dificuldades. E quais foram os seres humanos mais virtuosos da História, em todos os tempos? Sem dúvida nenhuma, foram aqueles que mais enfrentaram obstáculos e aprenderam a superá-los! Quanto maiores e mais abundantes os obstáculos, maior o espírito humano: se você se interessa por História, procure conhecer mais sobre as vidas de Henry Ford, C. G. Jung, Martin Luther King, Albert Einstein, Charles Chaplin, L. V. Beethoven, Walt Disney, Napoleon Hill, Machado de Assis... - A lista seria infinita! - Todos sofreram grandes dificuldades, todos tiveram que superar enormes e numerosos obstáculos em suas épocas. E foi exatamente aí que se destacaram em suas áreas de atuação. No campo da religião e espiritualidade, que concerne a este blog, a realidade é exatamente a mesma: basta uma breve análise da história da vida dos santos ou sábios de qualquer tradição: Moisés, Zarathustra, Jesus, Buda, Confúcio, Ramana, Ramakrishna, Ghandi, J. Krishnamurti, etc, etc... Todos enfrentaram imensas dificuldades, todos tiveram que encarar grandes obstáculos em suas trajetórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O budismo fala da necessidade da superação dos “Cinco Obstáculos”, que a tradição Theravada chama de “Niravana”, para que possamos alcançar o Nirvana, e nos dá a seguinte dica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“O esforço para superar os obstáculos deve ser feito da seguinte maneira: primeiro suprima-os temporariamente, com o objetivo de experimentar a profunda absorção de Jhana, o estado meditativo de profunda sensibilidade e quietude da mente, e o Insight; depois, supere-os permanentemente através do completo desenvolvimento do Nobre Caminho Óctuplo.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Buddhist Society of Western Australia Newsletter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse respeito também a tradição do Yoga atribui importância fundamental. A raiz de praticamente todos os ensinamentos contidos nos Vedantas e nas Upanishads se referem a superação dos obstáculos que incessantemente a atuação de "Mara" nos impõe neste mundo ilusório. Todo o conteúdo dos sutras do hinduísmo enfatiza repetidamente a necessidade de se superar os obstáculos neste mundo e nesta existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;"O yogue precisa superar os kleshas: dificuldades, corrupção e paixão. - Toda e quaisquer das propriedades que embotam a mente e são a base de todos os atos prejudiciais. - &lt;b&gt;Os obstáculos a serem superados&lt;/b&gt; pelo caminhante da senda do Yoga são: a ignorância, o egoísmo, a exaltação das paixões, a aversão e o apego à vida."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; – Yoga Sutra II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou como disse o &lt;a href="http://www.ekadantayogashala.pro.br/408/homenagem_hermogenes_2007.html#more-408" target="_blank"&gt;profº José Hermógenes&lt;/a&gt;, o maior yogue brasileiro, autor de 19 obras reconhecidas internacionalmente e considerado um dos grandes mestres Hatha do mundo: &lt;em&gt;"Se eu fosse uma planta, gostaria de viver num meio favorável que me fizesse crescer. Mas como ser humano, prefiro um meio adverso que me desafie a crescer”.&lt;/em&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabala é um sistema que se propõe como uma ferramenta útil para a compreensão da essência da própria Vida. O seu nono princípio essencial nos lembra a maneira como aprendemos tudo aquilo que precisamos, desde a mais tenra infância: caindo aprendemos a nos levantar, tropeçando aprendemos a evitar as pedras, queimando-nos aprendemos a respeitar o fogo, e, avançando um pouco mais nessa linha de raciocínio, ficando doentes é que nossos corpos aprendem a criar anticorpos e se tornam fortes. &lt;i&gt;No Pain, No Gain&lt;/i&gt;, e o que não me mata me faz mais forte: aí está o nono princípio refletido na sabedoria popular ancestral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um atleta treina e desenvolve o seu físico, tornando-se mais forte, mais rápido e mais resistente? Ficando sentado o dia inteiro no sofá, assistindo TV e tomando um suco, pensando no quanto a vida é maravilhosa? Não! Ficamos mais fortes e nos tornamos mais e mais competentes quanto mais nos impomos obstáculos e aprendemos a superá-los. E quanto maiores eles forem, maiores serão nossos progressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que nesse contexto existe a necessidade da proporcionalidade. Não convém tentarmos carregar um peso maior do que possamos suportar e nós não poderíamos esperar de alguém que nunca subiu um pequeno monte que se aventurasse a escalar o Everest. Sobre isso falou Paulo apóstolo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;“Não vieram sobre vocês dificuldades, senão humanas; mas fiel é Deus, que não nos dará dificuldades maiores do que podemos suportar. Antes, com as dificuldades dará também a possibilidade de superação, para que possamos suportar."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; - I Coríntios 10 : 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp; &amp;amp;&amp;amp;&amp;amp; &amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo a Cabala, obstáculos são bênçãos, oportunidades para nos conectarmos com a Luz; devemos dar graças por eles, e jamais maldizê-los. Uma linha de pensamento plenamente compartilhada pelo anônimo autor deste antológico poema que se tornou ecumênico: &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;“Eu pedi forças... E Deus me deu dificuldades para me fortalecer.&lt;br /&gt;Eu pedi sabedoria... E Deus me deu problemas para resolver.&lt;br /&gt;Eu pedi prosperidade... E Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar.&lt;br /&gt;Eu pedi coragem... &lt;b&gt;E Deus me deu obstáculos para superar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu pedi amor... E Deus me deu pessoas com problemas para ajudar.&lt;br /&gt;Eu pedi favores... E Deus me deu oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre recebo o que peço... Mas Deus me dá sempre o que eu preciso!” &lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sabedoria parece transparecer dessas palavras. Sabedoria que é judaica, cabalista, budista, cristã... e ao mesmo tempo não é de propriedade de nenhuma tradição humana, porque é dádiva de Deus à humanidade, antes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-5713281838564645833?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/5713281838564645833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/5713281838564645833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-9.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #9'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/SANp9qXdPGI/AAAAAAAABzQ/yjRgu_CdF9Q/s72-c/Nopain_nogain.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-5852223507061064976</id><published>2008-06-17T16:13:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:26.105-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #8</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;b&gt;Nesta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; postagem abordaremos o próximo princípio essencial da Cabala, o oitavo, que pode ser entendido como uma espécie de confirmação ou uma validação do sétimo e do quarto princípios. Este oitavo princípio afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O comportamento reativo cria faíscas intensas de luz, mas deixa em seu rastro, por fim, a escuridão. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que significa isso? Apenas aquilo que todos nós muito provavelmente já tivemos a oportunidade de confirmar pelo menos uma vez em nossas vidas: que quando damos vazão ao ímpeto de algum instinto baixo que nos toma de assalto, como a raiva, a sede de vingança, a inveja ou a luxúria, o resultado é que num primeiro momento até nos sentimos gratificados, como se estivéssemos "fazendo a coisa certa". Mas se ouvimos a nossa consciência, logo em seguida sentiremos um grande vazio, uma sensação de escuridão. Abaixo, dois exemplos de casos reais extraídos da revista de psicologia &lt;em&gt;“Catharsis”&lt;/em&gt;, que ilustram à perfeição o significado deste oitavo princípio (os grifos são meus):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_pYyxXZYcI/AAAAAAAAByo/TG1p3mJ2HYU/s1600-h/Luz_trevas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186555550138720706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_pYyxXZYcI/AAAAAAAAByo/TG1p3mJ2HYU/s400/Luz_trevas.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Exemplo 1:&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;“Entrou uma nova estagiária no escritório, uma loura estonteante. Ela é sensual e provocante, e o pior de tudo é que começou a me ‘dar bola’. Todos os meus amigos estão percebendo isso, e eu, que tenho sangue nas veias, comecei a me sentir tentado. Mesmo sendo casado e apaixonado pela minha esposa, mesmo ela me completando em tudo, eu sinto muita atração física pela nova estagiária. É só atração física e nada mais, mas é muito forte. Numa sexta feira os colegas do escritório marcaram um chope para depois do trabalho. A loura também estava nessa, e ela pessoalmente veio me convidar para ir também; eu &lt;b&gt;não resisti&lt;/b&gt; e topei. Eu dizia para mim mesmo que nada aconteceria, que seria apenas um bate-papo inocente... Mas eu sabia muito bem que algo de errado poderia acontecer. E aconteceu (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos no bar, eu e a loura nos sentamos lado a lado; logo começamos a conversar, nos identificamos bastante, as nossas idéias eram parecidas e ficou claro que a atração física era recíproca. Bebemos talvez mais chopes do que o ideal. Num certo momento, ela pediu uma caipirinha e nós bebemos juntos. Eu comecei a me sentir muito leve e relaxado, era um momento muito gostoso... Resolvi pedir mais outra caipirinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa leva a outra, e o resultado foi que, depois da &lt;em&gt;happy hour&lt;/em&gt;, eu e a estagiária acabamos num motel... Cheguei em casa de madrugada, já arrependido. Eu tinha desligado o celular e minha esposa me esperava acordada e com os olhos inchados de chorar, ela estava muito preocupada (...). Eu dei uma desculpa e fomos dormir brigados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou sentindo muito remorso. Na hora em que tudo acontecia, entre eu e a estagiária, de vez em quando a imagem da minha esposa me vinha à mente, mas eu a afastava sempre, porque estava indo tudo tão bem para mim... E naquele momento alguma coisa me dizia que eu merecia me divertir um pouco. Embora eu estivesse consciente o tempo todo que a minha esposa confiava em mim e que ela não merecia aquilo, na hora eu achei que seria preferível me arrepender de algo que eu fiz do que de algo que não fiz&lt;span style="color:#666666;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está feito está feito eu não consigo fugir da minha culpa. Depois fiquei me sentindo muito mal por isso, sentindo um grande vazio dentro de mim, como se eu tivesse matado algo muito bonito que existia entre mim e minha esposa. Depois daquela noite eu chegava em casa toda noite e olhava para o rosto dela, que sempre tinha sido tão maravilhosa comigo, e me sentia culpado. O pior é que depois desse dia ela começou a se sentir deprimida sem nenhuma razão. Antes ela me esperava sempre com um grande sorriso no rosto, às vezes com um jantar especial ou alguma surpresa para me fazer quando eu chegasse em casa, algum pequeno presente ou coisa assim. E depois do que aconteceu ela estava sempre triste e falava pouco... É como se estivesse intuindo alguma coisa... O pior é que a tal estagiária gostosa têm se demonstrado disposta a repetir a dose daquela noite. Mas eu não tenho vocação pra canalha e disse a ela que era casado... Ela não sabia disso da primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, acabei contando tudo também à minha esposa, porque o peso na consciência estava me matando. Agora estamos separados e eu me encontro numa depressão profunda...” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse primeiro exemplo, gostaria de comentar um trechinho que achei muito interessante: &lt;em&gt;"Achei que seria preferível me arrepender de algo que eu fiz do que de algo que eu não fiz".&lt;/em&gt; - Ô frasezinha feita maldita, essa! Quantas burradas são cometidas em nome dela... Uma amiga minha acabou grávida e depois se submetendo a um aborto por pensar assim! No processo todo, ela perdeu o cara que amava (a frase foi usada para justificar uma traição ao marido, igualzinho ao exemplo acima), perdeu um bom emprego e a confiança da sua família. E tudo começou com essa maldita frase feita. Eu estava lá, pessoalmente, no dia em que tudo começou e sou testemunha: ela mesma me falou essa frase, textualmente: &lt;em&gt;"Prefiro me arrepender do que eu fiz do que pelo que não fiz"&lt;/em&gt;... Bem, ela sem dúvida se arrependeu por ter feito, e isso literalmente acabou com a vida dela, que até hoje sofre com uma depressão que os remédios não curam. Já tentei ajudá-la de diversas maneiras, mas ela nunca mais foi a mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Exemplo 2:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Meu filho de 15 anos arranjou uma briga na escola. Chegou em casa com o rosto machucado, lábios inchados e um corte no queixo. Quando ele me disse quem tinha feito aquilo, fiquei louco de ódio, porque eu conheço o garoto, que mora no mesmo bairro que nós, e ele é bem maior do que meu filho. Na mesma hora fui até a sua casa e o chamei, aos berros. Logo que o garoto saiu no portão, eu pulei em cima dele, joguei-o no chão e lhe dei uma bela surra. Só quando a mãe dele apareceu na porta e começou a gritar foi que eu saí de cima. Eu sou um cara bem grande (...) e deixei um menino de 16 anos lá, jogado no chão, sangrando e chorando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei em casa já estava profundamente arrependido, e foi só então que me dei conta que o garoto era na verdade do mesmo tamanho do meu filho. E que ele também já estava com um olho roxo quando eu cheguei lá. Ou seja, o que aconteceu entre os dois meninos foi uma luta justa entre dois adolescentes, que haviam se acertado e na hora que eu resolvi intervir, na verdade já estava tudo bem entre eles. O meu filho até tentou me explicar isso, mas eu quis bancar o pai protetor, e talvez também me afirmar como macho, e fiz algo terrível. Naquela mesma noite a polícia veio até a minha casa e eu fui conduzido até o distrito policial para prestar depoimento... O garoto estava lá, ao lado dos pais dele, e só então eu percebi o quanto o havia machucado. Seu rosto estava praticamente desfigurado. Seu pai, que era meu conhecido, me olhava com uma expressão de pasmo, como quem diz: &lt;em&gt;‘O que deu em você?’&lt;/em&gt;(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento eu vi o meu próprio filho nos olhos daquele garoto arrebentado, e um remorso enorme tomou conta de mim. Senti vontade de abraçar o menino que eu havia surrado, de lhe pedir perdão e recompensá-lo de algum modo. Lágrimas brotaram nos meus olhos, e o delegado nesse momento me disse: &lt;em&gt;‘Todo machão igual a você chora quando chega na minha frente. Você não passa de um covarde!’&lt;/em&gt; – O pior é que, naquele momento, eu percebi que ele tinha toda razão. Eu tinha me comportado como um covarde completo, e agora era tarde para desfazer a minha estupidez. Teria que pagar pelo que fiz, mas nada era pior do que o peso da culpa...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida nenhuma de que poderíamos citar milhares de outros exemplos muito parecidos com esses dois, mas acho que já é o suficiente para ilustrar a validade do oitavo princípio essencial da Cabala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido infiel sentia uma grande atração pela "loura fatal". Ela correspondeu ao interesse. Ambos fizeram a ocasião acontecer e ele entrou de cara no que a Cabala chama de “comportamento reativo”. Quando se atirou nos braços da bela loura e saciou os seus desejos até o fim, naquele momento tudo foi muito bom para o rapaz. - Foi empolgante, foi incrível! - Tanto que, mesmo pensando na esposa ele seguiu em frente! Isso é exatamente o que o oitavo princípio chama de uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“faísca intensa de luz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: A sensação de que estamos fazendo o que é certo, ou de que estamos vivendo uma experiência pura e maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente a mesma coisa acontece no segundo exemplo. Quem de nós nunca foi dominado por uma raiva irracional e, ainda que por poucos instantes, desejou encher aquele chefe idiota de pancada? Quando o pai do rapaz agrediu o colega do seu filho, por um segundo ele deve ter sentido um grande prazer, uma sensação de alívio. Na sua mente, naquele momento distorcida pelo ódio, ele estava fazendo justiça, estava "vingando o coitadinho" do seu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o princípio número oito está nos dizendo é exatamente isto: que quando você pára de &lt;strong&gt;resistir&lt;/strong&gt; às tentações desta vida, e resolve &lt;strong&gt;reagir&lt;/strong&gt; a elas, isto é, ceder aos seus instintos, por um momento tudo parece lhe dizer que você está fazendo o certo! Parece haver luz! Mas o que fica depois, é, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"por fim, a escuridão"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Pode demorar mais ou menos, mas a consequência é sempre a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para me manter em harmonia com a minha consciência, eu não poderia deixar de lembrar a todos os buscadores que isto é exatamente o contrário do que ensinam os &lt;em&gt;“mestres”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“gurus”&lt;/em&gt; da nova: praticamente todos eles dizem que você deve se entregar, que você não deve resistir; que se você tem algum desejo, deve se entregar sem se reprimir. E que assim, naturalmente, no tempo devido tudo se resolverá por si mesmo. Ocorre que, nessa levada, milhares de vidas foram e continuam sendo perdidas, vidas de jovens que se entregam aos mais diversos tipos de vício e nunca mais conseguem se libertar. &lt;strong&gt;Nada se resolve quando nos entregamos ao comportamento reativo&lt;/strong&gt;, porque não é isso o que acontece quando largamos mão e abandonamos o bom Caminho. A Verdade nos ensina o oposto disso. Quando deixamos de "resistir", nos tornamos como que barcos à deriva, e embora seja romântico imaginar que seremos levados, sem nenhum esforço de nossa parte, a um porto seguro, o que sempre acontece na prática é que as ondas da vida nos atiram às rochas e nos arrebentamos! - É justamente por isso que viemos a este mundo dotados de um "leme" (que é a nossa consciência) e de um "motor de popa" (que é o nosso poder de escolha, nosso livre arbítrio). Observação: ainda que você acredite em reencarnação e ache que, mesmo que botar tudo a perder nesta vida vai poder recomeçar tudo na próxima... Ainda assim, não se esqueça que a idéia é evolução, e ninguém "evolui" jogando sua vida fora. De qualquer jeito é preciso esforço. Nenhuma hipótese, absolutamente nenhuma, justifica o comportamento reativo. As religiões confirmam esta afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo isso, para compreender este princípio é preciso ter em mente que "Religião" (re-ligare) significa &lt;em&gt;"Religação com o Divino"&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;re-ligação&lt;/strong&gt;, isto é, voltar a ligar (unir) o que estava desligado (separado). Sem esta base primordial não há religião. E é exatamente por isso que não existe religião sem Deus: o "religar" remete à religação com Deus, o retorno à Fonte. Se o termo "Deus" não parece bom, você pode chamar de "Ser", "Infinito", "Radiante", "Fonte", "Criador", "Eterno", "Pai", "Energia Cósmica"... Mas o sentido será o mesmo, e o fato permanece: se não há Deus, podemos estar falando de filosofia, de psicologia ou alguma outra coisa. Pode ser algo bom, sim, mas não é religião. Assim, todas as religiões autênticas concordam neste oitavo princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentàrios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-5852223507061064976?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/5852223507061064976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/5852223507061064976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-8.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #8'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_pYyxXZYcI/AAAAAAAAByo/TG1p3mJ2HYU/s72-c/Luz_trevas.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-3194416878417080807</id><published>2008-06-13T14:55:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:26.430-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #7</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresentando agora o sétimo princípio essencial da Cabala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;"Resistir aos nossos impulsos reativos cria Luz permanente."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_O3sxXZYZI/AAAAAAAAByQ/CPwNShYrOQs/s1600-h/samurai_3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184689575827169682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_O3sxXZYZI/AAAAAAAAByQ/CPwNShYrOQs/s400/samurai_3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Ao&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; meu ver, este é o tipo de princípio espiritualista que funciona na prática, que traz em si um imenso potencial, porque se posto em prática pode se revelar útil a todos, aos que têm e também aos que não têm fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de as desarmonias próximas afetarem a nossa vida doméstica, a desarmonia e as violências mundiais também acabam afetando o Todo, e assim refletindo-se em nossas vidas individuais. A muitos místicos, o Todo parece estar doente, muito doente. A Terra, com a sua fauna e a sua flora e com todos os seus habitantes, está doente, e no mais profundo de nossas consciências nós todos sabemos o por quê. A Mãe Terra adoece nas mesmas proporções em que perdemos os nossos valores éticos e morais e deixamos de observar as nossas ações. E assim praticamos ou admitimos que se pratiquem (o que em termos práticos é a mesma coisa) violências contra nossas florestas, nossos rios, lagos e mares, e contra diversas espécies animais e vegetais e também contra os grupos de seres humanos mais humildes, nações inteiras que se encontram ainda num estágio de desenvolvimento longe do ideal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a desarmonia e a violência, em nível mundial, fazem adoecer a Mãe Terra, será que a nossa desarmonia particular igualmente nos adoece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém perde a paciência, grita e esbraveja, é comum alguém dizer: &lt;i&gt;“Acalme-se, senão você acaba doente!”&lt;/i&gt;. Nós todos já dissemos ou ouvimos algo parecido com isso alguma vez na vida. - Este é um exemplo de expressões que demonstram o nosso entendimento instintivo de que há conexões profundas entre o nosso estado mental e o estado de nossos corpos físicos. Afinal, cabeça e corpo fazem parte de um todo que é influenciado principalmente por nossas emoções, isto já comprovado e demonstrado clinicamente. E as nossas emoções negativas, especialmente a raiva, a frustração, o ódio e todas as respostas reativas do nosso ego, são capazes de causar desequilíbrios que podem provocar doenças em nossos corpos e principalmente em nossa psique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva, ou seja, a ação manifestada de nossas fúrias interiores, age como uma descarga energética excessiva e pode se manifestar de várias maneiras: pode ser verbal e pode resultar em agressões e violência direta. Ou podemos tentar "esfriar" a raiva, mantendo-a no baú do inconsciente, esperando um momento adequado para manifestá-la. Muitos fazem isso repetidamente, de maneira fria, calculada e mordaz. Existem dor e frustração envolvidas nesta raiva contida, que acabará por causar doenças de manifestação lenta e interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “esfriamento” da raiva provoca ressentimento. Pessoas que agem assim procurarão analisar de maneira lógica as razões da raiva, achando que, com uma análise fria e racional poderão esconjurar a sua reação animal e instintiva. Mas o esfriamento excessivo pode acabar explodindo num sentido oposto, ou seja, virar ódio e se tornar incontrolável e mais destrutivo do que nunca quando for finalmente manifestado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo também pode querer negar, num primeiro momento, a sensação de frustração e raiva que sente por dentro. Tudo fica bem guardado no subconsciente, e vai se afundando nas profundezas da psique. A pessoa torna-se acabrunhada e depressiva. Mas a raiva vai e volta, como as ondas do mar, e poderá vir à tona como um furacão para destruir tudo o que encontrar pelo caminho, dentro e fora do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante nesse caso é entender que somos nós mesmos os responsáveis por "disparar o gatilho" que dá origem à raiva: quando agimos de forma egocêntrica, ou seja, comandados pelo ego (que é influenciado entre outras coisas pelo meio social em que vivemos), estamos apertando o gatilho. Nosso ego representa em parte o aspecto físico e em parte o aspecto psicológico de nossa personalidade. Ele se conecta diretamente com nossos instintos animais, expressando as necessidades e instintos de sobrevivência do nosso corpo físico. Formamos o nosso ego logo na primeira parte da nossa vida, influenciados pelo ambiente em que formos criados. Os pais, (principalmente a mãe), a família, o ambiente doméstico e posteriormente o ambiente social, - a sociedade na qual formamos nossas primeiras noções sociais, - todos são formadores do ego, a nossa auto-imagem. Estamos sempre sob essa influência, nossas vidas inteiras, e ela acabará norteando muitas das nossas escolhas. Somente quando conseguirmos descobrir e desenvolver toda a potencialidade da nossa essência real, dando ouvidos ao que muitos místicos chamaram de “Eu Interior”, é que poderemos fugir dessa influência negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cabalistas preconizam que, quando pudermos tomar as rédeas de nossas vidas, escolhendo nossas ações de forma consciente, poderemos escolher puxar ou não o gatilho daquela arma mortal desencadeadora de tantos males físicos e espirituais. Se despejarmos a nossa raiva nos outros somente porque não podemos admitir nossos erros, se precisarmos de um “bode expiatório” para ser objeto da nossa ira e da nossa frustração, então estaremos espalhando negatividade ao nosso redor e influenciando negativamente nosso “campo energético” - o que significa contribuir para a piora do estado geral do Todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é fundamental compreender que o fato de "explodirmos" ou nos contermos, exteriorizar ou interiorizar a nossa raiva &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; irá modificar a nossa essência interior primordial, que continuará negativa. Mesmo a negação pode ser uma arma do medo e abrir certos mecanismos de defesa psíquicos/orgânicos bastante perigosos. A contrapartida é que &lt;strong&gt;despejar a raiva em outra pessoa também não recompõe o nosso equilibro&lt;/strong&gt;, como muitos parecem acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Cabala, para vivermos de forma harmoniosa é necessário estarmos sempre &lt;b&gt;atentos&lt;/b&gt; às nossas “formas-pensamento”. Se conseguirmos transmutar o negativo em positivo, dentro de nós mesmos, estaremos no real caminho da autocura. O sentido é: o auto controle que vai nos permitir passarmos de uma condição puramente reativa (na qual apenas reagimos aos acontecimentos) para a liberdade da condição humana proativa (onde somos nós que decidimos as nossas ações – fazemos as nossas escolhas independente de fatores externos) vai depender principalmente da forma como conseguirmos &lt;b&gt;resistir&lt;/b&gt; aos nossos impulsos egocêntricos e reativos, para "desengatilhar" essas armas mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito interessante se nos lembrássemos disso a cada vez que estivéssemos a um passo de perdermos a paciência com o nosso próximo. Fazendo desse exercício um ato de Amor universal, ajudaremos também a curar o TODO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_O3lhXZYYI/AAAAAAAAByI/fshaeXRwzII/s1600-h/Samurai_sword.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184689451273118082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_O3lhXZYYI/AAAAAAAAByI/fshaeXRwzII/s400/Samurai_sword.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Resumo: resistir aos nossos impulsos reativos com cada vez mais freqüência fatalmente vai nos conduzir a um novo patamar de consciência. A dedicação firme e constante a essa prática, diariamente, leva a uma evolução gradual e constante em direção à proatividade. Reatividade ou proatividade tem muito a ver com hábito. Alguém que costuma gritar (reação) toda vez que é contrariado, vai continuar gritando sempre, até que decida que gritar não é uma atitude muito madura. Se ele começar a se esforçar em contra-argumentar ao invés de gritar, e se a cada nova situação de contrariedade ele se lembrar disso, aos poucos o antigo hábito de gritar será substituído pelo novo hábito de contra-argumentar. Isto é proatividade - a diferença entre apenas &lt;strong&gt;reagir&lt;/strong&gt; a acontecimentos que fogem do nosso controle e &lt;strong&gt;agir&lt;/strong&gt; segundo uma escolha pessoal, determinada pela opção por algo que se escolheu como adequado e bom. Não é engolir a raiva. Não se trata de se reprimir, mas sim de saber observar-se e não sair do seu nível vibracional normal (de serenidade, por exemplo) por conta de circunstâncias externas. O clássico conto zen-budista do lendário espadachim idoso é um exemplo perfeito de comportamento proativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Perto de Edo (antigo nome da cidade de Tóquio) vivia um grande samurai, já idoso, que amava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário com a espada. Certa tarde, um jovem guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de grande habilidade para contra-atacar em qualquer pequena brecha da investida do oponente, agia com velocidade fulminante. Esta sua técnica nunca havia falhado até então, tornando-o um espadachim imbatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este impaciente guerreiro, conhecendo a reputação do velho samurai, procurou-o para derrotá-lo, e aumentar assim a sua fama de ronim (guerreiro errante) invencível. Todos os estudantes do velho samurai manifestaram-se contra a idéia, mas o honrado sensei aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e logo que os dois se puseram frente a frente, o jovem espadachim rapidamente começou a insultar o ancião. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seus trajes, gritou-lhe todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais. Durante horas fez de tudo para provocá-lo, mas o velho samurai permaneceu impassível. E assim continuaram por toda a tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do dia e com o sol já se pondo, o impetuoso guerreiro retirou-se, sentindo-se exausto e humilhado. Mas alguns alunos, desapontados pelo fato de o seu mestre ter aceito tantos insultos e provocações, perguntaram: &lt;i&gt;"Como o senhor pôde suportar tanta indignidade ? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar covardia diante de todos nós?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o velho espadachim perguntou a eles: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;"Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - "A quem tentou entregá-lo"&lt;/i&gt; - responderam eles. &lt;i&gt;"O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos&lt;/i&gt; - concluiu o ancião - &lt;i&gt;"Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a abordagem que eu tenha escolhido neste post tenha sido pragmática, sem dúvida alguma existiriam infinitas outras maneiras de abordar a importância deste princípio e o significado de se criar Luz permanente em nossas vidas, inclusive sob uma perspectiva mais mística. No entanto, sabemos que o nosso comportamento objetivo e a nossa via concreta de conduta, incluindo o nosso modo de pensar e a nossa postura mental, a longo prazo se tornam a própria “imagem” do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não reaja. Resista e crie Luz! &lt;/strong&gt;Eis o sentido final do sétimo princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sobre reatividade e proatividade eu falei anteriormente &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/02/princpio-essencial-da-kabbalah-4.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;Rabino Yehuda Berg;&lt;br /&gt;Profª Graziella Marraccini.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-3194416878417080807?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3194416878417080807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3194416878417080807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-7.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #7'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R_O3sxXZYZI/AAAAAAAAByQ/CPwNShYrOQs/s72-c/samurai_3.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-1165918740572291825</id><published>2008-06-13T14:49:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:27.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalh #6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Nunca coloque a culpa do que lhe acontece em outra pessoa ou em eventos externos."&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Este&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; é básico. É um daqueles princípios essenciais tão essenciais que poderíamos ter a impressão de que todo mundo já o conhece, que todos já sabem disso. E talvez até muita gente já saiba, mesmo. Mas tem sempre aquela história da &lt;b&gt;enorme&lt;/b&gt; diferença que existe entre o “saber” intelectual e a profunda e real &lt;b&gt;compreensão&lt;/b&gt; a respeito de qualquer assunto... E essa realidade é ainda mais inevitável quando se tratam das questões espirituais. Exemplo: todo mundo até “sabe” que é preciso amar o próximo. Mas &lt;b&gt;entender&lt;/b&gt; a necessidade do Amor e querer aprender a amar verdadeiramente, bem, isso não é assim tão comum, certo? Todo mundo também até “sabe” que deste mundo não levaremos nada, que o dinheiro não compra nossa saúde, e que por isso deveríamos nos cuidar melhor e dar valor às coisas simples da vida. No entanto, na prática, o que vemos é o ser humano cada vez mais escravo do dinheiro num mundo dominado pelo capitalismo selvagem e mais pessoas adoecendo por conta de preocupações exageradas com luxos materiais desnecessários. Por que isso acontece? Porque “saber” alguma coisa apenas no intelecto é diferente de saber integralmente, saber de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu resolvi que a abordagem do princípio de hoje será diferente. Até porque este sexto princípio da Cabala é um dos mais polêmicos que vamos estudar nessa série. - O assunto envolve toda uma gama de questões bem mais profundas do que possamos enxergar à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9_mw_n4ykI/AAAAAAAABwE/MWH49he1lVs/s1600-h/Huricane.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179111825886202434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9_mw_n4ykI/AAAAAAAABwE/MWH49he1lVs/s400/Huricane.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Nunca coloque a culpa do que lhe acontece em outra pessoa ou em eventos externos"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;... - Provavelmente todos concordariam que somos responsáveis pela maioria das coisas que nos acontecem. Isto é, se eu me atiro da janela do nono andar, é quase certo que vou me estatelar no piso lá embaixo. E se eu enfio o meu dedo na tomada... Mas, até que ponto nós somos &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; responsáveis por &lt;b&gt;tudo&lt;/b&gt; aquilo que nos acontece? Onde começa a influência do ambiente e das pessoas/circunstâncias que nos cercam sobre o que somos e fazemos, e assim, direta ou indiretamente, sobre o que nos acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Visualização reflexiva:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Uma mulher sai de casa para o trabalho. No caminho, o pneu do seu carro fura. Ela então tem que descer do automóvel, para trocar o pneu ou tentar pedir ajuda. Acontece que o pneu furou quando ela passava por uma área pouco movimentada e perigosa, e assim, acabou sendo assaltada. A mulher foi culpada pelo que aconteceu? Ou ela foi uma vítima? Segundo o princípio que estamos estudando, tudo o que nos acontece e de nossa responsabilidade, foi causado por nós mesmos. Então poderíamos especular muitas questões a respeito desse exemplo hipotético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1)&lt;/b&gt; Por que os pneus do carro furaram? Estavam gastos? Bem, então ela deveria ter sido mais atenta; se tivesse tomado mais cuidado, isso não teria acontecido. = &lt;em&gt;Nesse caso, a responsabilidade pelo infortúnio foi da mulher&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2) &lt;/b&gt;Mas suponhamos que o pneu tenha furado por ela ter passado em cima de um prego jogado na pista, o que teria sido impossível à mulher ver ou prever. Assim ela não teria como evitar o que aconteceu. = &lt;em&gt;Então ela não foi culpada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3) &lt;/b&gt;Indo um pouco mais fundo no nosso exercício de reflexão, ainda poderíamos argumentar que se ela tivesse tomado um caminho mais seguro para o trabalho, ainda que mais longo, ao invés de ficar passando numa área erma, o assalto não teria acontecido, ainda que o pneu tivesse furado. = &lt;em&gt;Culpa da mulher&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4) &lt;/b&gt;Por outro lado, assaltos acontecem em qualquer lugar, hoje em dia, muitas vezes até mesmo diante de delegacias de polícia, o que implica dizer que, ter feito outro caminho não necessariamente significaria segurança. = &lt;em&gt;Culpa da mulher ou das circunstâncias?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicar essas duas linhas de raciocínio opostas, assim nesse caso como em infinitas outras possibilidades, poderia nos levar muito longe, e para cabeças diferentes, haveriam sem dúvida sentenças diferentes. Por isso mesmo, vou apelar para um outro exemplo mais radical:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;Visualização reflexiva 2&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt; Manhã de 31 de outubro de 1996. O Sr. Roberto, um pacato morador do bairro do Jabaquara, em São Paulo, cuida tranqüilamente das flores do jardim da sua casa, quando, simplesmente, um enorme avião de passageiros “Fokker 100” da companhia aérea TAM, cai a poucos metros da sua residência, matando instantaneamente três dos seus vizinhos, além dos 96 passageiros. &lt;a href="http://www.desastresaereos.net/acidente_TAM_eueatragedia_01.htm" target="_blank"&gt;O terrível acidente&lt;/a&gt; ocorreu devido a um problema no reverso da turbina, e a gigantesca aeronave caiu em cima das casas do bairro logo após decolar. Sr. Roberto foi atingido por estilhaços em chamas que arremessaram seu corpo a muitos metros de distância. Ele sofreu fratura exposta no tornozelo esquerdo, além de escoriações por todo o corpo. Passou quatorze dias hospitalizado e saiu com seqüelas que até hoje impedem que ele caminhe com a mesma desenvoltura de antes, sem contar o grave trauma psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a culpa do Sr. Roberto por ter sido atingido por um avião que caiu do céu sem nenhum “aviso prévio”?? Ele poderia ter adivinhado o acidente antes que acontecesse? Que medidas de precaução ele poderia ter tomado para que não precisasse ter que passar por todo esse infortúnio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas são suas. Até que ponto o sexto princípio essencial da Cabala é válido? Até que ponto pode ser contestado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito a ser dito sobre este assunto, sem nenhuma dúvida, muitas perguntas a serem feitas e respostas a serem encontradas. Mas são perguntas que só você, leitor, pode fazer, e respostas que só você pode encontrar. Eu tenho as minhas próprias, que por hora prefiro não publicar, por entender que ser tratam de especulações iguais a quaisquer outras. Se você quiser compartilhar as suas próprias especulações comigo, esteja à vontade. Quem sabe assim possamos aprender coisas novas juntos, eu e você? A sua partilha será bem vinda. Este é o máximo que eu posso fazer para explicar o sexto princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-1165918740572291825?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1165918740572291825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1165918740572291825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalh-6.html' title='Princípio essencial da Kabbalh #6'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9_mw_n4ykI/AAAAAAAABwE/MWH49he1lVs/s72-c/Huricane.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-487614640409795419</id><published>2008-06-13T14:40:00.002-03:00</published><updated>2010-10-20T10:41:10.482-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalh #5</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9V5EPn4yhI/AAAAAAAABvk/QvIlo324i_s/s1600-h/Eagle_2.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176176460552522258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9V5EPn4yhI/AAAAAAAABvk/QvIlo324i_s/s400/Eagle_2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"No momento de nossa transformação fazemos contato com o Âmbito dos 99%."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Apresentando&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; mais um princípio essencial da Cabala. - O quinto, de um conjunto de 14 aforismos sobre os quais se baseia a tradição mística rabínica. - O que significa este princípio? Bem, antes de qualquer coisa, é preciso já ter entendido o seu &lt;b&gt;segundo princípio essencial&lt;/b&gt;, que afirma que a Existência está dividida em duas realidades básicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; O nosso mundo, que na tradição cabalista representa o chamado "Mundo de 1% de Escuridão",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; O Mundo, Reino ou Âmbito de 99%, constituído de Luz, o chamado Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não conhece este segundo princípio, leia a explanação &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/01/princpio-essencial-da-kabbalah-2.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de modo bastante resumido, para compreender o teor deste quinto princípio essencial importa saber que a Cabala considera a realidade que habitamos (que chama de ‘Mundo do 1%’) como um “mundo”, “reino” ou realidade ilusória e temporária, a qual temos que enfrentar e superar, antes que possamos atingir o nosso desafio maior: o de nos fazermos, em algum nível, dignos do Reino de Deus, - de verdadeira, perfeita e perene Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, realmente não é difícil compreender o que quer dizer o quinto princípio em si. Ele afirma que, no momento da nossa Transformação, isto é, a partir do instante em que passa a ocorrer dentro de nós uma real mudança de paradigmas, - o momento do início de uma verdadeira conversão a um novo estilo de vida, do materialista-mundano-limitado para o espiritual-sublime-infinito - que é o momento da descoberta das Realidades Divinas, estamos entrando em contato com o Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante também é saber que o termo “entrar em contato”, dentro desse contexto, não significa necessariamente adquirir algum poder especial ou ter alguma visão supranatural maravilhosa/espetacular do Mundo Divino. Não significa nem mesmo que a partir daquele momento você vai atingir a Paz perfeita e passar a se manter nela para sempre, deixando de sofrer com as dificuldades e provações inerentes a este nosso mundo e à vida humana. Significa, isto sim, que você avançou um passo muito grande e importante em direção à compreensão definitiva da Verdade. Que você atingiu um ponto magno e primordial na sua busca espiritual; um ponto do qual não haverá mais volta, porque agora que você viu e compreendeu a verdadeira natureza da Vida, se tornará impossível fechar os olhos e simplesmente esquecer ou ignorar o que viu. Você foi tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda haverá, sim (sempre há), a opção de negar. Mas, de qualquer maneira, agora você &lt;strong&gt;saberá&lt;/strong&gt; o que está negando. Você sempre saberá, em algum nível muito profundo, que você está negando a Verdade, recusando-a, deixando de assumi-la por medo, e não mais por ignorância, como antes. Você não terá mais a desculpa de não saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que, após o encontro com a Verdade, apenas os muito covardes pensarão em negá-la. Porque talvez esse encontro não seja agradável ou fácil, como muitos imaginam. Mas ainda assim, se você chegou até esse ponto, muito provavelmente você já está consciente de que esta é a única coisa que realmente importa. Que esta é a saída, esta é a porta, a resposta e a solução que você sempre buscou. Ainda que não seja uma escolha fácil, ainda que o Caminho não seja tão espaçoso, no fundo você sabe que vale à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando do momento em que conseguimos chegar mais perto de Deus, e conseqüentemente mais próximos de nós mesmos e também mais próximos da perfeita Liberdade tão almejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então porque, mesmo assim, é dito que essa Transformação não significa a final e definitiva superação dos nossos problemas, ver as nossas dificuldades e limitações humanas transcendidas? Por uma razão muito simples: &lt;strong&gt;as dificuldades, dores e limitações, que temos que enfrentar aqui, são parte essencial do nosso aprendizado. São elas, justamente, que nos levarão à esse estado de perfeição tão almejado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é negar a possibilidade do auto-aprimoramento humano. Auto-aprimoramento é uma arte. Aperfeiçoar-se dia a dia é como insistir em alguma coisa muito desejada, mesmo que pareça impossível. Conhece aquela historinha da rã que caiu num balde de leite, mas não desistiu da vida e continuou batendo as patinhas? Tanto insistiu, insistiu, que o leite virou manteiga, com o movimento de suas pernas (ou será creme de leite? ou coalhada?) e assim ela pôde sair. Uma coleguinha dela, que caiu no mesmo balde, desanimou, desistiu e se afogou... Para que possamos nos aprimorar, superando nossas falhas e chegando mais próximos do que consideramos ideal, é preciso seguir mais ou menos o mesmo raciocínio: se você tem um vício, uma fraqueza, algo que atrapalha muito, entravando o seu crescimento espiritual e fazendo com que não consiga ser aquilo que gostaria de ser, a preciosa dica é uma só: &lt;strong&gt;Persista e resista! Não já caminho fácil quando se trata de eliminar vícios, aprimorar o caráter ou atingir níveis espirituais mais elevados.&lt;/strong&gt; Este é um outro tema, que deverá ser abordado no estudo do sétimo princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, muito antes de nos tornarmos os grandes homens/mulheres que sonhamos ser, já naquele primeiro momento, quando &lt;strong&gt;escolhemos ser&lt;/strong&gt;, - aquele momento em que decidimos que queríamos encontrar Deus e a Verdade, o momento em que dissemos &lt;em&gt;"basta!"&lt;/em&gt; para uma vida oca e sem sentido... Neste precioso momento ocorreu uma Transformação interior no mais profundo do nosso ser. E neste precioso e mágico momento, em algum nível muito sutil e ainda incompreendido por nós, afirma a Cabala que fizemos contato com o que chama de Reino ou Âmbito dos 99% - o Reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-487614640409795419?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/487614640409795419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/487614640409795419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalh-5.html' title='Princípio essencial da Kabbalh #5'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R9V5EPn4yhI/AAAAAAAABvk/QvIlo324i_s/s72-c/Eagle_2.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-3623760392631741229</id><published>2008-06-13T14:38:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:27.708-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #4</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R7G4jYQEl_I/AAAAAAAABvA/hx7ftZ3PqMM/s1600-h/Phoenix.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166113165515462642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R7G4jYQEl_I/AAAAAAAABvA/hx7ftZ3PqMM/s400/Phoenix.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;"Fênix renasce das cinzas"&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresentando agora o quarto princípio essencial da Cabala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;“O Objetivo da Vida é a Transformação da Condição Espiritual do Ser Humano: de Reativo para Pró-ativo.”&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Mais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; um estudo cabalístico que traz em si um potencial altamente transformador. Este conceito traz possibilidades de mudança tão reais e palpáveis na vida de um indivíduo que, depois que foi descoberto, vem sendo (amplamente) utilizado por “coachings” empresariais, para ilustrar palestras em cursos de treinamento para líderes de diversas áreas, para motivar equipes de vendas e etc, etc... Uma rápida busca na rede e vai ser muito fácil você dar de cara com termos do tipo: &lt;i&gt;“Transformação de um vendedor reativo em proativo...”&lt;/i&gt;, &lt;em&gt;“...reativo para proativo – uma grande mudança na sua vida profissional”, “...de reativo para pró-ativo: obtenha mais sucesso nos seus negócios”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Algumas pessoas “se tocaram” que esse princípio poderia ser aplicado (com sucesso ou não, vai depender sempre de cada indivíduo), nas atividades e relações comerciais, e aproveitaram para desviar o foco: de espiritualidade para comércio. Sim, estou falando do lema clássico dos “grandes homens” deste nosso mundo: &lt;em&gt;“Busquem primeiro o dinheiro, e o Reino de Deus vos será dado por acréscimo”&lt;/em&gt;... Tem alguma coisa invertida aí... Bem, mas isso seria o tema de um outro assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as diversas novas religiões e seitas, aquela conhecida como “cientologia” também se apropriou deste princípio essencial, e traz como um de seus próprios princípios básicos a importância da transformação do indivíduo humano, de reativo para pró-ativo. - A sua obra-magna “Dianética” (de L. Ron Hubbard) é na verdade uma grande explanação sobre como poderíamos efetuar esta transformação em nossas vidas. - Por um caminho equivocado, a meu ver. No caso das ciências da mente, a terapia conhecida como “Análise Transacional” também se utiliza soberbamente dos conceitos de ativo e pró ativo para tratamento de pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer outra coisa, em nossos estudos, precisamos entender muito bem o que significa uma condição humana reativa e uma condição humana pró-ativa; obviamente um ponto fundamental para a compreensão deste quarto princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que representariam, para o estudante da Cabala, os termos “reativo” e “pró-ativo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano &lt;strong&gt;reativo&lt;/strong&gt; é aquele que apenas reage. Reage às situações da vida, às pessoas que o cercam, ao comportamento dos outros. O seu modo de conduta depende daquilo que lhe fazem ou do que lhe acontece. Se no trânsito alguém corta à sua frente, ele fica nervoso; xinga. Se um colega de trabalho age de forma desleal para com ele, procura responder e dar o troco na mesma moeda. Se o filho pequeno abusa da sua paciência, ele se irrita, perde a calma, manda um berro e talvez uma palmada... Estes são exemplos muito simples e o importante aqui é nos atermos não às reações destes personagens hipotéticos em si, mas sim no fato de terem sido movidos de suas disposições iniciais por fatores externos. Se o motorista xingou ou não no trânsito, isso é só um detalhe, o que realmente faz com que ele seja um reativo é o fato de ter se irritado por ter sido fechado. O mesmo vale para qualquer outro exemplo. Se você "se move" da sua posição inicial, se você se permite abandonar suas posturas, deixar de lado os princípios que abraçou, por conta de algo que lhe aconteceu, algum revés, decepção ou alguma ofensa sofrida, então você está &lt;strong&gt;reagindo&lt;/strong&gt; a uma situação. Esse caminho, além de levar à dor e ao sofrimento, pode trazer destruição e muitas derrotas. A meta do estudante da Cabala é não mais reagir, mas sim se tornar senhor dos seus sentimentos e adquirir poder sobre suas próprias ações. Se eu escolho ser calmo, por exemplo, não posso me desviar desta via de conduta por conta de fatores externos. Isso não quer dizer que tenhamos que permanecer impassíveis a tudo, sempre, mas sim que devemos tomar o comando de nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotar um comportamento &lt;strong&gt;pró-ativo&lt;/strong&gt; significa não reagir a eventos e situações externas, não permitir que eles influenciem nossos sentimentos e nos façam perder o controle. Ser pró-ativo, segundo a tradição cabalista, é agir como a Luz da criação. Eu sou proativo quando escolho, quando sou mais forte que meu corpo físico, mais forte que as minhas tendências mais baixas, - aquelas que se econtontram presentes em todo ser humano e nos fazem agir de um modo que depois provoca arrependimento. Agindo assim, estaremos criando uma nova realidade para nós mesmos. Mas.. Como colocar isso em prática?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que precisamos entender é que a negatividade está sempre dentro de nós mesmos e não na pessoa ou na situação que provoca nossas reações. Para colocar o conhecimento dessa realidade na prática, a Cabala propõe alguns exemplos e exercícios bastante práticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: pegue um pedaço de papel e divida-o em 3 colunas. Na primeira, escreva uma situação do seu dia a dia que o faz reagir negativamente, que o deixa frustrado ou bravo. Por exemplo: &lt;em&gt;“Quando eu chego em casa do trabalho, meus quatro filhos vêm ao mesmo tempo pedir ajuda com as lições de casa e ficam brigando entre si para ver quem será atendido”&lt;/em&gt;. Na segunda coluna, escreva qual é a sua reação emocional imediatamente após essa situação ter acontecido. Por exemplo: &lt;em&gt;“Eu fico muito irritado e às vezes perco o controle”&lt;/em&gt;. Na terceira coluna, escreva qual foi a sua resposta concreta, que atitude você tomou para lidar com essa situação. Por exemplo: &lt;em&gt;“Comecei a gritar com as crianças, mandei cada um para o seu quarto e não ajudei nenhuma delas”&lt;/em&gt;. Agora, tente analisar o que você escreveu. Escreva na coluna do meio o que acha que seria uma reação adequada e de acordo com aquilo que você considera certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora uma análise do exemplo dado: a pessoa do nosso exemplo obviamente não estava no controle da situação. Quem ou o que fez com que ela &lt;b&gt;reagisse&lt;/b&gt; negativamente? &lt;em&gt;"As crianças",&lt;/em&gt; seria a resposta óbvia. Mas não é a resposta certa, segundo a Cabala. O que a fez reagir foi a sua própria negatividade interna, seu oponente foi o seu desejo interno egoísta, de receber para si mesmo. As crianças na verdade poderiam ter sido a sua &lt;b&gt;oportunidade de transformação&lt;/b&gt;, criando essa situação para que a pessoa tivesse a chance de superar sua reatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o indivíduo não mudar sua postura, cenas como essa acontecerão de novo, de novo e de novo, infinitamente. Isso não provém da Luz, porque a Luz é renovadora. Somente quando alguém passa a agir proativamente, como a Luz, encontrando uma nova forma de lidar com situações e pessoas, &lt;b&gt;criando assim uma nova situação dentro desse mesmo quadro&lt;/b&gt;, estará agindo proativamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer isso? Muito simples, mas pode soar muito difícil: &lt;strong&gt;Não reaja!&lt;/strong&gt; Inicialmente, apenas pare. Faça uma “pausa interna”. Perceba o desafio e pare a reação emocional imediatamente. &lt;strong&gt;Crie a partir daí uma nova situação!&lt;/strong&gt; Se você conseguir simplesmente parar naquele minuto, sua luz interior poderá criar uma nova situação a partir desse mesmo quadro. Muitas pessoas podem estar pensando agora: &lt;em&gt;“É tudo muito bonito, mas como eu vou me lembrar de tudo isso e parar minha reação na hora ‘H’, naquele momento em que a emoção toma conta e tudo está em ebulição?”&lt;/em&gt;. Pense no seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém lhe oferecesse $ 1.000 a cada vez que você conseguisse parar a sua reação emocional e agir proativamente, o que você faria? Tenho certeza que não só você iria se lembrar disso a todo momento como também iria implorar por mais situações difíceis e desafios que te dessem a oportunidade de se transformar! É exatamente essa a idéia! Só que em vez de receber o dinheiro, a cada vez você recebe mais Luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um exercício constante. Da mesma maneira que para adquirir boa forma física você precisa se exercitar constantemente, para adquirir consciência espiritual você também precisa se exercitar. No caso dos exercícios físicos, no começo é sempre mais difícil, os músculos ficam doloridos e nos sentimos cansados, tendemos a desanimar. Mas, se persistirmos, com o decorrer do tempo isso passa a fazer parte da nossa rotina de vida, como escovar os dentes, e começamos a nos sentir melhores e mais dispostos, alcançando bem estar e muitos benefícios a longo prazo. Da mesma maneira se dá com o exercício de cultivar a consciência das nossas ações e reações intespetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exemplo citado acima, se aquela pessoa deixasse de se comportar reativamente (reagir), com certeza poderia criar uma nova situação e também as crianças iriam mudar sua forma de abordagem. O indivíduo estaria criando para si uma nova realidade. Este foi um exemplo muito simplificado, mas quantas situações surgem em nossas vidas, diariamente, como oportunidades para realizarmos essa transformação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra proposta de exercício prático: procure encontrar diariamente ao menos uma situação, em sua rotina, na qual você possa modificar seu comportamento de reativo para proativo, assumindo o controle da situação. Observe os resultados e tire suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema com o comportamento reativo é que ele dá a ilusão de um resultado imediato, dá a sensação de que resolvemos o problema imediatamente. Mas isso é apenas ilusão. Um exemplo de como isso funciona no dia-a-dia: imagine uma pessoa que está de dieta. Ela vem se esforçando em cuidar da alimentação e manter o programa que vem seguindo para atingir seu objetivo de perder peso. Agora ela se defronta com uma situação onde alguém gentilmente lhe oferece uma fatia de bolo de chocolate. Seu instinto reativo faz com que ela não resista e a convence de que pode comer um pedaço de bolo e reiniciar a dieta na próxima segunda-feira. Ela sucumbe e come o pedaço de bolo. Uma vez perdido o controle, não há problema em comer mais um pedaço... A pessoa se deleita com a sensação de prazer e satisfação que essas várias fatias de bolo lhe oferecem, dando-lhe uma gratificação imediata fútil. Depois de pouco tempo, o prazer passou, e a pessoa é tomada por sentimentos de culpa, remorso, frustração e raiva de si mesma. Se tivesse resistido, agido proativamente, satisfazendo seu desejo com uma fruta, por exemplo, no momento essa satisfação poderia não ser tão intensa, mas apenas alguns minutos depois, sentimentos de realização e de satisfação por ter mantido o autocontrole e a dieta iriam tomar conta dessa pessoa, permanecendo com ela até o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro exemplo, usado pelo rabino Yehuda Berg:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Imaginem um vendedor. Teoricamente, quanto mais vende, mais ele ganha. Imagine então que alguém entra em uma loja para comprar um determinado produto que o vendedor não tem. Mas ele tem um estoque enorme e precisa vender. Ele tem duas opções: se agir reativamente, vai fazer de tudo para “forçar” a venda, insistindo muito e dizendo ao cliente, por exemplo, que o produto que ele tem para oferecer é melhor. Mas se agir proativamente, ele até poderá falar ao cliente a respeito do produto de que dispõe, mas vai também indicar outra loja onde o cliente poderá encontrar o que deseja. Essa venda ele não fez, mas com certeza a Luz poderá providenciar que surjam muitos outros clientes para comprar exatamente aquilo que ele precisa vender. Neste caso, ele transcendeu a ilusão de que é um vendedor e precisa vender a qualquer custo. Pensou no outro, pensou em satisfazer a real necessidade do outro e a Luz irá satisfazer &lt;b&gt;a real necessidade&lt;/b&gt; do vendedor, que pode até ser em outra área que não vendas.” &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, são as situações diárias e corriqueiras que nos oferecem as grandes oportunidades de agirmos proativamente e crescermos espiritualmente. É para isso que esse conhecimento cabalístico é ensinado: para que você possa aplicá-lo &lt;b&gt;hoje&lt;/b&gt; e começar a mudar a sua vida &lt;b&gt;agora!&lt;/b&gt; “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;"Manias Estranhas" - exemplos objetivos da importância da conversão 'Reativo' &gt; 'Proativo'": &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artigo do Profº Dr. Roque Theophilo, Psicoterapeuta, Sociólogo e Pesquisador, do site &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.psicologia.org.br/" target="_blank"&gt;"Amigo Psicólogo"&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;A &lt;b&gt;Tricotilomania&lt;/b&gt; é uma anomalia na qual a sua vitima se compraz em arrancar continuamente os fios de cabelo. sendo mais freqüente os da cabeça. Podem. também ser os dos cílios, sobrancelhas e pelos pubianos. As causas principais que levam a pessoa a tal prática são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Impossibilidade de &lt;b&gt;resistir&lt;/b&gt; ao impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sensação de tensão, ansiedade antes de começar a arrancá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sensação de alívio da ansiedade , após arrancar os fios de cabelo.&lt;br /&gt;O ritual de arrancar os cabelos pode durar segundos, minutos e até mesmo o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;Tricofagia&lt;/b&gt; é a compulsão que levam as pessoas a engolirem os cabelos arrancados.Tal hábito pouco salutar causa o acúmulo de cabelos no estômago e freqüentemente exige cirurgia para a remoção do novelo de cabelos que se forma no estômago e até nos intestinos. O diagnóstico da tricomania e da tricofagia só pode ser feito com exatidão desde que a pessoa não esteja sofrendo de doença no couro cabeludo ou de doença que produza vivências delirantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas das referidas anomalias são desconhecidas: o que se acredita é que exista uma relação entre Tricotilomania, e o Distúrbio Obsessivo Compulsivo (DOC), Síndrome do Pânico e principalmente a Depressão, pois que existe maior incidência desses quadros nas pessoas que têm uma ou mais das síndromes citadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns casos podem melhorar com Psicoterapia Comportamental, porque vai ajudar o paciente a resolver ou administrar os conflitos psicológicos que estiver sofrendo e o ensinará a &lt;b&gt;resistir aos impulsos&lt;/b&gt;. É fundamental que se reconheça que a ansiedade para a prática do ato é muito forte. &lt;b&gt;Quanto mais o paciente resistir aos impulsos, por mais ansioso que fique, estará dando passos gigantes para a libertação ao mal. Sem essa resistência nenhum tratamento dá certo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a tricofagia e a tricotilomania, existem centenas de distúrbios psicológicos que só podem ser tratados mediante a conscientização, por parte do paciente, da importância de se cessar o comportamento reativo e o iniciar de uma reeducação mental que visa o processamento cerebral proativo. A inserção deste anexo ao post foi para que pudéssemos observar que a psicologia e a psiquiatria modernas também chegam às mesmas conclusões que os cabalistas há muitos séculos. Aplicar o quarto princípio em sua vida e começar a observar mudanças só depende de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-3623760392631741229?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3623760392631741229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/3623760392631741229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-4.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #4'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R7G4jYQEl_I/AAAAAAAABvA/hx7ftZ3PqMM/s72-c/Phoenix.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-1819485657113601840</id><published>2008-06-13T14:37:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:28.050-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6dXOwGnr9I/AAAAAAAABto/4nxADgqCmXE/s1600-h/Galax.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163191408746016722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6dXOwGnr9I/AAAAAAAABto/4nxADgqCmXE/s400/Galax.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Conforme&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; estudado anteriormente, segundo a Cabala, nós somos os nossos desejos. Pois bem, agora é a hora de compreender a principal razão de existir a infelicidade neste mundo. Já andei especulando anteriormente sobre a questão da &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/07/sofrimento-por-qu.html" target="_blank"&gt;dor e do sofrimento&lt;/a&gt;, tentando chegar a um termo sobre as razões de tanta desarmonia em nosso mundo e em nossas vidas. Mas acredito que nunca cheguei tão fundo, nunca me aproximei tanto de uma resposta definitiva quanto farei desta vez. O terceiro princípio essencial da Cabala me parece que realmente vem solucionar uma “charada” sobre a qual se debruçaram inúmeros santos, sábios e filósofos no decorrer da história humana - sem conseguir encontrar uma solução que parecesse realmente funcional ou definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que as declarações acima possam estar soando, no mínimo, como um exagero de minha parte. Como sempre, a minha proposta é que cada um examine o que está sendo exposto por si mesmo e chegue às suas próprias conclusões. Ou, como preconiza o primeiro princípio, não acredite numa única palavra do que aprender nos seus estudos. teste as lições aprendidas . Estaria eu afirmando que a Cabala nos traz as respostas definitivas para todos os problemas da vida, que ela é a fonte da Verdade suprema ou que ela resume o Caminho do buscador? Não, não é o que estou dizendo. Eu continuo acreditando que as verdades essenciais estão espalhadas pelo mundo, em diversas escolas, ocultas sob as mais variadas formas, e podem surgir das mais inesperadas fontes. Porque a compreensão do nosso Bem Amado Cósmico está disponível para todos, e Ele próprio não se limita às nossas ordens, escolas e especulações. Também dentro da tradição da Cabala, eu digo que é possível encontrar equívocos, falhas e descaminhos. Assim como nela podemos encontrar verdades poderosas e transformadoras como o seu terceiro princípio essencial, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;“Tudo que um ser humano realmente deseja da vida é a LUZ espiritual”&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sim!&lt;/strong&gt; É exatamente isto que nos falta compreender! Somente por acreditarmos que não é assim, por acharmos que precisamos de muitas outras coisas, é que sofremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe o que é “equilíbrio homeostático”? E você sabe o que quer dizer o termo psiquátrico “prazer negativo”? Essas realidades científicas estão diretamente relacionadas à compreensão do assunto deste post. Por isso transcrevo abaixo as explicações abalizadas do brilhante psicólogo, psiquiatra e psicanalista Dr. Flávio Gikovate, antes de passar à segunda parte desta postagem fundamental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;“Para falar sobre a possibilidade de um ser humano ser feliz, convém começar pelas coisas mais simples, ou seja, aquelas que nos fazem infelizes. Nosso organismo como um todo, assim como cada célula ou órgão nosso, busca permanecer em um estado de equilíbrio interno. No caso das células, isso corresponderia ao entre as concentrações de substâncias como o sódio e o potássio no interior delas e nos líquidos que as cercam. Se a concentração for maior de um dos lados da membrana que as limita surgem movimentos migratórios de substâncias líquidas para que as concentrações voltem a ser iguais dos dois lados. Esse é o fenômeno básico da homeostase, a busca permanente por equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como cada célula, nosso organismo – inclusive o psiquismo – também busca o equilíbrio homeostático. Isso se faz por meio da ingestão de alimentos e líquidos, pela eliminação de detritos, além, é claro, da respiração. Trata-se de uma busca contínua, uma vez que o equilíbrio se perde pela simples razão de suarmos num dia quente. O momento do equilíbrio homeostático é como uma fotografia, um fotograma em um filme. É um instante fugidio que se perde e se recupera a todo momento. É um ponto que se busca o tempo todo, se alcança, se perde e se torna a se buscar. Essa é a vida de todos os seres vivos sobre a terra, e também a dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desequilíbrios homeostáticos são, via de regra, sentidos como desagradáveis. Isso quer dizer que nossa mente registra esses estados físicos como dolorosos. A mente toma consciência, por exemplo, da falta de água no organismo. Chamamos a essa percepção de sede. O mesmo acontece com a comida: sentimos o desconforto que chamamos de fome. Sentimos dor e incômodo se não pudermos satisfazer a nossa necessidade de eliminação dos detritos do corpo na hora por este solicitada. – coisa que nos acontece muitas vezes em virtude das normas civilizatórias que regulamentam os locais específicos para esse fim e que nem sempre estão onde precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome, sede, frio, sono e desejo de defecar e urinar são alguns dos desequilíbrios homeostáticos mais habituais e de caráter desagradável. - Existem também os desequilíbrios que podem ser registrados como agradáveis, e que por isso mesmo podem se tornar muito perigosos; esse é um outro assunto, a ser abordado em outra ocasião. - Se estivermos com sede e sem acesso a água ou outro líquido, sentiremos a dor do desconforto. Infeliz com isso, nossa mente passa a se ocupar de forma prioritária do problema, buscando sua resolução com determinação e firmeza. Finalmente encontramos o remédio que tanto buscávamos: água potável! Se estivéramos por muito tempo sentindo a sede, quando bebemos sentimos um enorme prazer que advém do fim do desconforto. O prazer acontece por sairmos de um ponto zero, o ponto de equilíbrio homeostático. Daí Schopenhauer ter chamado esse tipo de prazer de ‘prazer negativo’. – O prazer negativo é uma felicidade passageira, efêmera, que deriva do fim da dor relativa à sede. Fenômeno idêntico acontece com todos os outros desconfortos físicos causados por desequilíbrios homeostáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos paladar, olfato e visão apurados. Ao sentirmos sede ou fome, podemos tomar água ou nos alimentar de várias coisas básicas e preparadas de forma singela. Podemos também tentar acrescentar algum tipo de sofisticação extra ao processo de resolução de nossas necessidades. Podemos ingerir sucos de frutas adoçados, podemos comer de forma criativa, nos servindo de pratos bonitos, aromáticos e de paladar particularmente requintado. Saciaremos a sede ou a fome e ainda por cima experimentaremos um certo prazer especial derivado de sensações que são requintes agregados aos prazeres negativos. Nós, humanos, por meio da inteligência, sofisticamos nossas atividades fisiológicas mais simples, transformando-os em prazeres que vão muito além da simples resolução das necessidades. Agregamos prazeres positivos ao processo de recuperação do estado homeostático. A isso poderíamos chamar de prazeres negativos sofisticados pela razão criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaidade, componente de nosso instinto sexual, também participa dessa sofisticação das nossas atividades essenciais. Atua de forma óbvia e explícita na questão do vestuário, elemento necessário para nos protegermos contra o frio, que ultrapassou esse objetivo inicial. No caso das comidas e bebidas mais requintadas, também estamos diante do prazer exibicionista, já que nos sentimos importantes e prestigiados quando fazemos aquilo que chama a atenção dos outros. Isso acontece quando nos destacamos porque temos acesso a alimentos fora de série, preparados por &lt;i&gt;chefs&lt;/i&gt; famosos que trabalham em restaurantes caríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à inteligência e à vaidade, transformamos nossas atividades essenciais relacionadas com a sobrevivência em algo complexo e rico em detalhes. Assim procedendo, nem parece que estamos saciando necessidades fisiológicas simples. É como se quiséssemos, a todo momento, nos esquecer de nossa condição animal e principalmente de nosso caráter mortal. Os atos relacionados com a eliminação dos detritos não puderam ser camuflados de maneira competente, de modo que, nessa hora, ricos e pobres são forçados a reconhecer sua precária condição de ‘simples’ mamíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os prazeres negativos, penso que é importante registrar de modo especial aquele que está relacionado com a saúde e a doença. Sentimo-nos doentes quando vivenciamos um quadro genérico de fraqueza, desconforto, calafrios, tonturas e etc. muitas doenças provocam sintomas mais específicos, como é o caso de dores localizadas, erupções cutâneas, alterações digestivas, estados depressivos e assim por diante. São desprazeres bem maiores do que a sede, a fome ou o frio temporários. Não há proporção entre o grau de sofrimento que experimentamos e a gravidade da doença. Nos casos em que existe risco de morte o sofrimento psíquico cresce muito, mas também padecemos bastante nas dores de dente, enxaquecas, cálculos renais e outros males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer negativo relacionado com a recuperação da saúde – recuperação do bem-estar geral ou fim de um sintoma específico – é enorme. Estávamos muito afastados do ponto de equilíbrio, e por um tempo maior do que costumamos passar fome ou sede. ‘Saudamos’ a recuperação física do mesmo modo que nos alegramos com uma grande conquista: o prazer é extraordinário e fundamental. O que acontece depois de 24 ou 48 horas? Tratamos nosso bem-estar com absoluta naturalidade. Não sentimos mais o grande prazer de acordar bem dispostos e energizados. Assim como todos os prazeres negativos, esse também tem duração efêmera, posto que logo que nos acomodamos à boa situação, ele cessa. É como se tivesse sido sempre assim. Precisamos nos empenhar para evocar a lembrança das agruras que passamos com a doença que já se foi. Porém, ao primeiro sinal de um novo mal-estar, voltamos a nos preocupar e valorizar a saúde como a maior de nossas dádivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acordamos felizes todos os dias por sermos saudáveis, nem pensamos nisso de modo espontâneo. Agora, se acordarmos com uma pequena dor no dedo do pé, serão sobre ela nossos primeiros pensamentos – cheios de apreensões. É assim que funciona o psiquismo, sempre mais preocupado em nos preservar do que facilitar as lembranças dos prazeres e alegrias. Acordamos pensando nas nossas dívidas, mas nunca pensamos em nossa situação financeira quando estamos com um bom saldo no banco. A propósito, temos de analisar melhor a importância do dinheiro para a construção da felicidade. Não pretendo esgotar um tema assim tão vasto e acho que cabe aqui apenas afirmar que o dinheiro é essencial para a resolução de dores e de outras fontes de infelicidade que derivam dos desequilíbrios homeostáticos. O dinheiro é o instrumento por meio do qual podemos adquirir agasalho para nos proteger contra o frio e ter acesso a um teto que nos proteja das intempéries climáticas. É o mediador das trocas que podem nos permitir acesso aos alimentos e até nos gratificar com uma deliciosa barra de chocolate (sofisticação extrema de um prazer negativo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro é essencial para que possamos cuidar bem da saúde e resolver outras necessidades básicas e experimentar prazeres negativos essenciais à preservação de uma vida considerada digna. As dúvidas acerca da importância do dinheiro para o tema da felicidade aparecem sobretudo nas reflexões acerca do seu uso para o consumo de quantidades cada vez maiores e crescentes de produtos supérfluos. Refiro-me tanto à ânsia de sofisticar exageradamente os prazeres negativos como aos duvidosos benefícios derivados da gratificação da vaidade exibicionista, com o objetivo de chamar a atenção dos que têm menos dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência pessoal e profissional me faz desacreditar da capacidade efetiva de obtermos algum tipo de felicidade derivada da acumulação de bens materiais não essenciais. Não creio que provoquem algum tipo de satisfação mais importante e/ou duradoura. Certa vez li uma frase interessante: ‘Ricos são aqueles que tem muito das mesmas coisas’! Ter muitos sapatos pode fazer uma pessoa mais feliz do aquela que tenha o suficiente – e talvez um pouco mais – do que o essencial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam como o tema pode se complicar: mesmo que o dinheiro não seja importante para atingir a felicidade, o fato é que as questões relacionadas com ele podem ser fonte de grande infelicidade quando se transformam em uma questão social ligada às comparações. Um estudo recente levado a cabo nos EUA mostra que família que ganham US$50 mil por ano e vivem num bairro em que a média de salários é de US$40 mil estão mais satisfeitas com a sua condição dos que as que ganham US$100 mil e vivem numa comunidade em que a média é de US$120 mil. Os números falam por si: &lt;b&gt;somos mais incomodados pela suposta 'humilhação' de não podermos ter aquilo que os nossos vizinhos possuem do que pela falta efetiva de bens materiais(!!!).&lt;/b&gt; Certa vez, um psicólogo cubano me contou que não tinha carro, mas que isso não o incomodava em nada, porque em Havana ninguém, das pessoas com quem ele convivia, tinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a falta de dinheiro &lt;b&gt;para fins supérfluos&lt;/b&gt; pode se transformar em uma nova dor, similar à fome ou às doenças, em uma sociedade que valoriza demais o sucesso nessa área e o acesso a bens materiais duvidosos – tanto em relação à necessidade que temos deles quanto às gratificações e aos prazeres que eles nos proporcionarão. Um indivíduo bem sucedido, que consegue ganhar dinheiro para comprar o que os outros também têm, experimenta a felicidade derivada de um prazer negativo: conseguiu sair da condição de humilhação (dor psíquica) em que se encontrava por não estar na mesma condição de seus pares. A dúvida é em que medida – e por quanto tempo – ele realmente aproveitará sua nova condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A certeza é que a sociedade de consumo conseguiu seu objetivo: produzir uma nova fonte de sofrimento relacionada com a falta de bens supérfluos(!!!). Lutamos de forma competitiva até a exaustão para ter acesso a bens de que só necessitamos para que não nos sintamos tristes por não possui-los!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos mal!" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Dr. Flávio Gikovate&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Continua...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;"O Poder da Cabala", - Rabino Yehuda Berg (Imago);&lt;br /&gt;"Dá pra Ser Feliz... Apesar do Medo", 2ª edição (2007) - Dr. Flávio Gikovate (MG Editores) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-1819485657113601840?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1819485657113601840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/1819485657113601840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-3.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #3'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6dXOwGnr9I/AAAAAAAABto/4nxADgqCmXE/s72-c/Galax.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-7563917178135268447</id><published>2008-06-13T14:35:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:28.554-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Existem duas realidades básicas: o nosso mundo, que representa 1% de escuridão, e o âmbito de 99% de Luz."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que possamos entender este segundo princípio essencial, é preciso conhecer primeiro a concepção das origens da vida e do Universo segundo a Cabala: Segundo essa concepção, no começo só havia o UNO, só havia o Eterno, que é pura LUZ em plenitude e perfeição absolutas. LUZ que é a Fonte da Energia infinita. LUZ que hoje chamamos DEUS...&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;“Deus é luz, e não há nEle treva alguma."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - I João, 1:5 &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Conforme visto no &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/01/kabbalah-parte-2.html" target="_blank"&gt;post de introdução&lt;/a&gt; aos nossos estudos, a Cabala nos diz que o desejo é a principal essência dos seres humanos, a matéria-prima de que somos feitos. O desejo é o que motiva toda a expressão humana, sejam artes, literatura, música, ciências... Isso posto, para que possamos entrar no estudo deste segundo princípio essencial, é importante ainda que conheçamos outro dos mais importantes conceitos cabalistas: a &lt;b&gt;Lei das 3 Colunas&lt;/b&gt;, que é a explicação da Cabala para as polaridades de energia que existem em todo os elementos do Universo. A Lei das 3 Colunas se define da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;#&lt;/b&gt; A Coluna Direita é a &lt;strong&gt;Energia de Compartilhar&lt;/strong&gt; do Criador;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;#&lt;/b&gt; A Coluna Esquerda é a &lt;strong&gt;Energia de Receber&lt;/strong&gt; do Receptor;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;#&lt;/b&gt; A Coluna Central é a &lt;strong&gt;Força da Restrição&lt;/strong&gt;, como o filamento em uma lâmpada, que é importante porque intermedia o fluxo entre as 2 polaridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conceito cabalístico se aplica, como exposto, em todas as manifestações conhecidas. Por exemplo, no mundo sub-atômico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direita = próton;&lt;br /&gt;Coluna Esquerda = elétron;&lt;br /&gt;Coluna Central = nêutron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bulbo de uma lâmpada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direita = pólo positivo;&lt;br /&gt;Coluna Esquerda = pólo negativo;&lt;br /&gt;Coluna Central = filamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos humanos (o que interessa ao tópico dessa postagem):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direita = nosso &lt;strong&gt;Desejo de Compartilhar&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;Coluna Esquerda = nosso &lt;strong&gt;Desejo de Receber Para Si Mesmo&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;Coluna Central = nosso Livre Arbítrio, que nos permite resistir ao desejo egoísta e transformá-lo em &lt;strong&gt;Desejo de Receber Para Compartilhar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nos seres humanos, a Coluna Central se manifesta justamente através da transformação do &lt;strong&gt;Desejo de Receber para Si Mesmo&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;Desejo de Receber para Compartilhar&lt;/strong&gt;. Esta é uma transformação pró-ativa, que acontece quando há o equilíbrio das 3 energias, que nos apresenta o desafio de agir como Luz e como Receptor ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você está realmente interessado em aprender sobre a Cabala e os seus fundamentos, procure guardar as informações que foram transmitidas até aqui. Porque, conforme prometido, no momento oportuno, esta série de postagens vai se debruçar sobre uma questão básica: se somos os nossos desejos, como podemos transformar os nossos desejos negativos, mesquinhos e egoístas em desejos realmente bons e produtivos, que nos levem ao crescimento espiritual e ao auto-aprimoramento? Por hora, agora que adquirimos uma noção do que significa a Lei das 3 Colunas, estamos capacitados a penetrar no tema desta postagem em si, que é o segundo princípio essencial da Cabala: &lt;em&gt;“Existem duas realidades básicas: o nosso mundo, que representa 1% de escuridão e o âmbito de 99% de Luz.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato: A Cabala já se utilizava, há muitos séculos, de uma explicação para a origem do nosso Universo físico baseada numa grande explosão, com detalhes muito similares aos da teoria do Big Bang preconizada pelos físicos atuais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, de acordo com a Cabala, antes do Big Bang físico ocorreu um “Big Bang espiritual”. – Como exposto no início deste, a Cabala afirma que antes do começo dos tempos havia apenas uma Força Infinita de Energia, a LUZ, e tudo era perfeita hermonia. Mas, para completar a sua Energia de Doação, essa Força de Energia Infinita, a LUZ (DEUS), criou um Receptor. Este Receptor não era um entidade física, mas sim uma força, uma essência inteligente. Surgiu assim o binômio fundamental da Existência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;center&gt;Criador e Receptor. Causa e Efeito. Dar e receber.&lt;/center&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim surgiu, no Receptor, o desejo (aí está ele) de "merecer" a Energia que recebia, de ser a causa da sua própria satisfação, e não mais somente recebê-la da Luz. - Como já deve ter ficado claro, se "Luz" é a metáfora cabalista para Deus, o Criador, "Receptor" é o termo usado para nos identificar. - O ato do Receptor, de receber algo pelo que não "trabalhou" ou que não fez por merecer, os cabalistas chamaram de &lt;strong&gt;"Pão da Vergonha”&lt;/strong&gt;. Desarmonia semelhante, segundo comparação do rabino Yehuda Berg, ao sentimento de um homem de 30 anos de idade que nunca trabalhou na vida e que continua morando com seus pais, sendo sustentado por eles. Este homem, se tiver hombridade, provavelmente se sentirá desconfortável pelo fato de estar sendo mantido confortavelmente, como se fosse um inválido, sem fazer nenhum esforço para ajudar no sustento da casa. Estamos falando de um certo constrangimento natural por se sentir como um “peso morto”, alguém que não contribui em nada com a manutenção do lar em que vive. Esta é uma analogia imperfeita para tentar definir o que significa o “Pão da Vergonha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para eliminar o Pão da Vergonha, o Receptor parou de receber a Luz, e resistiu. Neste momento a Luz se retirou e criou um certo espaço vazio, um ponto único de escuridão dentro do Mundo Infinito de Luz, que era tudo que havia inicialmente. O Infinito tinha dado vida ao finito. A Luz deu ao Receptor o tempo e o espaço, que constituem o nosso mundo, o nosso Universo físico, para que ele pudesse trabalhar e "fazer por merecer" a Energia de que necessita. Este ponto finito é o que a Cabala chama de &lt;strong&gt;"Mundo do 1%"&lt;/strong&gt;. A infinita e eterna realidade da LUZ divina é o que a Cabala chama de &lt;strong&gt;"Mundo dos 99%"&lt;/strong&gt;. Aí está a exposição do significado do segundo princípio essencial da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6CRGAGnrvI/AAAAAAAABrw/paaZamCHUyU/s1600-h/Bigbang.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161284705259597554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6CRGAGnrvI/AAAAAAAABrw/paaZamCHUyU/s400/Bigbang.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Ilustração esquemática da teoria do "Big Bang" (clique para ampliar)&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais:&lt;/strong&gt; A seqüência que engloba os &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/11/os-nomes-de-deus.html" target="_blank"&gt;72 Nomes&lt;/a&gt; Sagrados de Deus no judaísmo é derivada de 3 versos no livro de Êxodo que descreve a abertura do Mar Vermelho (capítulo 14, versos 19, 20 e 21). Cada um destes 3 versos contém 72 letras. Mais uma vez o aspecto do número 3, demonstrando o sistema das 3 Colunas. O 3 denota o potencial de transformação e unificação das 2 polaridades onde o espiritual governa o físico e a mente governa a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso caminho é salpicado de testes e tribulações. A Cabala diz que esses desafios surgem para nos fazer despertar, mostrar as nossas fragilidades e nos habilitar para receber a Luz do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e referência:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;Imagick.Org.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-7563917178135268447?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7563917178135268447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/7563917178135268447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-2.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R6CRGAGnrvI/AAAAAAAABrw/paaZamCHUyU/s72-c/Bigbang.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-4012269602300615434</id><published>2008-06-06T10:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:29.480-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Princípio essencial da Kabbalah #1</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R534swGnrqI/AAAAAAAABrE/TB3lNv4QSe8/s1600-h/matrix_pills.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160554195747057314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R534swGnrqI/AAAAAAAABrE/TB3lNv4QSe8/s400/matrix_pills.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; primeiro princípio essencial da Cabala, ensinado pelo rabino Yehuda Berg (do &lt;em&gt;Internacional Kabbalah Centre&lt;/em&gt;), me agrada muitíssimo. Na minha opinião, trata-se de um princípio perfeito, irretocável, uma base para o nosso modo de conduta mais do que apenas importante, mas sim &lt;b&gt;necessária&lt;/b&gt; a qualquer buscador que pretenda iniciar a sua jornada espiritual pessoal de maneira autêntica, saudável e produtiva. Se você analisar as postagens da &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/01/comeando-do-comeo-arte-das-artes.html" target="_blank"&gt;primeira fase&lt;/a&gt; deste blog, vai perceber que, desde o começo da minha própria busca, eu sempre procurei me pautar por este princípio essencial, mesmo quando não conhecia absolutamente nada a respeito da Cabala ou do misticismo judaico. O primeiro princípio essencial é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;"Não Acredite Numa Única Palavra do Que Aprender nos Seus estudos. Teste as Lições Aprendidas."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista nos parece muito fácil concordar e até entender que o primeiro princípio essencial da Cabala seja verdadeiro, sensato, correto... Porém, bem mais complicado é &lt;b&gt;aplicar&lt;/b&gt; este mesmo princípio no nosso dia-a-dia e em nossas vidas práticas. Isso porque vivemos, todo o tempo, cada um de nós, sofrendo e reagindo às pressões do nosso ego, das nossas famílias e da sociedade em que vivemos; além de estarmos sujeitos às nossas próprias limitações e fraquezas e às muitas tentações do mundo e dos nossos desejos auto-destrutivos. Nesse processo, muitas vezes, a busca pela Verdade acaba sendo deixada de lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R53xTQGnroI/AAAAAAAABq0/f3ys0xPBOj8/s1600-h/Smiths2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160546061078998658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R53xTQGnroI/AAAAAAAABq0/f3ys0xPBOj8/s400/Smiths2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666600;"&gt;Tentações e dificuldades nunca param de se multiplicar...&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas vezes, em sua busca espiritual, você quis acreditar naquilo que lhe pareceu mais fácil, mais confortável ou mesmo mais "lógico"? Quantas vezes você se apegou a um determinado sistema de crenças apenas por ele lhe trazer consolo, deixando para segundo plano a questão (primordial) de ser este sistema &lt;b&gt;verdadeiro&lt;/b&gt; ou não? E quantos são aqueles que, depois de optar por um determinado sistema de crenças, apenas porque este lhes trouxe "respostas" (verdadeiras ou não, parece não importar muito), acabam por se apegar totalmente a ele, esquecendo-se por completo da busca &lt;strong&gt;desapegada&lt;/strong&gt; que primeiro os movia? E aí, depois desse ponto, passam a defender ferrenhamente a sua permanência nessa zona de conforto, usando para isso todo tipo de argumento disponível? Assim, são capazes de se utilizar de toda sorte de argumentos e elucubrações lógicas para justificar suas escolhas, mesmo sabendo que nem sempre a lógica é capaz de traduzir as realidades mais profundas do espírito. - Mas quando a lógica falha, nesse intento, com que rapidez se livram dela, apelando então para a "metafísica" ou para qualquer outra coisa que lhes justifique não abrir mão das crenças das quais se tornaram dependentes; porque estas crenças agora lhes sustentam, passaram a significar o "chão" em que pisam e proporcionam uma falsa sensação de segurança. Tudo por medo do despertar. Tudo por medo de enxergar a verdadeira Luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conhece ou já conheceu um ser humano para o qual se tornou mais importante a defesa da sua posição em sua zona de conforto do que &lt;strong&gt;a Verdade&lt;/strong&gt;, que nesse processo vicioso foi deixada para segundo, terceiro ou quarto plano? Pois bem. Sem dúvida é muito mais fácil acreditar em algo, acreditar nas "lições" que os muitos "mestres" deste mundo nos trazem, simplesmente e sem questionamentos, do que &lt;strong&gt;testar&lt;/strong&gt; essas lições. Principalmente é mais fácil acreditar nas lições mais confortáveis, as mais atrativas. Que são as mais fáceis de seguir. - Caminho largo, espaçoso, por onde entram multidões. - Já o Caminho Estreito, o proposto pelo Cristo, esse é um pouco mais difícil, até porque deve ser testado e retificado todo o tempo. E pra quê ter trabalho construindo meu próprio caminho, fazendo testes e ajustes incessantemente, se eu posso "comprar" e seguir um modelo pronto qualquer?..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não acredite numa única palavra do que aprender nos seus estudos; &lt;strong&gt;teste&lt;/strong&gt; as lições aprendidas"&lt;/em&gt;, diz o princípio número um da Cabala. Mas quantas vezes você já ouviu alguém repetir a famigerada frase, referindo-se à opção religiosa/espiritual de cada um: &lt;i&gt;"A pessoa tem que ir aonde se sente bem..."&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essas visões do Caminho a ser seguido são compatíveis? Para ilustrar a idéia, vou deixar aqui uma confissão pública: ao longo da minha vida, eu já experimentei alguns tipos de drogas, e drogas "pesadas" até. - E posso afirmar que essas experiências, na maior parte das vezes, me pareceram "boas". Ou seja, eu "me sentia bem" quando me drogava, quando entorpecia minha consciência e envenenava meu corpo e minha alma. - Mas, depois de algum tempo, depois que eu comecei a perder amigos (literalmente) por causa do uso indiscriminado de tais substâncias, me foi dado perceber que o prazer que eu estava sentindo não compensaria a degradação da minha consciência, a perda da minha acuidade mental, da minha saúde e até, em última instância, da minha própria vida. Por isso, eu achei melhor abandonar aquele caminho, mesmo que me "sentisse bem" nele. Eu, felizmente (Graças a Deus!), percebi a tempo que aquele caminho era um equívoco! Percebi que o fato de me "sentir bem" por estar numa determinada direção não poderia servir como confirmação daquele caminho como bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo deve ocorrer na busca espiritual. - O meu exemplo pode ter parecido drástico, mas a escolha equivocada de um caminho de vida sem nenhuma dúvida é algo ainda mais drástico! Porque, embora na maior parte das vezes não nos apercebamos, essa é a escolha mais importante que temos que fazer em toda a nossa vida! Não pode haver nada mais importante nem mais sério, porque tudo o mais vai depender disso, direta ou indiretamente. Principalmente, se temos &lt;strong&gt;fé de fato&lt;/strong&gt;, entendemos que também a qualidade do &lt;em&gt;"continuum"&lt;/em&gt; de nossas consciências, numa eternidade bem próxima, está diretamente relacionada a essa escolha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não estou falando de formas ou de religião, mas de Consciência, do modo de vida e do "caminho interior" a ser seguido pelo indivíduo. Eu sei que essas questões podem não parecer tão urgentes agora, mas procure experimentar este exercício mental muito simples: imagine-se sabendo que iria morrer amanhã ou daqui a uma hora! Imagino que, nesse caso, essa escolha iria parecer &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; mais importante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R53xTAGnrmI/AAAAAAAABqk/fkz3O6B2tgA/s1600-h/Has_you.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160546056784031330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R53xTAGnrmI/AAAAAAAABqk/fkz3O6B2tgA/s400/Has_you.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas... E se a Verdade se apresentasse a você, diretamente, mas num primeiro momento não se parecesse com o que você imaginava? E se a Verdade não fosse tão fácil ou tão agradável e reconfortante quanto você gostaria? Você teria coragem de aceitá-la? Teria coragem de segui-la, de tentar aprender com ela? Ou preferiria continuar seguindo a sua vida tranqüila de sempre, acalentando o seu sistema de crenças já "montado", fácil e tranqüilo, como sempre? Em outras palavras, você gostaria mesmo de sair da "Matrix"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele filme antológico, quando "Neo" (o “novo homem”), se vê diante da possibilidade de escolher entre a pílula vermelha e a azul, escolher entre a Verdade (e a liberdade) ou a ilusão (e o descanso), o tempo parece parar. Morpheus, personagem que simboliza o Mestre, o Guia que nos faz ver o Caminho, adverte a Neo que a Verdade poderia não ser aquilo que ele esperava, poderia não ser agradável, num primeiro momento. Neo escolhe a vermelha e acaba por descobrir que essa escolha lhe traria mais dificuldades e sacrifícios do que alegrias, ao menos numa primeira etapa. Isso porque ele já estava, há muito tempo, acostumado com os pequenos prazeres anestésicos e com as facilidades da estagnação da vida fácil e sem maiores responsabilidades do mundo ilusório da Matrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Neo reúne coragem para enfrentar a grande revelação da Verdade. E só depois do difícil choque inicial, só depois de finalmente aceitar a realidade como ela é, com todas as suas dificuldades, e se dedicar a todo o treinamento necessário, ele finalmente se torna apto a enfrentar de peito aberto os agentes da Matrix. E só assim, finalmente, alcança a Vitória. - E se torna o "Novo Homem" (como ele finalmente se assume e se define no combate contra o agente Smith - &lt;em&gt;'Meu nome é Neo'&lt;/em&gt;); como disse o Cristo, o homem livre, capaz de realizar o impossível; capaz de realizar as mesmas coisas que ele mesmo realizou, e até maiores! Mover montanhas, ou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R531fgGnrpI/AAAAAAAABq8/LIyJm2hRt4A/s1600-h/The_Neo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160550669578907282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R531fgGnrpI/AAAAAAAABq8/LIyJm2hRt4A/s400/The_Neo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas será que este &lt;em&gt;"não acreditar em nada do que aprender"&lt;/em&gt; significa que devemos nos livrar da fé? Absolutamente não! A fé é uma das ferramentas mais importantes de que dispomos para que possamos encontrar (isto é, enxergar) o Caminho a ser seguido. Este princípio essencial significa, isto sim, que devemos ter fé &lt;strong&gt;naquilo que é real&lt;/strong&gt;, e não em qualquer coisa que, de cara, nos agrade ou pareça real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Faça você também a sua escolha. A Verdade ou a ilusão. A Liberdade ou o descanso... Como encontrar a Verdade? Não se preocupe, porque isso você vai saber... Porque dentro de você, lá no mais profundo do seu ser, você já está dotado(a) de uma espécie muito sutil de "alarme", que é infalível; um alarme que com o passar da História se tornou conhecido como “Consciência”. É essa ferramenta maravilhosa que poderá lhe conduzir, infalivelmente, nesse caminho acidentado e nessa aventura incomparável que nos espera a todos. Basta ser sério(a) e estar muito atento(a). Ou "vigiar e orar". - Estamos falando de nossas tentativas individuais de enxergar um Caminho que já está diante de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja muito bem vindo, e boa aventura pra você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;“Você deseja conhecer a Verdade? A verdade é que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro; um cativeiro que não consegue sentir ou tocar; uma prisão para sua mente. Infelizmente, não posso lhe dizer o que é a Matrix; é preciso que você a experimente por si mesmo... Se tomar a pílula azul, a história acaba, e você acordará acreditando no que quiser acreditar. Se tomar a pílula vermelha, eu lhe mostrarei até onde vai a 'toca do coelho'... Mas lembre-se: tudo que ofereço é a Verdade, nada mais." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;- Morpheus, em "The Matrix"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Nunca libertamos uma mente após ela atingir certa idade, pois a mente tem problemas em se adaptar.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“A ignorância é uma benção...”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; – Cypher (de ‘Lúcypher’) em "The Matrix"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Não acrediteis em coisa alguma apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis em coisa alguma só porque é dita e repetida por muitos. Não acrediteis em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não acrediteis em coisa alguma só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la como verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa própria experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas, a isso aceitai como Verdade. E daí pautai a vossa conduta! ”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Sidarta Gautama, o Buda – no Kalama Sutra 17:49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Ponham à prova todas as coisas, e fiquem com o que é bom.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Paulo apóstolo, na sua primeira carta aos Tessalonicenses, Capítulo 5, verso 21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Não acredite numa Única palavra do que aprender nos seus estudos. &lt;b&gt;Teste&lt;/b&gt; as lições aprendidas."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Primeiro princípio essencial da Cabala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Referência e bibliografia:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;"O Poder da Cabala", - Rabino Yehuda Berg (Imago).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-4012269602300615434?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4012269602300615434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4012269602300615434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/princpio-essencial-da-kabbalah-1.html' title='Princípio essencial da Kabbalah #1'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R534swGnrqI/AAAAAAAABrE/TB3lNv4QSe8/s72-c/matrix_pills.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-4049223691164441602</id><published>2008-06-06T10:54:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:29.674-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Kabbalah - parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;Introdução ao estudo&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;&lt;b&gt;Antes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; de iniciar o nosso estudo da Cabala, que será feito através da apresentação dos seus 14 princípios essenciais, gostaria de deixar aqui um lembrete importante: todo estudante de Ciência da Religião deve &lt;strong&gt;conhecer&lt;/strong&gt; todos os aspectos da espiritualidade humana. O objetivo das postagens neste blog é o &lt;strong&gt;estudo&lt;/strong&gt;, e &lt;strong&gt;não a pregação&lt;/strong&gt; do que está sendo estudado. E antes, ainda, de adentrarmos os seus princípios essenciais, é necessário conhecermos um pouco mais dos fundamentos, significados, propósitos e história da Cabala, para que possamos estabelecer nossos próprios parâmetros a respeito dessa tradição milenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5iD9AGnrjI/AAAAAAAABp8/k_OoL3vqMGg/s1600-h/zoharmantuba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159018457175928370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5iD9AGnrjI/AAAAAAAABp8/k_OoL3vqMGg/s400/zoharmantuba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Página do "Zohar"&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;"Somos nossos desejos"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que devemos saber a respeito da Cabala é que, de acordo com ela, &lt;strong&gt;todo ser humano é, em essência, aquilo que ele deseja&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Cabala, o desejo é a energia que move e define o ser humano. Somos feitos dos nossos desejos. E antes de pensar &lt;em&gt;“não, eu não concordo”&lt;/em&gt;, pare e pense um pouco sobre essas duas questões: &lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Qual o seu maior desejo? &lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; De que maneiras você poderia definir a sua existência neste planeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas respostas estão intimamente relacionadas? Se a resposta for positiva, isso não surpreenderia um estudante da Cabala. Tomemos alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que &lt;strong&gt;deseja&lt;/strong&gt;, mais do que tudo, o bem do seu próximo. Temos aí um ativista social, alguém que participa de obras assistenciais ou um administrador de alguma entidade filantrópica, seja de apoio às crianças de rua ou aos velhinhos desamparados. Essas pessoas, se realmente quiserem dedicar suas vidas à prática do bem, acabam sempre conseguindo. Conheço a história fantástica de uma senhora que se pôs a adotar crianças órfãs e acabou se tornando “mãe” de mais de sessenta crianças abandonadas, e mesmo sem uma fonte de renda que lhe permitisse abraçar uma obra de tal magnitude, conseguiu o empréstimo de uma casa grande para acolher os menores e consegue se manter muitíssimo bem, proporcionando alimentação, vestuário, cuidados médicos e estudo a todos os seus filhos adotados, sem nem saber explicar como. Vive de doações e da ajuda humanitária de empresários anônimos, que surgiram na sua vida sem ser procurados, e, quando se pergunta a ela como consegue arcar sozinha com um trabalho tão grande, responde apenas: &lt;em&gt;“Não é trabalho, é prazer. Não sei explicar como tudo isso acontece; a casa, as provisões... só sei que é tudo por obra de Deus”&lt;/em&gt;... Ela &lt;strong&gt;desejava&lt;/strong&gt; ser uma mãe para as crianças abandonadas, e foi isso que se tornou. Este é um exemplo entre muitos, extremamente parecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros exemplos bem diferentes também podem ser citados: alguém que &lt;strong&gt;deseja&lt;/strong&gt; antes de tudo as posses materiais: essa pessoa é (ou vai se tornar) um empresário, um comerciante ou um "&lt;em&gt;workaholic"&lt;/em&gt;. Na maioria das vezes, essas pessoas acabam alcançando o sucesso financeiro, porque alguém que ama o dinheiro e empenha toda sua vida e suas melhores energias em obtê-lo (infelizmente algumas vezes a qualquer custo) quase sempre acaba conseguindo, embora isso não seja uma regra geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: o próprio autor deste blog, eu mesmo, que sempre busquei o caminho da espiritualidade, e &lt;strong&gt;desejei&lt;/strong&gt; encontrar a Verdade fundamental da vida. O que me tornei? Um teólogo, um membro atuante na minha comunidade religiosa, o dono de um site que fala de religião, autor de diversas obras (não publicadas) sobre espiritualidade... A conclusão óbvia é: aquilo que sempre desejei moldou a minha vida, fez de mim o que sou hoje, que na verdade é o que eu sempre fui. Alguém que se importa com as questões espirituais. Isto foi definido desde sempre pelos meus &lt;strong&gt;desejos&lt;/strong&gt;. O que estamos querendo analisar aqui é se essa afirmação básica da Cabala faz algum sentido: &lt;strong&gt;“Somos o que desejamos”&lt;/strong&gt;. Somos mesmo o que desejamos? Isto faz sentido para você? Mais adiante estudaremos, dentro deste mesmo tópico, se é possível ou não a alguém que traz desejos muito ruins ou nocivos modificá-los. Tudo a seu tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que um budista ou um membro de alguma religião oriental de caráter transcendente poderia afirmar: “O meu ideal é &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; ter desejos”. Mas mesmo aí, podemos observar que "não ter desejos" &lt;strong&gt;também&lt;/strong&gt; é um desejo! E, se prestarmos mais atenção, veremos que ninguém consegue, &lt;strong&gt;de fato&lt;/strong&gt;, não ter nenhum desejo. Sim, existem tipos completamente diferentes de desejo, mas todos desejam alguma coisa. Todos anseiam por algo. Tomando este mesmo rumo, observamos que o líder máximo do budismo, o Dalai Lama, já declarou diversas vezes que &lt;strong&gt;deseja&lt;/strong&gt; a libertação do Tibete da dominação chinesa. Sem violência, claro. O próprio fundador do budismo só se tornou o Buda porque &lt;strong&gt;desejou&lt;/strong&gt; encontrar o Caminho da Libertação da alma, mais do que qualquer outra coisa, e nesse propósito fundamentou toda sua vida. Os monges budistas &lt;strong&gt;desejam&lt;/strong&gt; e buscam atingir o Nirvana. Os monges cristãos &lt;strong&gt;desejam&lt;/strong&gt; a União mística com o Cristo, e nele, a União com o Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos desejamos alguma coisa, e, em última análise, poderíamos ser classificados segundo os nossos desejos. Esta é a primeira afirmação central da Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;“É o desejo que abastece toda a experiência humana: a arte, a literatura, a música, a descoberta científica e a revolução política - tudo começa com o acender de um desejo que anseia por ser preenchido. E não há nenhum condutor mais profundo, poderoso ou potencialmente espiritual para a expressão humana que o nosso desejo mais sincero.”&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;- Rabino Yehuda Berg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras tradições milenares chegaram às mesmas conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;i&gt;“Somos nossos desejos mais profundos. Como forem os nossos desejos, assim será a nossa vontade e assim serão os nossos atos. E assim como forem os nossos atos, assim será determinado o nosso destino.”&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;- Upanishad 4:4–5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;”Onde estiver o vosso coração, ali estará também o vosso tesouro.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Matheus, 6:21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso dá o que pensar, não é? Bem vindo ao estudo da Cabala. Posso garantir que será assim do começo até o final. E ainda nem começamos a abordar os seus princípios essenciais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;A Cabala e a alma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas abordagens sobre os mais variados temas, a Cabala sempre se refere à alma. Por definição, ela diz que a alma é uma energia cósmica que é parte da Luz infinita de Deus. Mas de onde vem a alma, qual é o seu início? No mundo físico, o início sempre se dá a partir de uma semente biológica, uma célula que pode ser extremamente pequena, mas já contém dentro de si uma força de vida que não é biológica ou física, mas sim espiritual. – Uma idéia bem próxima daquilo que os orientais chamam de “Ki” (Japão) ou “Chi” (China) e que os antigos chamavam de “Mana”. - Portanto, temos que aceitar a existência dos mundos espirituais se quisermos entender a semente extra-física de nossa existência e receber dela a força vital para renovar nossas forças biológicas e reforçar nossa consciência; para vivermos com mais iluminação espiritual e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa semente espiritual começa no mundo espiritual. Existem dez "Sefirot", ou seja, dez dimensões para a realidade. Essas 10 dimensões estão entrelaçadas entre 5 mundos distintos. Não é o meu objetivo o aprofundamento nesta parte mais mística e simbólica da Cabala, por se tratar de assunto muito extenso e muito complexo para o espaço. Por hora, é suficiente saber que o primeiro mundo é chamado “Adam Kadmon", isto é, “Homem Primordial”, e está relacionado com a Sefirá "Keter". O Homem Primordial não é o homem como o conhecemos, em manifestação de corpo, e sim a nossa essência espiritual, a força de nossas vidas. Essa essência foi se desenvolvendo de acordo com os mundos, até que no "Mundo de Briá " (‘Mundo da Criação’, relacionado com a Sefirá ‘Biná’) foi criado Adão. Este Adão não é Adam Kadmon, não é a mesma consciência de Adam Kadmon, mas tem a lembrança da semente de seu nascimento espiritual. Este Adão é o da história Bíblica de Adão e Eva no Paraíso, que todos já conhecemos. O que a Cabala nos ensina é que a Bíblia não é um livro de histórias, ao menos integralmente, e sim um código cósmico, uma descrição de realidades espirituais. Adão e Eva eram, na verdade, uma alma só, dividida; não eram pessoas físicas, mas uma inteligência . Quando cometeram o pecado no Paraíso, foram então expulsos. A palavra "expulsão" é percebida como "explosão". Depois dessa explosão, cada parte de Adão criou um ser humano, na maneira de nossa alma, criando o processo da vida da humanidade e o aparecimento de todas as gerações. Por isso cada um de nós, nesse nível de consciência, tem uma parte espiritual de Adão, que representa a consciência coletiva de todos os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;Fundamentos e algumas variantes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a Torá que, após ter libertado os judeus da escravidão, Deus entregou a Moisés as Leis que disciplinariam a vida do seu povo. Seguindo a orientação do Senhor, Moisés compilou-as no que se tornaria a própria Torá, a Bíblia dos judeus. No entanto, o que muitos não desconfiavam é que, mais do que um calhamaço de leis, a Torá guardava informações valiosíssimas. Nas entrelinhas das 613 normas descritas no livro, estavam codificados muitos mistérios da Criação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além desta versão, de que Moisés recebeu de Deus os ensinamentos da Cabala, existem outras, sobre a sua origem. Uma variante, conforme visto no post anterior, é a que dá conta de que foi Adão o primeiro a ter acesso a essa sabedoria, tendo depois a transmitido aos patriarcas hebreus (Noé, Abraão, Moisés). Outros ainda acreditam que um anjo a teria revelado ao misterioso sacerdote &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/01/melquisedeque.html" target="_blank"&gt;Melquisedeque&lt;/a&gt;, que a repassou a Abraão. Muitas lendas e mitos ajudaram a obscurecer os fatos sobre a verdadeira origem desse conhecimento místico. Alguns estudiosos - entre eles o historiador &lt;a href="http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=1049" target="_blank"&gt;Gershom Scholem&lt;/a&gt;, uma das maiores autoridades no assunto no mundo - concordam que o gnosticismo, movimento esotérico-religioso surgido nos primeiros séculos da nossa era, foi um de seus pontos de partida centrais. Os gnósticos eram pessoas que se dedicavam a refletir sobre questões que sempre intrigaram a humanidade: "Quem somos?", "de onde viemos?", "para onde vamos?". Os judeus simpatizantes do pensamento gnóstico se basearam nas escrituras judaicas para criar um sistema de informações e interpretações secretas sobre a origem do Universo, visando justamente responder a essas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros séculos, a Cabala era transmitida apenas oralmente, e esse sistema teria sofrido influências de elementos místicos de diversas religiões e filosofias. Dos povos da Caldéia, por exemplo, assimilou conhecimentos em astrologia. Do hinduísmo, algumas linhas cabalísticas adotaram a crença de que as almas reencarnam. Mas, de todas as vertentes do saber ocidental e oriental, foi o &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/neoplatonismo.htm" target="_blank"&gt;neoplatonismo&lt;/a&gt; (tópico a ser abordado aqui no Arte das artes), doutrina filosófica criada pelo egípcio Plotino no século 3, que exerceu a maior influência sobre o sistema que se tornaria conhecido como Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plotino acreditava que Deus está além da compreensão humana e não possui qualquer representação. Essa idéia casou perfeitamente com a tradição legalista do judaísmo, que enxerga Deus sob uma perspectiva altamente sobre-humana e nem se atreve a nomeá-Lo. O rabino Laibl Wolf, em seu livro "Cabala Prática", de 2003, compara a Luz de Deus a uma lâmpada de brilho tão intenso que, se acendê-la, você corre o risco de ficar cego. Para ele, mesmo cobrindo-a com um pano translúcido, ela ainda será forte a ponto de ferir suas vistas. Somente depois de colocar diversos panos é que se torna possível enxergá-la e compreendê-la, ao menos uma parte dela. Essa metáfora explica bem a constituição do símbolo máximo do conhecimento cabalístico, a "Árvore da Vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Popularização e documentação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Cabala permaneceu restrita ao círculo judaico, tratada como um saber secreto e de elite, durante centenas de anos. Seus ensinamentos só poderiam ser recebidos por aqueles que atingissem o quarto nível de interpretação da Torá. O primeiro estágio (Peshat) era simples. Todos os judeus tinham de passar por ele e aprender as leis que disciplinam seu comportamento social, ético e religioso. O segundo (Remez) mostrava o que havia por trás do significado literal. No terceiro nível (Derush), o iniciado descobria que as informações sobre a criação do mundo estavam escondidas sob metáforas e analogias. E só então estava habilitado a entender o quarto e último nível (Sod), obviamente o mais aprofundado. Todo esse preparo levava muito tempo e, por isso, o seleto grupo de iniciados costumava ser formado por homens com mais de 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 13, um grupo de cabalistas espanhóis começou a se preocupar com o risco de a tradição se perder e decidiu registrá-la. A publicação do Zohar – “O Livro do Esplendor” (ainda hoje considerado a obra mais importante da Cabala) sinalizava, pela primeira vez, uma tentativa concreta de popularizar esse saber ancestral. Nessa época, o clima na Espanha era favorável ao florescimento da mística judaica. Apesar de boa parte da Europa ser cristã, a Península Ibérica estava sob o domínio dos árabes desde o século 8. &lt;i&gt;"Muçulmanos instalados na atual Espanha conviviam bem com outras culturas e religiões"&lt;/i&gt;, conta o professor José Alves de Freitas Neto, do Departamento de História da Unicamp. Graças a essa tolerância, a Cabala encontrou um campo fértil para se difundir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a partir daí, ainda se passariam 300 anos para que ela começasse a se popularizar. Em 1492, a paz na Península Ibérica foi quebrada e os reis da Espanha expulsaram do país todos que não estivessem dispostos a colaborar com a consolidação de um Estado cristão. Essa nova diáspora reacendeu o risco de não somente a mística, mas toda a tradição judaica se perder com a dispersão do seu povo pelo mundo. Na tentativa de garantir a continuidade da sabedoria, os cabalistas se estabeleceram em um novo centro, na cidade de Safed, em Israel. Lá surgiu uma das figuras mais importantes da Cabala moderna: Isaac Luria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado no Zohar, Luria fez uma releitura da sabedoria místico-judaica, criando a Cabala Luriânica, cujos ensinamentos continuam impressionantemente atuais. Seus seguidores acreditam que algumas das descobertas da ciência no século 20 já tinham sido reveladas por Luria 400 anos antes. &lt;i&gt;"Ele já afirmava, no século 16, que o Universo nasceu a partir de um único ponto de luz, que se fragmentou. Apesar da diferença de denominação - os físicos chamam esse ponto de luz de matéria ou energia - é uma explicação bastante semelhante à teoria de criação do Universo conhecida como o ‘Big-Bang’"&lt;/i&gt;, escreveu o rabino Yehuda Berg, do Kabbalah Centre de Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a Cabala também encontrou, antes da psicanálise, a resposta para uma das maiores indagações da humanidade: a razão do sofrimento. De acordo com a sabedoria mística judaica, a dor e a tristeza servem para impedir que o nosso ego cresça a um ponto que impeça o nosso crescimento espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;"Neste momento &lt;/em&gt;(quando o ego se inflama)&lt;em&gt;, você deixa de praticar atitudes que poderiam ajudar a melhorar o mundo e passa a ter apenas preocupações mesquinhas, como comprar um carro mais legal do que o de seu vizinho"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; - Rabino Yehuda Berg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os cabalistas, esses conhecimentos já existiam na Torá, só que codificados. Tudo o que eles fizeram foi interpretá-los da maneira certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;em&gt;"Como o olho físico, que manda uma imagem invertida ao cérebro, a Torá mostra suas histórias de cabeça para baixo. Somente a Cabala pode reverter a imagem e nos apresentar a verdadeira compreensão e o verdadeiro significado espiritual"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; - Rabino Rav Berg (‘A Torá Segundo a Cabala’)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passagem da escritura judaica, contando que Deus ordenou a morte dos habitantes da nação inimiga Amalek, seria um exemplo de como os ensinamentos precisam de decodificação. &lt;em&gt;"É uma instrução controversa à luz do mandamento 'não matarás'. A Cabala explica essa aparente contradição. O Zohar mostra que a palavra ‘Amalek’ tem o mesmo valor numérico que a palavra em hebraico para ‘Incerteza’", &lt;/em&gt;escreveu Rav Berg. Ou seja, para ele, a mensagem de Deus é para que "matemos" as nossas próprias incertezas. Para ler a explanação completa do rabino, clique &lt;a href="http://www.visaojudaica.com.br/Agosto2003/Links/Artigos%20e%20reportagens/atorasegundoacaba.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;Cabala hoje&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois dos ensinamentos cabalísticos terem sido passados para o papel, seu estudo ainda era restrito. &lt;em&gt;"Formou-se um sistema filosófico e místico tão complexo que já não se tornava necessário cuidar para que poucos o penetrassem, pois só poucos estariam mesmo capacitados para isso"&lt;/em&gt;, diz o verbete "Cabala" do “Dicionário Histórico das Religiões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje já não é mais assim. Alguns cabalistas têm se esforçado em traduzir para uma linguagem bem simples os ensinamentos místicos judaicos. O irmãos Berg (Yehuda e Rav) são expoentes desse grupo, que busca mostrar aplicações práticas dessa sabedoria para pessoas comuns enfrentarem os desafios da vida. No livro “Os 72 Nomes de Deus”, Yehuda Berg ensina a usar determinadas combinações de letras hebraicas, que formam os chamados &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2007/11/o-nome.html" target="_blank"&gt;72 Nomes de Deus&lt;/a&gt;, para nos ajudar a solucionar desde os efeitos negativos da inveja alheia sobre nossas vidas até casos complexos como infertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tradução dos ensinamentos foi um fator decisivo na popularização da Cabala nas últimas décadas. Mas, para os cabalistas, ela já estava prevista. &lt;em&gt;"O Zohar já dizia que 'as portas do conhecimento se abririam', ou seja, que a sabedoria da Cabala se expandiria"&lt;/em&gt;, diz o Rabino Nathan Silberstein, de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Cabala não foi a única sabedoria mística a se popularizar no século 21. Para Leandro Karnal, chefe do Departamento de História da Unicamp e mestre em Ciências da Religião, diversos movimentos místicos emergiram nos últimos anos como fruto da insatisfação do homem com a religião, que institucionalizou a fé. &lt;em&gt;"O Padre, o Rabino ou qualquer outro chefe de instituição religiosa passaram a ser 'intermediários' entre o homem e Deus. Aquela comunicação direta descrita nas escrituras sagradas desapareceu"&lt;/em&gt;, diz ele. Em meio à debandada de fiéis, a mística tem desempenhado papel fundamental: ela aproxima o homem de Deus, de forma menos dogmática e severa. Mas nem todo mundo vê com bons olhos a maneira como alguns pregam essa popularização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"É preciso tomar cuidado. Uma coisa é você querer que as pessoas tenham acesso à informação e ensinar a elas como fazer isso. Outra é você simplificar esse conhecimento a ponto de gerar interpretações deturpadas ou errôneas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;- Rabino Nathan Silberstein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Ainda pior, os sábios nos dizem que se alguém simplesmente aceita a Torá&lt;br /&gt;literalmente - lendo-a com uma postura mental religiosa ao invés de se conectar com ela num nível espiritual - a Torá se tornará um veneno"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - Rabino Rav Berg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo de poucas certezas e muitas falsas promessas de fórmulas mágicas, para algumas pessoas a Cabala tem servido como uma espécie de "bússola". Confiar ou não na direção apontada por ela é, como sempre, uma escolha individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Kabbalah Centre;&lt;br /&gt;Profº Shmuel Lemle;&lt;br /&gt;Profª Cristiane Boog;&lt;br /&gt;Superinteressante ed. 214, revisado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-4049223691164441602?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4049223691164441602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/4049223691164441602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/06/kabbalah-parte-2.html' title='Kabbalah - parte 2'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5iD9AGnrjI/AAAAAAAABp8/k_OoL3vqMGg/s72-c/zoharmantuba.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-6271107344304419470</id><published>2008-05-29T13:01:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:30.267-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabala'/><title type='text'>Kabbalah</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TYLGr8QdI/AAAAAAAABoM/Ik9_iOx3BJc/s1600-h/Rabis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157985158531138002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TYLGr8QdI/AAAAAAAABoM/Ik9_iOx3BJc/s400/Rabis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666600;"&gt;Não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; é possível explicar a Cabala num site da internet. Assim como não seria possível explicá-la num curso de dois dias, num livro ou em qualquer outro lugar. Porque a Cabala (a pronúncia correta é ‘cabalá’) não é uma tradição meramente intelectual ou filosófica. - Toda a literatura disponível sobre os mistérios da Cabala não têm qualquer valor se este conhecimento não for aplicado na vida prática e diária, e assim, se traduzir em real conhecimento/sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Cabala, o correto entendimento dos códigos presentes na Torá pode nos oferecer todas as ferramentas de que necessitamos para nos aperfeiçoarmos espiritualmente, através do despertar de nossa consciência mais profunda. Mas aonde poderíamos pretender chegar com isso? Bem, é um fato inegável que quase todos os seres humanos comuns trazem dentro de si o desejo, em maior ou menor intensidade, de mudar a realidade ao seu redor, não sendo uma coincidência que muitos busquem a espiritualidade exatamente quando a vida lhes parece menos generosa. Contudo, a grande questão é que o indivíduo espera que, ao adotar o caminho espiritual que lhe parece correto, esse seu sistema de crenças e valores vá permanecer sempre intocável, enquanto a Luz Espiritual vá promover uma limpeza total em sua vida, corrigindo tudo o que está errado. - Isso não faz o menor sentido. As mudanças e a manutenção da nova vida espiritual dependem de nós mesmos e dos nossos atos e atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente aí que entram os sistemas espirituais que nos trazem guias de vida &lt;b&gt;práticos&lt;/b&gt;, como é o caso da Cabala. A Cabala nos traz explicações metafóricas e analógicas sobre o funcionamento do Universo e das realidades da vida e, como dito, pretensamente nos oferece os meios para transcender as nossas dificuldades e fraquezas humanas e alcançar a plenitude espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, não sou muito dado à “explicações”, no que concerne às realidades transcendentes; em primeiríssimo lugar porque uma das compreensões mais profundas que eu realmente consegui atingir em toda minha jornada foi a de que &lt;b&gt;a única via real para a compreensão das Realidades espirituais superiores é a aceitação do Mistério&lt;/b&gt;. Em outras palavras, &lt;b&gt;se você quer realmente entender, pare de tentar entender e apenas aceite o que É!&lt;/b&gt; Entender sem entender, esta é a chave. - Paradoxal, sim, como tudo que concerne à Verdade. Desconfio sempre de qualquer ordem ou “mestre” que me traga explicações detalhadas a respeito daquilo que não pode ser explicado. Há uma excelente razão para que não possamos ver e interagir, ao nosso bel prazer, com certas realidades mais elevadas. Tentar "quebrar as regras" da Vida é o pior tipo de trapaça que poderíamos tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas entendo que isso não queira dizer que tenhamos que rejeitar radicalmente toda e qualquer visão espiritualista apenas por ser elaborada, em especial no caso de uma escola tão antiga e que deriva diretamente de uma tradição que é raiz de tantas outras grandes tradições. Na Cabala eu encontrei verdadeiras pérolas de sabedoria e ótimas dicas para o auto-aprimoramento e para uma vida espiritual mais centrada. O seu estudo, porém, deve ser feito diligentemente e usando-se sempre de discernimento e muita atenção às nossas consciências, para que se possa separar o trigo do joio que com o tempo foi ali sendo agregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta série de postagens, pretendo examinar os princípios essenciais da Cabala sob o ponto de vista de alguns dos mais respeitados cabalistas em todas as épocas. E como acho sempre sensato começar pelo começo, dou início ao nosso estudo com uma análise sobre o que vem a ser a Cabala e seus significados básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “Cabala” deriva da raiz hebraica &lt;i&gt;”KBL”&lt;/i&gt; = “LeKabbel”, que significa “Recebido”, “Recebimento” ou “Aquilo que se Recebe”. Em outras palavras, refere-se àquilo que não pode ser alcançado apenas por nossos esforços, mas que só pode ser &lt;b&gt;recebido&lt;/b&gt; pela Graça Divina. Cabala é uma espécie de "Ciência da Alma", que não pode ser conhecida através da busca puramente mental/intelectual. É um conhecimento interior que tem sido passado de sábio para aluno há muitos séculos. Uma disciplina que se destina a despertar a consciência sobre a essência da Realidade e das coisas deste mundo e da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à origem histórica da Cabala, este é um tema extremamente controverso, sobre o qual é muito difícil se chegar a um consenso. Diferentes escolas atribuem o seu surgimento a diferentes épocas, mas muitos pesquisadores apontam o século primeiro dC como a época do seu aparecimento enquanto escola espiritualista/filosófica estruturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, como costuma acontecer com todo tipo de tradição hermética espiritual que se torna conhecida do grande público, com o passar do tempo houve uma popularização negativa do termo “Cabala”. Hoje, uma multidão de falsos mestres e falsos buscadores se auto-denominam “cabalistas” ou “mestres de Cabala”. Nos últimos anos, com o crescimento da onda esotérica, começaram a pipocar as mais diversas “derivações” da escola original. Basta uma olhada na sessão de “esoterismo” ou “misticismo” de qualquer livraria ou fazer uma breve busca na rede pra dar de cara com termos do tipo &lt;i&gt;“Esoterismo Cabalístico”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;“Tarô da Cabala”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;“Numerologia Cabalística”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;“Astrologia da Cabala”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;“Oráculo Cabalístico”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;”Numerologia Cabalística Motivacional"&lt;/i&gt; (essa achei ótima), &lt;i&gt;”Terapia Cabalística”&lt;/i&gt;, etc, etc, etc... Dia desses mesmo li um anúncio num folheto: &lt;i&gt;“Dona Fulana, vidente, professora de Cabala, usa seu dom de mediunidade para trazer de volta a pessoa amada em dez dias...”&lt;/i&gt; - Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TS3mr8QbI/AAAAAAAABn8/aBBryQ11Zeg/s1600-h/mandonna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157979325965550002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TS3mr8QbI/AAAAAAAABn8/aBBryQ11Zeg/s400/mandonna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;A popularização da Cabala trouxe todo tipo de distorção da idéia original...&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira Cabala diz que quando entramos neste mundo nossos sentidos podem apenas encontrar sua crosta externa. Tocamos a terra com nossos pés, a água e o vento atingem nossa pele, recuamos perante o calor do fogo. Escutamos os sons e ritmos e dançamos. Percebemos formas e cores. Logo começamos a medir, a pesar e a descrever coisas com precisão. Como cientistas, registramos o comportamento dos compostos químicos, das plantas, animais e seres humanos. Nós os gravamos em vídeo, observamos sob o microscópio, criamos modelos matemáticos, enchemos supercomputadores com dados a seu respeito. De nossas observações, aprendemos a domar nosso ambiente com invenções e engenhocas, e então nos damos tapinhas nas costas e dizemos: &lt;i&gt;"Isso mesmo, conseguimos"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que nós mesmos (consciência) residimos em uma camada muito mais profunda. Eis por que não podemos deixar de perguntar: &lt;i&gt;"E sobre a coisa em si mesma? E quanto Aquilo que estava lá antes que medíssemos? O que é matéria, energia, tempo, espaço - como vieram a ser?”&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicar nosso mundo sem examinar sua profundeza interior é tão superficial quanto explicar o trabalho de um computador descrevendo apenas as imagens vistas no monitor. Se virmos uma bola movendo-se para cima e para baixo na tela, poderíamos dizer que está ricocheteando contra o fundo da tela? Os dispositivos na sua barra de rolagem exercem alguma força física sobre a página dentro da tela? A barra do menu tem realmente os "menus" ocultos atrás dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TXsmr8QcI/AAAAAAAABoE/xkGe9EoBcj4/s1600-h/mag_imag.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157984634545127874" style="FLOAT: left; MARGIN: 7px 10px 0px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TXsmr8QcI/AAAAAAAABoE/xkGe9EoBcj4/s400/mag_imag.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O autor de um software de uso facilitado seguiu regras consistentes para que você possa trabalhar com ele. Se for um jogo de alguma complexidade, ele precisou determinar um grande conjunto de regras. Mas uma descrição destas regras não é uma explicação válida de como isso funciona. Para isso, precisamos saber ler o seu código, e, mais importante - examinar a descrição de seu conceito original. Precisamos saber como ele avança, passo a passo, de um conceito em sua mente através de um código, até os pontinhos fosforescentes minúsculos na tela, que parecem formar imagens reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabala diz que há um Código por trás da realidade que podemos ver, o conceito que instila vida às "equações" e as torna reais. Homens e mulheres abdicaram de sua alimentação, seu conforto, viajaram grandes distâncias e sacrificaram suas próprias vidas para chegar a conhecer estas coisas. Não há uma só cultura neste mundo que não tenha seus ensinamentos para descrevê-las. Nos ensinamentos judaicos, elas são descritas na Cabala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a tradição, as verdades da Cabala foram conhecidas por Adam, o primeiro homem. Aquilo que Adam (Adão) apreendeu, nenhuma outra mente pode conceber, mas mesmo assim ele foi capaz de transmitir um vislumbre de seu conhecimento a algumas das grandes almas que dele descenderam, como Hanoch e Metushelach. Foram eles os grandes mestres que ensinaram Noah (Noé), que por sua vez ensinou seus próprios alunos, incluindo Avraham (Abraão). Avraham estudou na academia do filho de Noach, Shem (&lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/01/melquisedeque.html" target="_blank"&gt;Melquisedeque&lt;/a&gt;?), e enviou seu filho Yitschac para lá estudar, depois dele. Yitschac por sua vez mandou seu filho Yaacov estudar com Shem e com o bisneto de Shem, Ever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam, Noah, Avraham - estes foram pais de toda a humanidade. Segundo a Cabala, esta é a razão por que encontramos alusões às verdades que eles ensinaram, seja onde for que tenha chegado a cultura humana. Mesmo assim, a fonte essencial para a Cabala não é Adam ou Noah ou mesmo Avraham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fonte Essencial da Cabala seria o &lt;a href="http://artedartes.blogspot.com/search?q=Sinai" target="_blank"&gt;Evento no Monte Sinai&lt;/a&gt;, onde a Essência Primordial do Cosmos foi desnudada para que uma nação inteira a contemplasse. Foi uma experiência que deixou uma marca indelével sobre a psique judaica, moldando por completo nossas idéias e nosso comportamento desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Sinai, a sabedoria interior tornou-se não mais uma questão de intuição ou revelação particular. Era então um fato que havia penetrado em nosso mundo e se tornado parte da história e da experiência dos mortais comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que a Cabala não pode ser chamada de apenas filosofia. Uma filosofia é o produto de mentes humanas, algo com que qualquer outra mente humana pode jogar, “espremer” ou “esticar”, aceitar ou negar, segundo os ditames do seu próprio intelecto e intuição, que são subjetivos. Mas Cabala significa: &lt;i&gt;"que é recebida"&lt;/i&gt;. E &lt;b&gt;recebida&lt;/b&gt; não de um professor, apenas, mas do Sinai. Assim que o aluno tenha dominado o caminho deste conhecimento recebido, ele ou ela pode encontrar maneiras de expandi-lo ainda mais, como uma árvore se ramifica a partir de seu tronco. Mas será sempre um crescimento orgânico, jamais tocando a vida e a forma essenciais daquele conhecimento. Os ramos, galhos e folhas irão apenas onde deveriam para aquela árvore em particular - um bordo jamais se tornará um carvalho, e jamais um aluno revelará um segredo que não estivesse oculto nas palavras do seu professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem somos nós? Por que nascer e morrer? Qual o propósito de nossa existência? É possível vivermos de maneira mais plena e com menos insatisfações? Segundo seus seguidores, esta é a sabedoria da Cabala. E, uma vez que esta sabedoria existe, a próxima pergunta primordial seria: como é que todo este aprendizado poderia influenciar de maneira prática o nosso dia a dia e trazer alegria para nossas vidas? Isto é o que passaremos a estudar a partir do próximo post!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fontes e bibliografia&lt;br /&gt;“O Poder de Cura da Cabala”, 2004 - Raphael Kellman (Campus).&lt;br /&gt;Rabino Yehuda Berg&lt;br /&gt;Kabbalah Center&lt;br /&gt;Chabad.Org&lt;br /&gt;Portal da Cabala&lt;br /&gt;Beit Chabad &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentar (livro compartilhado)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-6271107344304419470?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6271107344304419470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6271107344304419470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/05/kaballah.html' title='Kabbalah'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5TYLGr8QdI/AAAAAAAABoM/Ik9_iOx3BJc/s72-c/Rabis.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-6637128858173651502</id><published>2008-05-09T12:10:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:30.426-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Origens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profetas'/><title type='text'>Melquisedeque</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5CvEmr8QZI/AAAAAAAABns/spOK8vzyYBE/s1600-h/Melquisedeque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156814066978406802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5CvEmr8QZI/AAAAAAAABns/spOK8vzyYBE/s400/Melquisedeque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Porque este Melquisedeque, rei de Salem, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da vitória contra os reis, e o abençoou, &lt;b&gt;a quem também Abraão separou o dízimo de tudo&lt;/b&gt;; sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, 'Rei de Justiça', e depois também 'Rei de Salem', que é 'Rei de Paz'; &lt;b&gt;sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre&lt;/b&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - Hebreus, 7:1-3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Quem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; é este, que abençoa até mesmo ao grande Abraão? A quem o próprio Abraão chega a lhe oferecer o dízimo? Que é chamado "Rei de Salem" e "Rei de Paz"? Quem é este, do qual se diz que não teve pai nem mãe e nem começo nem fim? Quem é este, de quem se diz até que é semelhante ao próprio Filho de Deus??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melquisedeque, ou (em outras transliterações possíveis) &lt;em&gt;Melquisedec&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Melchisedec&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Melchisedek&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Melchisedeque&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Melkisedec&lt;/em&gt;, etc, etc... É um dos mais misteriosos personagens que aparecem no Antigo Testamento da Bíblia. Menções a ele são encontradas em &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/busca/acf/Melquisedeque" target="_blank"&gt;três passagens&lt;/a&gt; do texto bíblico: &lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Em Gênesis 14:18, quando recebe o dízimo de Abraão e o abençoa. &lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; No Salmo 110, quando a Voz de Deus profetiza o Messias como &lt;i&gt;"Sacerdote para sempre, segundo a Ordem de Melquisedec"&lt;/i&gt;. &lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Por diversas vezes na Carta aos Hebreus, quando Paulo escreve um tratado onde afirma que Jesus, em sendo Rei e Sacerdote Filho da tribo de Judá (que tem a primazia do reinado), não segue o sacerdócio de Levi, exclusivo da tribo de Levi, concluindo que Jesus é Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, anterior ao sacerdócio levítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à natureza profundamente misteriosa deste personagem da Bíblia, algumas correntes místicas e até alguns religiosos ortodoxos de tendência mística atribuem a Melquisedeque variadas funções espirituais relacionadas ao destino do nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alusões a Melquisedeque, &lt;em&gt;"Rei de Paz"&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"Rei de Salém"&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;"Sacerdote do Deus Altíssimo"&lt;/em&gt;, segundo a tradição cristã, seriam figurações ou representações do próprio Cristo, pois é com ele que surge pela primeira vez a celebração com o pão e o vinho, numa espécie de prenúncio do Sacerdócio de Jesus. Alguns arriscam interpretar Melquisedeque como manifestação de "Corpo Espiritual" do Divino, o qual é chamado &lt;em&gt;"o Verbo"&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;"Espírito Santo"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"Anjo do Senhor"&lt;/em&gt;. Se trataria, portanto, de uma manifestação do próprio Deus em Seu corpo imaterial, pois Ele teria muitos aspectos: Ânima, Espírito Eterno, Verbo, Corpo (Jesus)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Hebreus declara que Jesus também é Sumo Sacerdote (Hebreus 2:17; 3:1; 4:14). O profeta Zacarias predisse que Jesus seria um sacerdote em seu Trono, isto é, assim como Melquisedeque, Jesus seria tanto Sacerdote quanto Rei ao mesmo tempo (Zacarias 6:12-13). Jesus nasceu judeu, descendente de Davi e, assim, da linhagem da tribo de Judá. Contudo, Deus escolheu os descendentes de Levi para serem sacerdotes. Assim Jesus, vivendo sob a Lei de Moisés, poderia ser rei porque era da tribo real (Judá) e ainda mais da de Davi (2 Samuel 7:12-16; Atos 2:29-31). Mas Jesus não poderia ser um sacerdote segundo a Lei de Moisés porque não era da tribo certa. O escritor de Hebreus afirma que Jesus era sumo sacerdote segundo uma ordem diferente, não segundo a ordem de Arão (ou da tribo de Levi), mas segundo a ordem de Melquisedeque (5:6,10; 6:20). Ele explica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;"Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? ...Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Hebreus 7:11,13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque Melquisedeque? Quem foi Melquisedeque? O escritor de Hebreus nota que ele foi tanto sacerdote como rei de Salém (outro nome de Jerusalém - Gênesis 14:18-20; Hebreus 7:1). Ele também observa que as escrituras do Velho Testamento dão a Melquisedeque a aparência de ser eterno. Assim, existem algumas semelhanças entre Melquisedeque e Jesus. Melquisedeque parece continuar para sempre como sacerdote, porque as Escrituras nunca registram sua morte. Jesus, sendo divino, vive e serve para sempre como Sacerdote (Hebreus 7:23-25). Melquisedeque era tanto rei quanto sacerdote ao mesmo tempo (o que seria impossível sob a Lei de Moisés). Jesus é tanto rei como sacerdote ao mesmo tempo, em cumprimento à profecia de Zacarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, o que se sabe é que Melquisedeque foi rei de Salem antigo - nome dado à cidade de Jerusalém ou região onde os descendentes de Sem (um dos filhos de Noé) habitavam logo depois do dilúvio. O fato de nas Escrituras Melquesedeque aparecer abençoando Abraão demonstra que na época era ele o principal representante de Deus na Terra, o portador da devida autoridade para abençoar, inclusive a um grande líder como Abraão ... Como um dos nomes dado ao povo de Israel era "semitas", é provavel que este Melquisedeque fosse o próprio Sem ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da figura de Melquisedeque ainda é tão grande, que no dia da ordenação dos padres católicos, no ritual sacerdotal consta uma parte na qual o bispo ordenante diz: &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Tu és 'Sacerdoce in Aeternum Secundum Ordinem Melchisedec.'” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;- &lt;i&gt;“Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar também que Melquisedeque, sendo rei e sacerdote, reúne em si mesmo as duas formas do poder: o temporal e o espiritual. Segundo o esoterista René Guénon e sua escola, Melquisedeque representaria a Tradição Primordial da qual derivam todas as tradições espirituais manifestadas na História, e apresenta algumas formas equivalentes em diferentes tradições. Segundo essa linha de raciocínio, Melquisedeque, na Índia, corresponderia ao "Chakravartin" (Rei Universal) das tradições indiana e budista; seria também o soberano do reino oculto de "Shamballah" ou Agartha. Na tradição budista Terra Pura, a mais mística, ele corresponderia ao Buda Lokesvara-Raja (Senhor Rei Universal), Mestre Iluminado do Buda Amitabha ou Amida. - O culto à Lokesvara existiu entre os Khmers do Camboja, que construiram gigantescas estátuas de pedra em sua honra na sua antiga capital Angkor. Outra figura relacionada com Melquisedeque é o "Prestes John" das lendas medievais, um misterioso rei-sacerdote cristão que reinaria no Oriente, geralmente identificado com o Imperador da Abissínia ou Etiópia... Melquisedeque é um ser ainda mais enigmático que Apolônio de Tiana (filósofo grego neo-pitagórico sobre quem pretendo falar em momento oportuno).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra gnóstica alexandrina “Pistis Sophia” (tema de uma próxima postagem neste blog), Melquisedeque é citado como &lt;em&gt;“Grande Recebedor da Luz Eterna”&lt;/em&gt;. Ele recebe a Luz inteligível, por um Raio emanado diretamente do Princípio para refletir no mundo, seu domínio. Por isso também é chamado "Filho do Sol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem de Melquisedeque é também conhecida pelo nome de "Ordem do Sacerdócio Real", ou "Ordem da Justiça Divina", pois Melquisedeque representa a Superior Justiça Divina na Terra, o Reino da Eterna Paz. Ordens esotéricas vêem em Melquisedeque um Ser que sempre esteve presente neste planeta em todos os ciclos de civilização, sendo, portanto a manifestação perene do próprio Poder Superior na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns místicos orientais, ainda, afirmam que Melquisedeque é quem exerce a função de "Governo Oculto" da Terra no “Santo Shambhala”. Como afirma Michel Coquet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Melquisedeque é Sanat-Kumara – o que ocupa o mais elevado lugar sagrado de nosso planeta, onde se encontra a Tradição Primordial, o lugar onde o desígnio de Deus é conhecido...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Diz René Guénon, baseado em suas pesquisas e no que disse Saint Yves d'Alveydre num livro intitulado "Missão da Índia", publicado pela primeira vez em 1910 na França:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“O nome Melquisedeque, ou mais exatamente ‘Melki-Tsedeq’, não é outra coisa que não o nome sob o qual a própria função de ‘Rei’ se encontra expressamente designada na tradição Judaico Cristã.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A tradição indiana, citada por René Guénon, em sua obra "O Rei do Mundo", diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;“Ele é Manu - esse homem vivo, Melki-Tsedeq, é Manu; que continua, com efeito, perpetuamente, isto é, por toda a duração do seu ciclo (Manvantara), ou do mundo que ele rege especialmente. É por isso que ele não tem genealogia, porque a sua origem é não humana, visto que ele próprio é o protótipo do homem. E realmente ele foi feito à semelhança do Filho de Deus, visto que, pela Lei que formula, é para esse mundo a expressão e a própria imagem do Verbo Divino”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ainda segundo as tradições da Mongólia, da Índia, do Tibet e de outros povos orientais, Melquisedeque ou Melk-Tjedec (Dharma-Râja) vive em uma cidade conhecida como "Agartha", segundo muitos situada no Himalaia. O reino sagrado de Agartha seria dirigido por Melquisedeque, mas há fontes que o colocam num nível ainda mais elevado. - Assim, uma pessoa só poderia chegar até onde reina Melquisedeque sendo conduzida, já que é impossível ao homem encontrar por si mesmo o seu acesso; não se trataria de um local físico na Terra e sim um plano sutil no nível terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas ocasiões o nome de Melquisedeque esteve ligado a um outro grande enigma, o do também legendário "Prestes John" ou "Prestes João", tido como "dirigente da humanidade" (outro tema para um planejado próximo post). Durante a Idade Média muito se falava de um grande reino dirigido por um ser de grande sabedoria chamado Prestes John. O período em que mais se falou desse reino foi à época de São Luís, nas viagens de Carpin e de Rubruquis. Segundo contam inúmeras histórias, teriam havido quatro personagens que usaram esse título: no Tibet, na Mongólia, na Índia e na Etiópia; que seriam quatro representações de um mesmo poder. Diz um mito que, quando de suas conquistas territoriais, Gengis-Khan tentou atacar o Reino de Prestes John, ele foi repelido por um raio que quase aniquilou por completo seu exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;A visão judaica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;- por Chai Mendel - judeu praticante e estudioso da Torá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Melquisedeque" é a tradução aportuguesada de "Malki Tsedek", que significa "Rei Justo". Esse titulo nosso personagem tinha por causa da sua sabedoria que era grande, ao mesmo tempo esse personagem é tratado como se fosse um sacerdote!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia que o patriarca Avraham (Abraão) foi visitar esse homem e conhecer sua sabedoria, mas por quê? Porque Avraham ouviu dizer que nosso personagem Rei Justo tinha conhecimento de uma tradição que falava de um &lt;strong&gt;único&lt;/strong&gt; D-us. E Avraham queria saber se a &lt;strong&gt;Força&lt;/strong&gt; (EL) que manifestou-se a ele era o mesmo que Malki Tsedek acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Malki Tsedek quem falou do Mabul (Dilúvio), falou de um homem chamado Noah (Noé) e de toda a tradição que esse homem sabia. E Malki Tsedek falava de um rapaz cujo pai chamava de Shem (na Torá isso significa Boa Reputação). O Personagem de Boa Reputação ficou famoso depois que teve filhos e netos e bisnetos... Mas as soas foram esquecendo da a mensagem do pai de Shem (Noah), e o mundo voltou àidolatria. Então Shem decidiu montar uma escola para preservar todo aquele conhecimento. Essa escola se tornou um pequeno reino de justiça num mundo repleto de violência. Seu lider era chamado de Rei pois quando ele dava sua palavra ele não voltava atrás.... E o monte onde ficava a escola de Shem se chamava Montanha da Paz (Har Shalem) inicialmente. O Nome Shem foi esquecido e o apelido Rei Justo ficou.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai você tem a verdade, Malki Tsedek era Shem, filho de Noah. Por isso Abraham passou a morar perto dele, por isso Isaque vez o mesmo com sua esposa e filhos e por isso Jacó estudou com ele... E por isso todos os descendentes de Jacó, mesmo na escravidão no Egito, mantiveram o conhecimento de Shem. Pois no passado Noah foi relapso em mostrar para a humanidade os erros que levaram ao Mabul, e Shem estava decidido a não cometer mais o mesmo erro. Ele finalmente encontrou pessoas que queriam saber da sua mensagem e preservá-la, por isso ele não iria abrir mão de ensinar aquela gente que descendia de um antigo amigo dele chamado Avraham, e que teve uma experiencia com as &lt;strong&gt;Forças&lt;/strong&gt; que se manifestaram ao seu pai no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas passagens das Escrituras Hebraicas indicam que Shem era Malki Tsedek. Mas seria necessário vc conhecer o mínimo de hebraico para percebê-las; e antes disso seria interessante você conhecer a real mensagem das escrituras hebraicas para não criar dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;***&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;A título de curiosidade, procurei expor, nessa postagem, as principais, dentre as mais diversas teorias a respeito da dificílima figura de Melquisedeque. É importante compreender que, apesar e além de todas as teorias e especulações mirabolantes, tudo que temos de &lt;strong&gt;concreto&lt;/strong&gt; a respeito do misterioso personagem são as esparsas e curtas menções bíblicas sobre ele. - Escritos feitos, portanto, há no mínimo 4.000 anos. - Obviamente, qualquer tentativa de estabelecer significações exatas ao seu respeito seriam, no mínimo, muito difíceis e arriscadas. O que estimula ainda mais a imaginação e a curiosidade dos pesquisadores (e 'aventureiros' de plantão) é justamente o fato de o texto bíblico não especificar praticamente nada, não trazer nenhum detalhe da vida e da obra de um personagem assim tão poderoso e importante, a ponto de ser dito que sua vida não teve nem começo e nem teria fim e que seria semelhante ao Filho de Deus. Um Ser tão importante que o próprio Jesus Cristo, Filho do Altíssimo e figura central dos Evangelhos e em todo o contexto bíblico, seria chamado Sumo Sacerdote da sua Ordem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&gt; Dedicado, com carinho, ao meu amigo "Gugu".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Fontes e bibliografia:&lt;br /&gt;Profº Allen Dvorak&lt;br /&gt;EstudosdaBíblia.Net&lt;br /&gt;Profº José Laércio do Egito;&lt;br /&gt;Profº João Paulo Nunes do Egito;&lt;br /&gt;“Luzes da Grande Fraternidade Branca” Michel Coquet (Madras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=119092&amp;amp;count=20" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;( &lt;/span&gt;comentários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2481235213226168875-6637128858173651502?l=allreligo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6637128858173651502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2481235213226168875/posts/default/6637128858173651502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allreligo.blogspot.com/2008/05/melquisedeque.html' title='Melquisedeque'/><author><name>H K Merton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01055217070248455777</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Yz50mwAoPdo/Tgz92SlrT8I/AAAAAAAAE8g/oUZttvZOC3c/s220/HKM-blog2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R5CvEmr8QZI/AAAAAAAABns/spOK8vzyYBE/s72-c/Melquisedeque.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2481235213226168875.post-2529194795230421258</id><published>2008-05-08T12:01:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T01:20:30.810-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orientalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Tao'/><title type='text'>Lições do Tao - 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R4otJ2r8QKI/AAAAAAAABlU/dr1vqbEguwU/s1600-h/chinese-art-painting-Mi5503.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154982370800844962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R4otJ2r8QKI/AAAAAAAABlU/dr1vqbEguwU/s400/chinese-art-painting-Mi5503.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#2d6e89;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segunda lição - Arrependimento &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;- escritos que Liao Fan Yuan (1550 - 1624) deixou para seu filho&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R4Usx2r8QDI/AAAAAAAABkc/yzJqkbPOjQY/s1600-h/Y-y.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153574583600431154" style="FLOAT: left; MARGIN: 5px 10px 0px 0px; CURSOR: hand" height="44" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mNlBy8vOULY/R4Usx2r8QDI/AAAAAAAABkc/yzJqkbPOjQY/s400/Y-y.jpg" width="47" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;No&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;período da primavera e do outono da história chinesa, durante a dinastia Chou (800-400 aC.), existiam muitos oficiais que tinham a habilidade de prever o futuro de um homem apenas observando suas palavras e seu comportamento. Acontece que o futuro de alguém, seja ele bom ou ruim, inicia-se primeiro em seu coração/mente, e em seguida manifesta-se em seu comportamento. Aquele que parece amável e sincero e seu comportamento é bom, muito tem grandes possibilidades de sucesso. Entretanto, aquele que transparece crueldade e comporta-se sem considerarão pelos outros. normalmente propicia o aparecimento de sofrimentos. Desta forma, não há mistério nesses acontecimentos. O coração e a mente do ser humano são conectados com o Céu. Quando se está para ter dificuldades, pode-se ver que isso se deveu a um comportamento perverso. Se desejarmos ter felicidades e harmonia, a primeira atitude que devemos tomar é a de &lt;b&gt;arrependimento&lt;/b&gt;, mesmo antes de realizarmos boas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há três modos de arrependimento:&lt;/b&gt; &lt;b&gt;O primeiro modo&lt;/b&gt; é ter consciência ou vergonha. Quando lembramos de nossos ancestrais, os sábios de tempos remotos, notamos que eles foram também pessoas comuns e seus ensinamentos permaneceram válidos por centenas de anos. Somos apenas interessados em prazeres sensuais, fama e riqueza, além de não possuirmos disciplina em nosso comportamento. Cometemos ações desonrosas pelas costas dos outros pensando que ninguém mais pode vê-Ias. Gradualmente nos tornamos animais trajados em roupas humanas. Este é o comportamento mais vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencius disse que o senso de consciência ou de vergonha é a chave para se tornar um santo. Aquele que nada sabe sobre isto é então como um animal irracional. Assim, o primeiro passo no arrependimento é começar a ter consciência, pois é isso que distingue os humanos dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O segundo modo&lt;/b&gt; é possuir respeito. Isto diz respeito a Seres Celestiais e de outros planos; não devemos enganá-los. Mesmo se cometermos pequenos erros, eles saberão. E se cometermos grandes erros sofreremos as punições proporcionais. Até quando estamos num quarto escuro nossos pensamentos são conhecidos pelo Céu. Podemos tentar nos esconder, mas nossos pensamentos não são ocultos e através deles poderemos ser encontrados. Enquanto ainda nos restar um último suspiro podemos nos arrepender, por mais sérios que tenham sido nossos erros prévios. Há muitas pessoas que tiveram uma vida inteira de pecados, mas no momento da morte, de repente, tornam-se cientes de seus erros, arrependem-se e deixam este mundo em paz. Há um ditado que diz: &lt;i&gt;“Tão logo você abandone o facão de açougueiro, já poderá tornar-se um Buda”&lt;/i&gt;, isto é. independentemente dos erros cometidos, grandes ou pequenos, o principal é ser capaz de mudar e se arrepender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O terceiro modo&lt;/b&gt; é possuir coragem e determinação. Normalmente, as pessoas não conseguem modificar seus destinos porque não possuem coragem e determinação para deter o comportamento errôneo ou para transformar algo errado. Devemos considerar um pequeno erro como uma pequena farpa cravada em nossa pele: devemos removê-la rapidamente. E se for um grande erro, deve ser considerado como uma picada de cobra venenosa, devendo ser o dedo amputado sem a menor hesitação. Aquele que conseguir seguir os três modos, alcançará o arrependimento tão facilmente quanto o gelo derrete na primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E há três níveis para se alcançar o arrependimento:&lt;/b&gt; &lt;b&gt;O primeiro&lt;/b&gt; é a mudança do próprio comportamento; &lt;b&gt;o segundo&lt;/b&gt; é a compreensão através de uma mudança mental; &lt;b&gt;o terceiro&lt;/b&gt; é a mudança do coração/espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada nível é praticado diferentemente, com diferentes graus de sucesso. Um exemplo da realização do primeiro nível: alguém que matou no dia prévio promete não matar no dia atual; ou, ao se tornar muito nervoso num dia, promete ser calmo no dia seguinte. Esses são exemplos de mudança de comportamento. Entretanto, aqueles que se mantêm unicamente neste nível obrigam-se a seguir um método muito opressivo, sendo &lt;b&gt;muito difícil&lt;/b&gt; alcançar verdadeiramente um completo grau de arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro caminho mais apropriado de se arrepender é através da &lt;b&gt;compreensão&lt;/b&gt; no nível mental. Por exemplo: se quisermos modificar o hábito de matar devemos pensar sobre como todos os seres vivos valorizam suas vidas. Devemos nos perguntar: como poderemos estar em paz ao matarmos esses seres para nos alimentar? E, além disso, pensar na dor dos animais ao serem feridos com água ou óleo fervente penetrando em sua carne e ossos. O segredo da saúde é balancear nossa energia vital interior e não ser dependente de alimentos substanciosos das montanhas ou dos oceanos, pois após a refeição não há diferenças entre os seus nutrientes e os de simples vegetais. Por que deixar seu estômago tornar-se um cemitério de animais e anular suas caridades? Ao considerarmos que todos os seres com sangue e carne têm vida e sentimento, então o fato de nós não permitirmos que eles sejam livres como crianças brincando junto a nós é realmente vergonhoso. Como podemos feri-los e fazer com que nos odeiem? Se pensássemos sobre tudo isso seriamos incapazes de matá-los para nos saciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para modificar o mau temperamento, o mesmo é válido. Se pensássemos como as &lt;b&gt;pessoas são diferentes&lt;/b&gt;, como todas possuem pontos fortes e fracos, seríamos mais tolerantes com o próximo. E quando as outras não realizarem as ações corretas ou se elas agirem contra os Princípios Universais, &lt;b&gt;elas&lt;/b&gt; é que estarão erradas. Então por que se zangar? Além do mais, se as coisas não andarem como gostaríamos que elas andassem, na grande maioria das vezes é porque ainda não acumulamos méritos suficientes para isso. Assim, se tivermos isto em mente, mesmo ao sermos caluniados, isso será como o fogo queimando no espaço vazio: logo se extinguirá sozinho. Ao escutarmos xingamentos e tentarmos nos defender, isso será tão trabalhoso quanto um bicho-da-seda construindo seu casulo. De qualquer forma, revidar e ter raiva são ações que mais nos ferem do que nos dão paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros erros que podemos modificar de acordo com as mesmas medidas citadas. Se entendermos as razões por trás da necessidade de mudança nós não cometeríamos os mesmos erros novamente. Geralmente, apesar de realizarmos centenas de erros, quando os analisamos percebemos que todos eles provêm do coração/mente. Se a mente não gerar pensamentos que são enraizados no egoísmo, então não cometeremos erros que surgem da ganância. E se nosso coração tende à bondade, então naturalmente não teremos pensamentos perversos. Este é o caminho de arrependimento mais básico: o que ocorre no coração. Todas as falhas vêm da mente, dos pensamentos, e assim, se quisermos remover radicalmente a causa destas falhas, temos que agir como se cavássemos em direção à raiz para cortar a árvore venenosa. Para mudarmos nossa mente, devemos estar atentos em cada pensamento. Logo que um mau pensamento é gerado devemos &lt;b&gt;capturá-lo e eliminá-lo&lt;/b&gt;. Este é o melhor método. Todavia, se ainda não formos capazes de realizar este nível, então devemos fazê-lo no nível anterior: o da compreensão. E se ainda não pudermos agir neste nível (o da compreensão), então devemos fazê-lo no nível do comportamento (da ação). Porém, &lt;b&gt;o caminho mais eficaz consiste em combinar a vigilância dos pensamentos com a compreensão&lt;/b&gt;. Se estiver realmente determinado a melhorar, você pode suplicar aos Seres Iluminados por ajuda nesta mudança, para sinceramente se arrepender dia após dia. Assim, após um certo tempo começaremos a obter resultados, sentiremos paz e a sabedoria surgirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é possível sentirmos algumas das seguintes mudan
